A coragem de dizer não na carreira

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Esses dias assisti a um filme que se chama “Um homem entre gigantes”. Ele conta a história, com base em fatos reais, de um médico legista, Dr. Bennet Omalu (Will Smith), que fez descobertas muito importantes sobre a relação entre danos cerebrais e o jogo de futebol americano. Ao diagnosticar um severo trauma cerebral de um jogador, e estudando outros casos, ele descobriu ser um mal comum entre os profissionais dessa modalidade esportiva. 

No filme, ficou claro o drama vivenciado pelo profissional, que precisou lutar com grandes instituições esportivas para revelar essa verdade às pessoas. É fácil perceber a complexidade da situação. Uma paixão nacional, que movimenta milhões e, naturalmente, uma trama que envolve interesses, conflitos e a necessidade de uma mudança em um sistema. Quanta coragem foi necessária, pensando no personagem principal, para seguir adiante e ir contra algo tão bem estabelecido, mas que trazia um risco desconhecido àqueles jogadores. No filme fica claro o preço alto que foi pago para ir contra o sistema, em busca de construir algo para o bem dos jogadores e suas famílias. Foi necessário muito esforço, tempo e lidar com impactos na vida pessoal. Isso me faz pensar e admirar muito pessoas com essa coragem. Que demonstram responsabilidade e senso de propósito. 

Mas o que quero destacar nesse texto é sobre escolhas na carreira.

No momento final do filme (pra quem não assistiu, alerta de spoiler), o médico legista que lutou arduamente e venceu sua batalha, recebeu uma proposta de carreira que, falando de ascensão profissional, parecia irrecusável. Era uma posição muito importante nos Estados Unidos, trazia uma mudança e ampliação de escopo e ficava claro que era um reconhecimento que representava um outro nível de atuação.

Mas, ele simplesmente disse não. Ele não aceitou à proposta. Uma surpresa? Por que ele não aceitou? Embora pensando do ponto de vista de mudança de status e ascensão, parecesse perfeito o crescimento, a mudança de escopo, as responsabilidades e a necessidade de mudança de cidade, não estavam alinhados ao que ele gostaria. Ele optou por seguir com os planos que tinha junto à sua família. Para ele, não fazia sentido mudança de função e abrir mão do que eles gostariam de ter como estilo de vida.  

Ele decidiu seguir seu coração e o que era importante pra ele sobre como gostaria de viver. 

Partindo dessa cena, a reflexão que trago aqui é que as convicções que temos em nosso coração, só nós sabemos. E isso é algo muito particular, de situação, para situação. Tem pessoas que na situação dele optariam por aceitar a proposta e viver tudo aquilo, e estariam realizadas. Mas pra ele não era esse o caminho.

E tem escolhas de carreira que realmente não são óbvias e que muitas vezes para os outros podem ser até estranhas. “Por que você não aceitou aquela proposta?”, “por que você não vai trabalhar com aquilo?”, “qualquer pessoa gostaria de receber uma oportunidade dessas”…Então, essa convicção que vem de dentro precisa estar forte dentro de cada um. 

E o problema é que às vezes algumas pessoas não param pra se escutar.

É preciso parar, observar e sentir, para entender de fato que caminho queremos seguir como carreira e escolha de vida. E nosso trabalho influencia muito neste sentido do estilo de vida e rotina que temos, por diversos fatores.

Como você está com relação a isso? Como você tem integrado seu trabalho e os outros aspectos de sua vida? 

Nem sempre aceitar um próximo passo na carreira, que significa uma ascensão profissional, mais dinheiro e mais status, é o caminho que todo mundo vai seguir. É preciso que cada um faça suas análises, escute o que realmente quer construir, compreenda as consequências de suas escolhas e tenha muita consciência para seguir um caminho que faça sentido. 

O que você pensa sobre isso?

