4 passos para o gerenciamento emocional – Série “O Novo Líder (4)

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Qual é o impacto das suas emoções em sua tomada de decisões, em seus relacionamentos e nos resultados e performance que você tem em seu trabalho?

Continuando a série “O Novo Líder”, gerenciamento emocional é o tema de hoje. 

Você já sabe que é muito importante cuidar das emoções e ter inteligência emocional, e que só saber coisas técnicas e ser muito inteligente (quanto ao QI), não é o suficiente. Precisamos integrar nossas emoções, cognição, quem a gente é como um todo para desenvolver um bom trabalho, ter bons relacionamentos e conseguir tomar boas decisões. E eu sei que embora na teoria seja algo já muito claro para alguns, no dia a dia é um desafio lidar com as emoções. Por isso, estou aqui para compartilhar 4 passos para o gerenciamento emocional. 

Se essa é uma questão para você, veja o racional. Vou dividir em duas partes: primeiro, o líder pensando em seu gerenciamento emocional e segundo, o líder considerando as emoções da equipe. 

Primeiro – gerenciamento emocional do líder. Ao longo da semana, treine o seguintes passos:

1º passo: pense sobre o que sente. Identifique suas emoções ao longo do dia. Perceba isso ao fazer perguntas a você mesmo: O que estou sentindo agora? O que senti naquele momento?  

2º passo: identifique a causa. Por que se sentiu assim / o que gerou aquela emoção em você? Entender gatilhos pontuais e também recorrentes é parte fundamental do processo. 

3º passo: pense na consequência. Lembre-se das consequências ao agir com certas emoções “no controle”. Estou sentindo muita raiva, o que acontecerá se me deixar levar por essa emoção e agir?

4º passo: crie estratégias pra lidar de forma mais efetiva. Pense: qual a melhor forma de lidar com essa situação? Quais as atitudes mais positivas, pensando no curto, médio e longo prazo?

Pense nesses passos como líder e treine ao longo dos dias!

E, em segundo lugar, enquanto você desenvolve seu gerenciamento emocional, parte da inteligência emocional é também lidar com as emoções dos outros. Se você tem uma equipe, quantas emoções estão presentes ali ao longo do dia?

Oferecer espaços seguros, de escuta e reflexão, demonstrar interesse verdadeiro nas questões de cada pessoa, perguntar, se disponibilizar a criar planos juntos…são algumas formas de facilitar para que o outro lide melhor com o que está ocorrendo. O líder tem um papel importantíssimo na criação da parceria e do clima no ambiente de trabalho. Como você tem exercido sua influência neste sentido? 

E para quem gosta de aplicativos, recomendo o Mood Meter, que ajuda no monitoramento das emoções – do que está sentindo e do porque está se sentindo assim. Ele foi criado com uma base dos estudos em inteligência emocional da Universidade de Yale. Só um ponto: é em inglês, o que é bom para quem quer treinar o vocabulário emocional no idioma. 

Se você tiver qualquer questão sobre esse assunto, deixe uma mensagem!

Lembre-se: é treino, é aprendizado, não é automático. Logo, é preciso fazer de forma consciente e acreditar que é possível transformar e evoluir. Vamos adiante?

Patrícia Schuindt4 passos para o gerenciamento emocional – Série “O Novo Líder (4)
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Reflexões e ações para vencer os medos.

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Alguns de nossos medos se tornam muito maiores do que poderiam ou deveriam ser.

Qual o medo que você precisa vencer atualmente?

Já ouvi muitos relatos de pessoas que descobriram que o medo que tinham com relação a algo era exagerado, uma espécie de “tortura mental fantasiosa”. Elas diziam que quando paravam realmente para pensar no que era verdade e na capacidade que tinham para enfrentar as situações, o medo reduzia ou “ia embora”. Elas perceberam que que estavam agindo no automático, com aquela reação sem reflexão, que não levava aos melhores resultados.

É muito importante vencer o nosso medo.

Por quê?

Pois se ele nos dominar, corremos o risco de não realizar o que sonhamos e não fazer o que precisamos para que ocorra o crescimento e amadurecimento. Afinal, medo é uma emoção de baixa potência, o que quer dizer que ele nos afasta do objeto causador da emoção.

