Crenças produtivas ou limitantes – o que você aprende com a incrível história de Ben Carson.

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Você conhece o Ben Carson? Ele é um dos maiores neurocirurgiões da história no mundo todo! Reconhecido por seus grandes feitos em cirurgias inovadoras, por exemplo, a cirurgia de separação de gêmeos que eram unidos pelo cérebro (antes dele fazer isso, poucos gêmeos sobreviviam à cirurgia). Em sua trajetória profissional, teve um crescimento admirável!

E se eu te dissesse que ele teve dificuldades na escola, tendo sido considerado um dos piores alunos da sala? Que ele se achava burro e sem imaginação, quando criança? (perceba aqui duas crenças que ele tinha a respeito de si mesmo e de suas capacidades). Pois é…é uma história real. E aqui já paro para te fazer uma pergunta:

Quais são as crenças que você tem sobre você? Quais são seus pensamentos sobre a sua capacidade de realizar o que você quer? Esses pensamentos são produtivos (te ajudam) ou limitantes (te atrapalham)?

Ele é uma das pessoas que mais admiro, juntamente à sua mãe, e vou explicar o motivo.

Sonya Carson, sua mãe, cuidou de seus dois filhos sozinha, após o término de seu casamento. Eles tinham condição financeira bastante limitada e ela trabalhava muito para sustentar a família. Além disso, viviam nos EUA em uma época de racismo, tendo vivenciado preconceitos na escola, por parte dos outros alunos e também de professores.

Sua mãe foi uma grande incentivadora de sua busca por conhecimento e determinou que seus filhos lessem semanalmente dois livros e fizessem um relatório para ela (observação – ela não sabia ler, pois interrompeu seus estudos, mas acreditava que precisava incentivar seus filhos para que pudessem ter uma condição diferente da sua).

À medida que estudava, Ben Carson melhorava seu desempenho na escola e se destacava, tendo chegado ao título de melhor aluno.

O impacto dos estudos e incentivos da mãe não param por aí. Ele teve licenciatura em Psicologia na Universidade de Yale e cursou Medicina na Universidade de Michigan, seguindo depois com Neurocirurgia.

A pergunta que não quer calar: o que aconteceria se ele fosse guiado pelas crenças iniciais: “sou burro”, “não tenho imaginação”? Se ele se acomodasse ao status recebido a seu respeito, por parte dos outros na escola e não se esforçasse para buscar seus sonhos? Onde ele estaria hoje?

Muitas vezes nos limitamos por nossas crenças, pensamentos. Se uma crença mudar, tudo pode ser diferente.

Cada um tem seu Modelo Mental, ou seja, sua forma de enxergar o mundo. São Padrões de pensamentos a respeito de si mesmo, das pessoas, do mundo, do trabalho. São coisas que você pensa e às vezes nem percebe que pensa aquilo e age a partir disso, de forma automática. Ao mesmo tempo, nosso Modelo Mental, está sempre sendo modificado, pois é a soma do que já vivemos e do que acontece no presente. Por isso, é importante se autoanalisar e colocar a atenção nisso, a fim de criar crenças mais produtivas a respeito de si mesmo, dos próprios objetivos, do mundo, dos relacionamentos, do trabalho, do dinheiro e tudo mais.

Nossas experiências, conhecimentos, a cultura e relacionamentos influenciam e ao mesmo tempo temos escolhas a fazer, atitudes a tomar. Por isso deixo a reflexão:

É importante revisitar ideias, premissas, conceitos, olhar acontecimentos sob outras perspectivas e não generalizar situações para chegar a conclusões sobre si e sobre os outros. Renovar a mente. Transformar o entendimento.

Voltando ao Ben Carson, o que me chama muito a atenção nessa história:

– A importância do apoio de sua mãe e confiança dela no potencial do Ben Carson – sempre que ele duvidava de sua própria capacidade para realizar algo ela dizia algo que alimentava sua autoconfiança e o direcionava para uma ação produtiva: “Você pode fazer tudo que os outros podem e ainda melhor”/ “você é esperto”.

E ela dizia isso com todo coração. As palavras têm poder gigante na vida das pessoas, especialmente, quando são ditas por pessoas que são referência. Pais, professores, familiares.

Por isso, aqui deixo duas questões: que influência você tem exercido sobre as pessoas? O que você diz repetidamente às pessoas a quem ama? Qual a mensagem que está passando? E outra pergunta: Que influências teve ao longo de sua trajetória? Qual impacto disso sobre suas escolhas, suas crenças? Existe algo que precisa mudar em você?

Se Ben Carson não tivesse tido todo apoio de sua mãe – através de palavras e acompanhamento – o que teria acontecido a partir de suas crenças – “eu sou burro” e “não tenho imaginação”? Não sabemos…mas que ela teve um grande impacto, não tem como negar. Ele mesmo relata sua história em seus livros. 

E aqui quero destacar – Quando falo de crenças e pensamentos produtivos, não me refiro a algo do tipo: “o que você pensar vai acontecer de forma mágica”, “pense exatamente no que quer e isso vai acontecer” ou “o que você deseja vem até você”. Não! A questão é: Pense no que quer alcançar, tenha seus objetivos. Analise seus pensamentos e suas crenças sobre isso. Transforme crenças que te limitam e vá pra ação. Estude, trabalhe, se mova. Desperte seu potencial.

Por exemplo, Ben Carson se dedicou, estudou, se preparou demais e arriscou nos momentos em que precisava. Não temos certezas sobre tudo, mas a preparação e a dedicação podem ajudar nos resultados. Nossos comportamentos são guiados pelos pensamentos, por isso, é importante conhecer o que pensa para poder mudar o que for preciso.