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Sobre alcançar objetivos…

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Quando temos algum objetivo a alcançar, inevitavelmente em alguns momentos poderá vir a vontade de desistir da caminhada…Muito esforço, cansaço, desafios que surgem, dificuldades que não eram previstas. Aquela energia inicial e sensação de que conseguiria alcançar, pode ficar mais distante…

Neste momento, é importante olhar e reconhecer o processo. Será que o imediatismo está dominando? Queria chegar mais rápido e mais fácil?

É importante também ser honesto e pensar: qual a relevância de alcançar aquilo?

Se for algo ainda muito importante, que trará realização na linha de chegada, encontre sua forma de renovar a mente e energias.
Trace novos planos e estratégias. Fale com outras pessoas…faça o que pode fazer, mas continue sua caminhada rumo àquilo que é importante pra você. Tudo o que fazemos ou deixamos de fazer tem consequências. Lembrar-se disso nas atitudes diárias faz diferença.

(créditos imagem: tirachard Freepik)

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Como realizar o que imaginou para 2017?

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Esse texto é para você que, na passagem de ano, imaginou muitas coisas que gostaria de realizar em 2017. Mas, ao mesmo tempo, sabe que colocar em prática e tornar tudo isso realidade, é um grande desafio…

Separei 7 palavras que te ajudarão nessa caminhada:

1) Decida: o que você realmente quer priorizar para que aconteça este ano? Muitas coisas passam pela nossa mente, tocam nossas emoções, nos energizam. Isso é muito bom! Mas há um momento de escolha. Há um momento de se responsabilizar pelo que você quer que aconteça. E isso envolve a decisão consciente de dizer para você mesmo – vou dedicar meus esforços e atenção nisso. E então, o que você decide hoje colocar efetivamente em prática em 2017? Pense em sua vida pessoal e profissional.

2) Escreva: anote o que pensou. É tão simples, mas tão simples fazer isso, e pode fazer uma enorme diferença para que as coisas aconteçam, por dois motivos: primeiro, pois quando você anota, reforça seus pensamentos e deixa mais claro o que de fato você decidiu, em meio a tantas ideias. Segundo, ter as anotações, facilitará os demais passos – execução, acompanhamento e, por fim, checagem dos avanços. Não sobrecarregue sua memória, nem engane a si mesmo dizendo que vai lembrar de tudo…Para isso, escolha a melhor ferramenta e local – papel, aplicativos, computador.

3) Planeje: e faça isso do jeito mais simples para você. A ideia básica aqui é: ok, eu quero realizar isso em 2017, então, o que preciso fazer? Depois de pensar nessa pergunta, seja muito prático e transforme em metas menores, pequenos passos até chegar ao objetivo maior. E lembre-se de se perguntar sempre: QUANDO farei isso? Um erro comum é não conciliar de forma prática seus planos com sua rotina. Algo que pode ajudar, é ter uma lista de tarefas diárias e semanais, e olhar com frequência para ela, além da possibilidade de usar alertas para se lembrar de algumas atividades específicas (qualquer celular tem algum recurso que pode te ajudar nisso).

4) Assuma: o que pode te atrapalhar? Assumir possíveis dificuldades, internas e externas, pode te ajudar a criar formas de driblá-las. Seja honesto com você. Ser otimista e positivo é excelente, mas é diferente de ser negligente e fantasioso. Seja realista em sua análise e confiante no que pode fazer. A ideia é contornar situações e chegar ao seu objetivo.

5) Fale: converse com pessoas que possam te ajudar. Sejam profissionais de áreas específicas, amigos ou família. Pessoas de sua confiança, com quem possa contar. Não é o objetivo aqui criar uma dependência, ou deixar sua responsabilidade com outras pessoas, mas sim ter apoio e suporte. Isso pode facilitar seus avanços.

6) Reconheça: com o passar do tempo, você terá realizado algumas coisas e outras não. Com frequência, pense sobre isso. Reconheça o que você fez e pratique a gratidão e o olhar positivo sobre si. Reconheça o que você não fez e se reorganize para fazer. É incrível o efeito que isso pode fazer.

