A coragem de dizer não na carreira

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Esses dias assisti a um filme que se chama “Um homem entre gigantes”. Ele conta a história, com base em fatos reais, de um médico legista, Dr. Bennet Omalu (Will Smith), que fez descobertas muito importantes sobre a relação entre danos cerebrais e o jogo de futebol americano. Ao diagnosticar um severo trauma cerebral de um jogador, e estudando outros casos, ele descobriu ser um mal comum entre os profissionais dessa modalidade esportiva. 

No filme, ficou claro o drama vivenciado pelo profissional, que precisou lutar com grandes instituições esportivas para revelar essa verdade às pessoas. É fácil perceber a complexidade da situação. Uma paixão nacional, que movimenta milhões e, naturalmente, uma trama que envolve interesses, conflitos e a necessidade de uma mudança em um sistema. Quanta coragem foi necessária, pensando no personagem principal, para seguir adiante e ir contra algo tão bem estabelecido, mas que trazia um risco desconhecido àqueles jogadores. No filme fica claro o preço alto que foi pago para ir contra o sistema, em busca de construir algo para o bem dos jogadores e suas famílias. Foi necessário muito esforço, tempo e lidar com impactos na vida pessoal. Isso me faz pensar e admirar muito pessoas com essa coragem. Que demonstram responsabilidade e senso de propósito. 

Mas o que quero destacar nesse texto é sobre escolhas na carreira.

No momento final do filme (pra quem não assistiu, alerta de spoiler), o médico legista que lutou arduamente e venceu sua batalha, recebeu uma proposta de carreira que, falando de ascensão profissional, parecia irrecusável. Era uma posição muito importante nos Estados Unidos, trazia uma mudança e ampliação de escopo e ficava claro que era um reconhecimento que representava um outro nível de atuação.

Mas, ele simplesmente disse não. Ele não aceitou à proposta. Uma surpresa? Por que ele não aceitou? Embora pensando do ponto de vista de mudança de status e ascensão, parecesse perfeito o crescimento, a mudança de escopo, as responsabilidades e a necessidade de mudança de cidade, não estavam alinhados ao que ele gostaria. Ele optou por seguir com os planos que tinha junto à sua família. Para ele, não fazia sentido mudança de função e abrir mão do que eles gostariam de ter como estilo de vida.  

Ele decidiu seguir seu coração e o que era importante pra ele sobre como gostaria de viver. 

Partindo dessa cena, a reflexão que trago aqui é que as convicções que temos em nosso coração, só nós sabemos. E isso é algo muito particular, de situação, para situação. Tem pessoas que na situação dele optariam por aceitar a proposta e viver tudo aquilo, e estariam realizadas. Mas pra ele não era esse o caminho.

E tem escolhas de carreira que realmente não são óbvias e que muitas vezes para os outros podem ser até estranhas. “Por que você não aceitou aquela proposta?”, “por que você não vai trabalhar com aquilo?”, “qualquer pessoa gostaria de receber uma oportunidade dessas”…Então, essa convicção que vem de dentro precisa estar forte dentro de cada um. 

E o problema é que às vezes algumas pessoas não param pra se escutar.

É preciso parar, observar e sentir, para entender de fato que caminho queremos seguir como carreira e escolha de vida. E nosso trabalho influencia muito neste sentido do estilo de vida e rotina que temos, por diversos fatores.

Como você está com relação a isso? Como você tem integrado seu trabalho e os outros aspectos de sua vida? 

Nem sempre aceitar um próximo passo na carreira, que significa uma ascensão profissional, mais dinheiro e mais status, é o caminho que todo mundo vai seguir. É preciso que cada um faça suas análises, escute o que realmente quer construir, compreenda as consequências de suas escolhas e tenha muita consciência para seguir um caminho que faça sentido. 

O que você pensa sobre isso?

Patrícia SchuindtA coragem de dizer não na carreira
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Pensamentos Norteadores – o legado – Série “O Novo Líder (3)

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Continuando a série “O Novo Líder”, no texto anterior, falamos sobre a mentalidade do líder.

Sobre a importância de conhecer seus próprios pensamentos e comportamentos, para a partir daí transformar aquilo que faz sentido.  
Nesse texto, quero falar nessa mesma linha, mas de forma mais específica a respeito de pensamentos norteadores e legado.

As pessoas passam grande parte da sua vida no trabalho, e o papel do líder na construção do ambiente, do clima e de como aquela equipe vai funcionar, é muito importante. 