O que isso quer dizer? Que se eu tenho medo de algo, a tendência é me afastar daquilo, fugir, evitar, ou ficar paralisado, sem ação. É uma proteção. Nos ajuda a evitar perigos, riscos desnecessários e nos defender em determinadas situações, mas em muitos momentos, se o medo não for analisado, questionado e superado, pode nos afastar de nossos objetivos.

Um exemplo: “quero crescer em minha carreira. Para isso, preciso assumir novos desafios em meu trabalho. Tenho a oportunidade assumir a liderança de um projeto. Mas, tenho medo. Deixo meu medo me dominar e digo não. É melhor evitar o erro. Evitar os riscos é mais seguro.”

Então, você se afasta de ações importantes para seu crescimento. E repete isso várias vezes. Chega um momento em que os anos passaram e não está onde gostaria. Porque talvez o medo tenha sido seu guia. E não os seus sonhos, objetivos, capacidades…

Um outro exemplo: “quero fazer boas falas em reuniões, ou em eventos. Mas, quando tenho a oportunidade, fico com medo e “passo a vez”. Me calo. O medo é maior do que a coragem de me expressar.”

Logo, você evita essa situação. Sendo que, para evoluir, o que precisa ser feito é justamente o contrário – você precisa assumir os desafios, se preparar, desenvolver as habilidades necessárias e ir corajosamente fazer o que é importante para você e está relacionado ao seu propósito.

É um tanto complexo – como venço o medo? Agindo corajosamente. Como venço desafios? Enfrentando-os. Não dá para esperar a perfeição, sentir-se totalmente pronto, ter toda sensação que leva a ação. É um trabalho de reflexão e ação consciente. Ter a visão do futuro que quer construir, toda faz diferença.

Em resumo, é um pouco disso:

Tem uma situação desafiadora – eu tenho medo – 2 reações possíveis:

1) Mesmo com medo, me preparo, desenvolvo habilidades e treino para enfrentar corajosamente. Vou para a ação com coragem.

2) Fujo da situação. Evito o risco. Afinal, tenho medo. E se der tudo errado? E se eu fracassar?

Qual tem sido a sua reação frequentemente?

Uma sugestão é mudar a pergunta “e se der tudo errado” para “o que preciso fazer para dar certo?”

Se você tem medo de algo, precisa refletir sobre as variáveis de forma realista e ir para ação com ousadia e coragem, pois há um grande perigo de você evitar situações desafiadoras, mas que são justamente situações importantes para seu crescimento e amadurecimento. Claro que é importante dimensionar, checar possibilidades, bem como lançar-se passo a passo. O que não dá para fazer é ficar estagnado, fugir, evitar desafios pelo medo. Se você der um passo, já saiu do mesmo lugar.

Deixo aqui algumas perguntas para reflexão. Pense em sua situação atual:

– Do que eu tenho medo?

– Quais as causas desse medo?

– O que ele tem a me dizer?

– Por que preciso encarar o medo para buscar meus objetivos?

– Como posso me preparar?

– Quais são as estratégias que vou utilizar para vencer o medo?

Conectar-se com o presente, analisar a realidade e fatos e o que pode efetivamente ser feito e controlado, é um exercício importante para colocar a atenção no lugar certo. Faça isso!

E, pra finalizar, se você não consegue avançar sozinho nessa questão, talvez seja exatamente o momento de procurar ajuda de um profissional. O caminho poderá ser facilitado e o processo se tornará mais forte.

Patrícia SchuindtReflexões e ações para vencer os medos.
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Como lidar com a “briga eterna” entre razão e emoção e viver melhor – Inteligência Emocional, parte 2.

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(Créditos da imagem: Mariana Eller, profissional que admiro. Obrigada, Mari!!!)

CONCEITO: Emoções afetam decisões, relacionamentos e performance. Por isso, lidar com elas de forma inteligente é fundamental para bom desempenho, relacionamentos positivos e o bem-estar.

Veja se você se identifica com  alguma dessas afirmações:

– Estou tão ansioso que não consigo fazer nada.

– Dei uma resposta automática sem pensar, porque estava com raiva. Tudo ficou pior.

– Preciso separar razão e emoção, para não atrapalhar o que preciso falar e fazer. Sempre ajo no emocional.

– Fiquei tão nervoso que não consegui realizar a prova direito.

– Não sei porquê, mas estou muito motivado hoje.

– Estou desanimado, mas não sei porquê.