7) Reflita: o principal vilão que vejo atrapalhar a execução de planos, é o piloto automático. Em sua rotina, há um grande risco de você se distanciar de tudo que imaginou que gostaria de realizar em 2017. Então, saia sempre do piloto automático e pense sobre os 6 passos anteriores de forma dinâmica.

Por fim, de modo mais macro, lembre-se sempre de agir com SABEDORIA para aproveitar o tempo, fazer escolhas e agir. Tenha disposição em APRENDER como colocar em prática o que valoriza e que é importante para você. Desejo sucesso em seus planos em 2017! E que ao final dele, sinta-se realizado por quem se tornou e o que conseguiu colocar em prática.

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Planejamento e organização – qual é a sua melhor forma de fazer?

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A semana está começando e um bom exercício diário é pensar quais são as nossas prioridades. O que é importante que seja realizado? E lembrar disso todos os dias – direcionar nossa atenção e ações. Planejar e organizar são importantes pilares para a realização.

Já testei várias formas de me planejar e, atualmente, o que gosto de fazer é ter um planejamento semanal (escrito), com acompanhamento e revisões diárias. Coloco meus projetos e atividades no papel e na agenda (com notificações), coloco todos os compromissos com hora marcada. A partir disso, faço revisões e ajustes. Flexibilidade e dinâmica são importantes para caminhar com nossos planos, ao mesmo tempo que ter foco e disciplina – paradoxal?!

Muitas pessoas, comentam que não gostam de ter obrigações e tudo muito definido, estruturado. Cada um tem seu jeito e forma de se organizar e se planejar! Eu só não encontrei ainda alguém que conseguisse se sentir realizado, tranquilo e produtivo, sem o mínimo de organização e planejamento. Pelo contrário – quanto menos planejamento e organização, maior o desespero, sentimento de angústia, medo de perder prazos, culpa por realmente ter falhado com compromissos importantes, pouco sentimento de satisfação e realização…então, a pergunta que deixo é: cada um tem sua forma de estabelecer prioridades, planejar e se organizar – qual é a sua melhor forma?

Uma boa maneira de descobrir é pensar nos próprios padrões e testar novas ações pra ver o que funciona melhor. E ir mudando até encontrar seu jeito e formar um hábito produtivo e satisfatório (que pode sempre ser renovado…). O que acontece muitas vezes é que algumas pessoas aprendem métodos rígidos que deram certo para algumas pessoas, mas quando começam a aplicar, nas primeiras tentativas, pela dificuldade, desistem e ficam frustradas.

Os métodos e dicas, neste sentido, servem como direção, insights, mas você pode criar algo a partir disso, que seja coerente com seu jeito de ser. E, claro, desistir de encontrar formas mais produtivas de agir, não é nem de longe a melhor escolha. Se você persistir, verá que vai melhorar, mesmo que aos poucos. Falando em dicas e métodos, compartilho com você algo simples, que vejo ser bem útil – pensar: quais são minhas prioridades? E usar algumas perguntas do método 5W2H:

O que – objetivo, meta
Por que – motivo, benefício
Quem – responsável, equipe
Quanto – custo, quantidade
Como – atividades, processo
Quando – data, cronograma
Onde – local, departamento

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Crescimento e Resultados – Competências-chave

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Que competências você precisa ter para obter o melhor desempenho em sua atuação?

E quais são as competências que precisam ser desenvolvidas para crescer? 

 

Essas são perguntas fundamentais que, tanto pessoas, quanto organizações, precisam responder.

 

Quando falamos de alcançar resultados, ter crescimento e ter o máximo desempenho, considerar quais são as Competências, técnicas e comportamentais, presentes hoje e quais são as competências que seriam necessárias em um cenário ideal, é um primeiro passo para que ocorra o desenvolvimento – ter a consciência do que precisa mudar e de onde quer chegar.

 

Para você que não está habituado a este conceito de Competências, um jeito simples de compreender, é o acrônimo CHÁ:

 

C – Conhecimento

H – Habilidade 

A – Atitude

 

A integração desses três elementos forma uma Competência.