Outro ponto que destaco da história é: quem vê o Ben Carson hoje pode supor que ele é talentoso e que é um homem de muito sucesso. Isso é verdade. Mas, além de suas aptidões, de suas capacidades que foram sendo descobertas, ele passou por processos de aprendizagem. Processos de dedicação. Teve pessoas apoiando quando algo era muito desafiador.

Somos ato e potência – somos o que somos hoje, mas existe em nós muito potencial que não foi despertado e as crenças limitantes podem atrapalhar esse potencial de fluir e arriscar-se a fazer algo além.

O que espero é que você comece a perceber suas crenças e reconheça a importância de transformar pensamentos, de se dedicar e se esforçar para algo que quer, de cercar-se de pessoas que possam te apoiar em momentos mais desafiadores e que possa persistir e agir de forma coerente com o que você acredita.

Notas e indicações:

O primeiro contato que tive com essa história do Ben Carson foi em minha adolescência, a partir do livro “A grande visão”, do Ben Carson. Inspirador. Cada pessoa, em sua medida, tem seus desafios. Graças a Deus tive uma família que me dava apoio, que sempre me incentivou ao conhecimento e aos estudos. Hoje, alcancei muitos sonhos, como fazer uma faculdade de Psicologia na Universidade Pública (Unesp), ser Coach, dentre outros. Uma coisa que sei que foi fundamental foi acreditar, lutar e me esforçar. Mas, afirmo sem dúvida nenhuma: se não fosse minha família, nada disso seria possível. A pessoa precisa lutar, insistir, persistir, mas muitas vezes, o apoio familiar e social (nem sempre é a família que dá o apoio necessário) e  é crucial para dar passos além, para incentivar o potencial. Um agradecimento especial à minha mãe, pai, irmã Juliana e amiga Gra, vocês sabem o quanto foram importantes em minhas escolhas e para que tudo fosse possível. Voltando à indicação dos livros, tem também o “Sonhe Alto – Como Dar o Melhor de Si Mesmo” (Carson, Ben; Murphey, Cecil) e o “Ben Carson – o Menino Pobre Que Se Tornou Neurocirurgião de Fama Mundial” (Carson, Dr. Ben). Estes dois últimos ainda não li, mas devem ser muito bons também.

Indicação de filme: Mãos talentosas- A história de Ben Carson (Netflix)

Patrícia SchuindtCrenças produtivas ou limitantes – o que você aprende com a incrível história de Ben Carson.
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Um exemplo de incentivo e superação

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Você já viu o vídeo abaixo? Ele mostra uma cena com um filhote de cão, um cão adulto e sua dona.
Inicialmente, o cãozinho tentou descer a escada, mas não conseguiu. Sua dona o incentivou desde o início e indicava ao cão adulto para mostrar ao filhote como descer – e ele fez isso algumas vezes. Até que o cãozinho conseguiu descer e foi recebido lá embaixo com festa!!!
Ao assistir a cena, além de achar uma graça a forma que toda a situação foi conduzida, com carinho e atenção, me fez pensar sobre como nós lidamos em questões como essa – de superação de limites – nossos e de pessoas ao nosso redor.

 

 

 

Em determinadas situações desafiadoras, algumas pessoas podem sentir medo, duvidar da própria capacidade, dos recursos internos e habilidades. Existem momentos que uma preparação prévia é devida e maior atenção ao desenvolvimento também. Mas, muitas vezes, o que precisa ser feito é “descer os primeiros degraus”, para entender que tudo que é necessário para o desafio já está presente. O filhote estava tentando descer, de seu jeito. Mas parecia não acreditar que conseguiria, parecia sentir medo. Mesmo já tendo os recursos e capacidade para tal. Quando ele tenta de forma mais ousada pela primeira vez, fica paralisado, retrocede e começa a chorar. Nesse momento, o cão adulto e sua dona continuaram na missão de encorajá-lo a tentar novamente!

Vejo que se as pessoas forem encorajadas dessa forma, podem ir muito adiante. A decisão e atitude de fazer algo é individual, mas a participação de outras pessoas na jornada, pode ser fundamental em alguns momentos, trazendo um grande impacto positivo!

Fornecendo incentivo, reconhecimento, palavras de afirmação e apoio, você pode:
– ajudar as pessoas a darem um passo adiante, para alcançarem aquilo que almejam;
– promover maior clareza para que as pessoas enxerguem aquilo que não conseguiam perceber antes sobre si mesmas (suas forças, habilidades, capacidade, grandeza);
– como líder, fornecer um ambiente de aprendizado e ajudar as pessoas a agirem de forma mais eficiente (como disse Tal Ben-Shahar, professor da Universidade Harvard – “Deve-se também valorizar os próprios pontos fortes e, no caso dos chefes, os pontos fortes das pessoas da equipe, o que aumenta a eficiência dos times. Isso não significa deixar de lado as fraquezas, que devem ser gerenciadas. Apenas que a maior parte da energia precisa ser gasta fortalecendo os pontos fortes ao máximo” – retirado da matéria: O professor de Harvard que ensina a ser feliz, Exame.com).

Aqui fica uma pergunta: Como você tem contribuído com o avanço das pessoas ao seu redor?

Outro ponto que vale destacar é: será que em alguns momentos você tem agido como o filhote no momento inicial do vídeo? Com quem você pode contar para te ajudar na caminhada? O que te ajudaria a dar os primeiros passos?
Que você possa superar os desafios! Deixar o medo de lado, tomar coragem e alcançar objetivos, dos mais simples, aos de maior complexidade. E que também possa apoiar, incentivar e encorajar outras pessoas naquilo que esperam alcançar.

Patrícia SchuindtUm exemplo de incentivo e superação
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