– Estou muito angustiado pela decisão que preciso tomar. Não sei o que fazer.

– Estava estressado com o trabalho e descontei na família. Agora tudo ficou ruim.

– Fiquei tão irritado, que não consegui mais trabalhar.

– Fiquei paralisado. Não consegui agir.

– Estou triste e não quero fazer mais nada.

– Estou frustrado e não vou mais trabalhar nesse objetivo.

– Estou me sentindo feliz e energizado. Não sei o motivo.

 

E aí, tem algo que você costuma dizer ou fazer? Se identificou com alguma das afirmações? Emoções não faltam em nosso cotidiano (ainda bem!) e mais do que “pensar e agir racionalmente” o que precisamos é integrar a “razão e emoção” de forma harmoniosa (resolver a famosa briga eterna).

É preciso estabelecer um diálogo interior. A nossa capacidade, como seres humanos, de refletir, é algo que nos diferencia de outros seres. Não precisamos reagir de forma impulsiva e automática às situações – isso seria o natural/instintivo, mas temos a capacidade de refletir para fazer melhores escolhas de como agir e reagir.

O foco com essa série de post é falar sobre controle emocional. E uma parte importante para isso é compreender o conteúdo das emoções – escutar o que elas têm a dizer. As emoções nos dão informações importantes sobre nós e sobre o ambiente externo. É um sistema de alerta.

Não subestime o impacto de coisas simples que você pode fazer. Por exemplo, muitas, mas muitas pessoas mesmo que passam pelo Coaching e que buscam maior controle das emoções, perceberam que o simples fato de estar mais atento e PARAR PARA PENSAR (PPP), fez uma enorme diferença em suas vidas.

Então, fica o EXERCÍCIO:

***PPP***: O que estou sentindo? Identifique e rotule a emoção.

***Compreensão emocional***:

Quais são as causas dessa emoção?

Quais são as consequências?

Qual a mensagem que a emoção carrega?

O que isso significa?

Fazer esse exercício é uma boa oportunidade para o autoconhecimento e para realmente dar passos para alcançar o controle emocional.

Em uma sociedade onde crianças são ensinadas a “engolir o choro” fica claro que precisamos trabalhar melhor a expressão e compreensão das emoções.

A partir desse exercício, poderemos avançar para “o que fazer com isso” e como articular essa informação sobre a emoção de forma positiva. Mas, a princípio, arrisque-se a focar só nisso nos próximos dias. Depois, vamos aprofundar outros exercícios e conceitos. Mas para passar para o próximo nível, é preciso exercitar bem os  dois pontos trabalhados até aqui (Lembrete: falamos no primeiro post da série “Como controlar emoções”, sobre a importância de Identificar e Rotular as emoções como um primeiro passo. Se você não leu o primeiro texto, veja aqui: http://localhost/patricia/2016/02/inteligencia-x-inteligencia-emocional/)

Esse é um grande desafio e mais pra frente vou contar algumas experiências pessoais que me levaram inclusive ao interesse de estudar mais o tema.

Uma possibilidade tecnológica para te ajudar nesse raciocínio é o aplicativo: http://moodmeterapp.com/

INFELIZMENTE, só tem em inglês, mas é uma boa oportunidade para aumentar seu vocabulário sobre emoções, em português e inglês! 🙂

Ele é baseado em anos de estudos sobre a inteligencia emocional, por pesquisadores de Yale. Top!

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Dois bons textos acadêmicos sobre o assunto, se quiser aprofundar seus conhecimentos:

WOYCIEKOSKI, Carla; HUTZ, Claudio Simon. Inteligência emocional: teoria, pesquisa, medida, aplicações e controvérsias. Psicol. Reflex. Crit., Porto Alegre , v. 22, n. 1, p. 1-11, 2009 . Disponível em <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-79722009000100002&lng=en&nrm=iso>. Acesso em 17 jun. 2015. http://dx.doi.org/10.1590/S0102-79722009000100002.

MUNIZ, Monalisa. Seu texto Investigação da inteligência emocional como fator de controle do stress em guardas municipais [mensagem pessoal]. Mensagem recebida por <pschuindt@r122coaching.com.br>. 20 jul 2015.

Patrícia SchuindtComo lidar com a “briga eterna” entre razão e emoção e viver melhor – Inteligência Emocional, parte 2.
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