Ter Conhecimento, é saber algo, ter a informação.

Ter a Habilidade, é ter a capacidade para fazer.

E ter Atitude é a disposição interna, o querer fazer, que se transforma em ação.

 

E por que quando falamos em Competências, associamos a esses três elementos integrados?

 

Porque não adianta ter conhecimento e ter habilidade para algo, se não há atitude para colocar em prática. Da mesma forma, quando você tem Atitude, precisa buscar o conhecimento e desenvolver a Habilidade. Ou quando tem a Habilidade e a Atitude, precisa desenvolver o Conhecimento. Por isso, quando de fato há o conhecimento, a habilidade e a atitude juntos é a Competência concretizada (e há diferentes níveis de uma mesma competência – por exemplo, o que se espera de um Gerente, com relação a Planejamento Estratégico, é diferente do que se espera de um Diretor).

 

Uma outra forma cotidiana de falar de competências é comparar ao Esporte. Vamos falar especificamente do Ciclismo. Você pode ter o Conhecimento sobre a bicicleta, saber da importância de manter o equilíbrio, pedalar, freiar…Mas, precisa também ter a Habilidade – capacidade intelectual e física para executar esses comandos. Por fim, mesmo com todo Conhecimento e Habilidade, se não há Atitude, você não vai sair pedalandoBicicleta por aí e não vai desenvolver sua Competência de andar de Bicicleta. Pode ter todo potencial para isso, mas não coloca em prática, por algum motivo. Agora, se os três fatores estiverem juntos, você vai aprender, treinar, se tornar cada vez mais competente na atividade. Assim também é em diversas outras situações. Aplique esse racional ao que você faz no cotidiano e perceba seu nível de competência no que você faz e o que precisa desenvolver. Lembre-se que tem níveis de Competência e que com Treino e Significado, é possível melhorar sempre.
Nós não somos bons em tudo, nem teremos todas as Competências de forma padrão – pois cada ser humano é único, tem sua própria Identidade. Por isso, conhecer a si mesmo é um passo importante para saber como desenvolver determinadas Competências necessárias para seguir em direção a um Propósito. Essa consciência de ter um Propósito, um sentido, é parte fundamental do processo de desenvolvimento. Isso se aplica a pessoas e organizações.

 

Portanto, se tenho um determinado objetivo, preciso refletir sobre quais são as competências necessárias para alcançá-lo. O que preciso desenvolver em mim ou em minha organização? 

 

A partir dessa consciência, é importante definir quais são os indicadores dessa Competência a ser desenvolvida. O que me dirá que sou Competente em meu Planejamento? Quais são os conhecimentos, habilidades e atitudes que preciso ter? E em Gestão de pessoas? Visão Sistêmica? Comunicação? O mesmo racional pode ser aplicado para outras competências.

 

 

Para desenvolver Competências, é necessário que ocorra um Processo de reflexão sobre esses aspectos (Propósitos, Identidade, Indicadores, Objetivos) e a Neurociência nos ensina que para que ocorram mudanças efetivas é preciso ter foco direcionado, aplicação de ações práticas e repetição consistente de novas ações. 

 

O que você pode fazer essa semana para avançar com relação a este assunto?

 

A R122 Coaching tem duas soluções que podem te ajudar nesse processo:

 

O Coaching Executivo (contratação pela empresa) e o Coaching Pessoal (contratação por pessoa física) para o desenvolvimento de competências e habilidades, ou para obtenção de objetivos específicos.

 

Agende uma reunião para conhecer nosso Processo e saber os benefícios de fazer Coaching para alcançar as mudanças que você quer!

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Diálogo interno para alcançar objetivos, sonhos, mudanças.

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Com qual dos dois cérebros da imagem você mais se identifica? Pense em um objetivo, sonho ou mudança que quer atingir – o que você pensa e sente, de verdade?

Faça o exercício e seja sincero consigo mesmo – esses pensamentos e sentimentos, te ajudam ou te atrapalham?

A nossa forma de enxergar, ou seja, o nosso Modelo Mental, impacta nossas ações e a disposição para fazer algo.

Ter consciência sobre a própria mentalidade é um grande passo. Esse autoconhecimento é um processo e pode trazer grandes insights e transformações.

Vejo muitas histórias de pessoas que acreditavam que poderiam alcançar algo importante para elas e mesmo diante de tantas dificuldades e barreiras, conseguiram. Por mais que em determinados momentos fosse mais difícil, persistiram, gerenciaram emoções, buscaram ajuda e mantiveram-se esforçando, com foco no que queriam alcançar.

Por outro lado, muitas pessoas travam no momento em que veem as barreiras. Pessoas com capacidades subutilizadas, por não enfrentarem com coragem seus medos, desânimo, situações adversas ou a ansiedade gerada por um pensamento imediatista em excesso. É comum também encontrar pessoas que não gerenciaram situações de frustração passada ou que têm uma mentalidade muito negativa a respeito das situações ou de si mesmas. E às vezes, nem percebem esse padrão.

Deixo aqui a reflexão: qual é a sua mentalidade?

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Crenças produtivas ou limitantes – o que você aprende com a incrível história de Ben Carson.

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Você conhece o Ben Carson? Ele é um dos maiores neurocirurgiões da história no mundo todo! Reconhecido por seus grandes feitos em cirurgias inovadoras, por exemplo, a cirurgia de separação de gêmeos que eram unidos pelo cérebro (antes dele fazer isso, poucos gêmeos sobreviviam à cirurgia). Em sua trajetória profissional, teve um crescimento admirável!

E se eu te dissesse que ele teve dificuldades na escola, tendo sido considerado um dos piores alunos da sala? Que ele se achava burro e sem imaginação, quando criança? (perceba aqui duas crenças que ele tinha a respeito de si mesmo e de suas capacidades). Pois é…é uma história real. E aqui já paro para te fazer uma pergunta:

Quais são as crenças que você tem sobre você? Quais são seus pensamentos sobre a sua capacidade de realizar o que você quer? Esses pensamentos são produtivos (te ajudam) ou limitantes (te atrapalham)?

Ele é uma das pessoas que mais admiro, juntamente à sua mãe, e vou explicar o motivo.

Sonya Carson, sua mãe, cuidou de seus dois filhos sozinha, após o término de seu casamento. Eles tinham condição financeira bastante limitada e ela trabalhava muito para sustentar a família. Além disso, viviam nos EUA em uma época de racismo, tendo vivenciado preconceitos na escola, por parte dos outros alunos e também de professores.

Sua mãe foi uma grande incentivadora de sua busca por conhecimento e determinou que seus filhos lessem semanalmente dois livros e fizessem um relatório para ela (observação – ela não sabia ler, pois interrompeu seus estudos, mas acreditava que precisava incentivar seus filhos para que pudessem ter uma condição diferente da sua).

À medida que estudava, Ben Carson melhorava seu desempenho na escola e se destacava, tendo chegado ao título de melhor aluno.

O impacto dos estudos e incentivos da mãe não param por aí. Ele teve licenciatura em Psicologia na Universidade de Yale e cursou Medicina na Universidade de Michigan, seguindo depois com Neurocirurgia.

A pergunta que não quer calar: o que aconteceria se ele fosse guiado pelas crenças iniciais: “sou burro”, “não tenho imaginação”? Se ele se acomodasse ao status recebido a seu respeito, por parte dos outros na escola e não se esforçasse para buscar seus sonhos? Onde ele estaria hoje?

Muitas vezes nos limitamos por nossas crenças, pensamentos. Se uma crença mudar, tudo pode ser diferente.

Cada um tem seu Modelo Mental, ou seja, sua forma de enxergar o mundo. São Padrões de pensamentos a respeito de si mesmo, das pessoas, do mundo, do trabalho. São coisas que você pensa e às vezes nem percebe que pensa aquilo e age a partir disso, de forma automática. Ao mesmo tempo, nosso Modelo Mental, está sempre sendo modificado, pois é a soma do que já vivemos e do que acontece no presente. Por isso, é importante se autoanalisar e colocar a atenção nisso, a fim de criar crenças mais produtivas a respeito de si mesmo, dos próprios objetivos, do mundo, dos relacionamentos, do trabalho, do dinheiro e tudo mais.

Nossas experiências, conhecimentos, a cultura e relacionamentos influenciam e ao mesmo tempo temos escolhas a fazer, atitudes a tomar. Por isso deixo a reflexão:

É importante revisitar ideias, premissas, conceitos, olhar acontecimentos sob outras perspectivas e não generalizar situações para chegar a conclusões sobre si e sobre os outros. Renovar a mente. Transformar o entendimento.

Voltando ao Ben Carson, o que me chama muito a atenção nessa história:

– A importância do apoio de sua mãe e confiança dela no potencial do Ben Carson – sempre que ele duvidava de sua própria capacidade para realizar algo ela dizia algo que alimentava sua autoconfiança e o direcionava para uma ação produtiva: “Você pode fazer tudo que os outros podem e ainda melhor”/ “você é esperto”.

E ela dizia isso com todo coração. As palavras têm poder gigante na vida das pessoas, especialmente, quando são ditas por pessoas que são referência. Pais, professores, familiares.

Por isso, aqui deixo duas questões: que influência você tem exercido sobre as pessoas? O que você diz repetidamente às pessoas a quem ama? Qual a mensagem que está passando? E outra pergunta: Que influências teve ao longo de sua trajetória? Qual impacto disso sobre suas escolhas, suas crenças? Existe algo que precisa mudar em você?

Se Ben Carson não tivesse tido todo apoio de sua mãe – através de palavras e acompanhamento – o que teria acontecido a partir de suas crenças – “eu sou burro” e “não tenho imaginação”? Não sabemos…mas que ela teve um grande impacto, não tem como negar. Ele mesmo relata sua história em seus livros. 

E aqui quero destacar – Quando falo de crenças e pensamentos produtivos, não me refiro a algo do tipo: “o que você pensar vai acontecer de forma mágica”, “pense exatamente no que quer e isso vai acontecer” ou “o que você deseja vem até você”. Não! A questão é: Pense no que quer alcançar, tenha seus objetivos. Analise seus pensamentos e suas crenças sobre isso. Transforme crenças que te limitam e vá pra ação. Estude, trabalhe, se mova. Desperte seu potencial.

Por exemplo, Ben Carson se dedicou, estudou, se preparou demais e arriscou nos momentos em que precisava. Não temos certezas sobre tudo, mas a preparação e a dedicação podem ajudar nos resultados. Nossos comportamentos são guiados pelos pensamentos, por isso, é importante conhecer o que pensa para poder mudar o que for preciso.

Outro ponto que destaco da história é: quem vê o Ben Carson hoje pode supor que ele é talentoso e que é um homem de muito sucesso. Isso é verdade. Mas, além de suas aptidões, de suas capacidades que foram sendo descobertas, ele passou por processos de aprendizagem. Processos de dedicação. Teve pessoas apoiando quando algo era muito desafiador.

Somos ato e potência – somos o que somos hoje, mas existe em nós muito potencial que não foi despertado e as crenças limitantes podem atrapalhar esse potencial de fluir e arriscar-se a fazer algo além.

O que espero é que você comece a perceber suas crenças e reconheça a importância de transformar pensamentos, de se dedicar e se esforçar para algo que quer, de cercar-se de pessoas que possam te apoiar em momentos mais desafiadores e que possa persistir e agir de forma coerente com o que você acredita.

Notas e indicações:

O primeiro contato que tive com essa história do Ben Carson foi em minha adolescência, a partir do livro “A grande visão”, do Ben Carson. Inspirador. Cada pessoa, em sua medida, tem seus desafios. Graças a Deus tive uma família que me dava apoio, que sempre me incentivou ao conhecimento e aos estudos. Hoje, alcancei muitos sonhos, como fazer uma faculdade de Psicologia na Universidade Pública (Unesp), ser Coach, dentre outros. Uma coisa que sei que foi fundamental foi acreditar, lutar e me esforçar. Mas, afirmo sem dúvida nenhuma: se não fosse minha família, nada disso seria possível. A pessoa precisa lutar, insistir, persistir, mas muitas vezes, o apoio familiar e social (nem sempre é a família que dá o apoio necessário) e  é crucial para dar passos além, para incentivar o potencial. Um agradecimento especial à minha mãe, pai, irmã Juliana e amiga Gra, vocês sabem o quanto foram importantes em minhas escolhas e para que tudo fosse possível. Voltando à indicação dos livros, tem também o “Sonhe Alto – Como Dar o Melhor de Si Mesmo” (Carson, Ben; Murphey, Cecil) e o “Ben Carson – o Menino Pobre Que Se Tornou Neurocirurgião de Fama Mundial” (Carson, Dr. Ben). Estes dois últimos ainda não li, mas devem ser muito bons também.

Indicação de filme: Mãos talentosas- A história de Ben Carson (Netflix)

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Com tanta informação disponível, em que temas mergulhar?

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Quanto mais conhecimento você busca, quanto mais prática, quanto mais dedicação, quanto mais vivência você tem sobre algum tema, melhor você fica naquilo!

E aí fica a pergunta – Em que temas você quer mergulhar? Afinal, não dá tempo de fazer tudo, nem de saber tudo sobre tudo. E vamos combinar que hoje o acesso à informação está muito grande e pode-se correr o risco de ler de tudo, mas não aprofundar em nada. Por isso, a pergunta sobre em que tema mergulhar, pois quando você mergulha, você aprofunda, vê coisas além da superfície e há muito a se descobrir…

Essa pergunta veio hoje em minha mente enquanto estava esperando uma pessoa e comecei a observar sobre esportes. Há um mundo sobre esportes. Horas e horas de conteúdo ou mesmo prática. Eu amaria dedicar mais tempo a isso, mas qual é o tempo ideal, considerando meus objetivos e o que é importante pra mim? E aí vem diversos temas que poderiam ser citados. Quais são os seus?

Inglês, inteligência emocional, comunicação, empreendedorismo, planejamento, inovação, competências, liderança, Coaching, neurociência, música, moda, tecnologia, política, economia, mídia…e por aí vai, são muitos temas possíveis.

Para conseguir equilibrar bem os interesses, de acordo com seus objetivos é importante mapear quais são eles e ter claro:

  • Quais temas são apenas diversão/hobbie;
  • Em quais temas quero ter um nível básico, intermediário ou avançado?
  • O que é realmente aquilo em que buscarei um nível superior de conhecimento e experiência – “fluência”?

Tenha isso claro e faça uma boa equação de tempo a dedicar de acordo com essas definições. Lembre-se do começo do texto…

Assim é a vida – escolher a todo tempo. Revisitar as próprias ideias, decidir, mergulhar naquilo que realmente faz sentido.

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Sequência rumo ao alvo: estagnação – impulso – esforço contínuo

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Quem fez esse desenho foi uma Coachee muito inteligente e criativa, que durante o Processo de Coaching percebeu que:

– No estado inicial, estava parada e não enfrentava as barreiras para chegar no alvo.
– Mas, com o impulso, entrou em movimento, passou pelas barreiras – o que, por vezes, foi dolorido e deu vontade de desistir.
– No entanto, optou por continuar o esforço, e aos poucos as resistências foram diminuindo. Ela passou as barreiras e alcançou seu alvo.

Legenda: A bolinha amarela/laranja é você. Os triângulos pequenos vermelhos/verdes, são obstáculos. A mola é o Impulso. E existe um alvo.
Em que estágio você está?
Qual é o aprendizado que você pode tirar da imagem?

Pra mim fica: sem se mexer, você não vence as barreiras. Com um impulso você avança bastante. Mas é difícil e pode ser machucar. No entanto, com um esforço contínuo você vence os desafios.

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