Com essa base, quero deixar algo muito simples aqui como reflexão:
Você como novo líder, qual o legado que quer deixar? Qual é a marca que você quer deixar por onde passa – nos relacionamentos, na forma como se comunica, no clima e na forma como alcançam resultados?

E observando o hoje, reflita o quanto você tem agido de forma coerente aos seus valores, propósitos e aquilo que você acredita como ser humano…

Ontem mesmo ao conversar com uma coordenadora, ela se questionava sobre o quanto é possível, no cenário em que está, ter uma gestão que se preocupa com o humano, mas ao mesmo tempo precisa entregar resultados, cumprir procedimentos e onde a cultura estabelecida é “eu mando, você obedece”. Ela sabe o que quer gerar. Mas tem ali um grande desafio. Simples não é. Mas é aí que está o ponto de ter clareza sobre a questão e agir de forma focada e estratégica, e não no piloto automático, seguindo fluxos estabelecidos. Ser líder é ousar acreditar que dá pra ser diferente, dá pra fazer diferente e é possível criar cenários mais positivos.

Eu vejo que muitas pessoas seguem na rotina de entregar, entregar e entregar resultados, e quando param para analisar, o que está acontecendo não é coerente ao que acreditam e gostariam. Há conflitos entre teoria e prática.

Pense por um instante: se você sair da função em que está, e for para um novo desafio, o que você terá deixado como marca nas pessoas, na organização e por onde você passar? 

Sempre que penso nisso, sou levada a questionar minhas atitudes e mudar em alguns aspectos.

Essa é uma pergunta para aprofundar e trazer para consciência como pensamento norteador, para que você possa encontrar um caminho que é aquilo que você realmente acredita, que faz sentido e que ao olhar pra trás depois, te trará aquela satisfação e sentimento bom.  

O racional é assim: ao invés de chegar lá na frente e se arrepender do que fez ou deixou de fazer, você lança seus pensamentos no futuro e decide começar hoje a mudança que te levará a ser esse líder que você quer ser.  

E observando o hoje, reflita o quanto você tem agido de forma coerente aos seus valores, propósitos e aquilo que você acredita como ser humano…
Ontem mesmo ao conversar com uma coordenadora, ela se questionava sobre o quanto é possível, no cenário em que está, ter uma gestão que se preocupa com o humano, mas ao mesmo tempo precisa entregar resultados, cumprir procedimentos e onde a cultura estabelecida é “eu mando, você obedece”. Ela sabe o que quer gerar. Mas tem ali um grande desafio. Simples não é. Mas é aí que está o ponto de ter clareza sobre a questão e agir de forma focada e estratégica, e não no piloto automático, seguindo fluxos estabelecidos. Ser líder é ousar acreditar que dá pra ser diferente, dá pra fazer diferente e é possível criar cenários mais positivos.

Eu vejo que muitas pessoas seguem na rotina de entregar, entregar e entregar resultados, e quando param para analisar, o que está acontecendo não é coerente ao que acreditam e gostariam. Há conflitos entre teoria e prática.

Pense por um instante: se você sair da função em que está, e for para um novo desafio, o que você terá deixado como marca nas pessoas, na organização e por onde você passar? 

Sempre que penso nisso, sou levada a questionar minhas atitudes e mudar em alguns aspectos.

Essa é uma pergunta para aprofundar e trazer para consciência como pensamento norteador, para que você possa encontrar um caminho que é aquilo que você realmente acredita, que faz sentido e que ao olhar pra trás depois, te trará aquela satisfação e sentimento bom.  
O racional é assim: ao invés de chegar lá na frente e se arrepender do que fez ou deixou de fazer, você lança seus pensamentos no futuro e decide começar hoje a mudança que te levará a ser esse líder que você quer ser.  

Patrícia SchuindtPensamentos Norteadores – o legado – Série “O Novo Líder (3)
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“Carreira nada óbvia” – uma história e seus princípios

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Você já considerou fazer uma transição de carreira, mas não enxerga possibilidades? Ou mesmo tem algumas opções a escolher, mas não consegue decidir? Se sua resposta é sim, compartilho nesse texto alguns conceitos e um exemplo de “carreira nada óbvia” bem-sucedida, para, quem sabe, te inspirar e gerar novas ideias!
 
Outro dia tive um bate-papo online com um amigo que está trabalhando na Espanha e ao compartilharmos sobre nossas experiências e o momento atual, me saltou uma frase na cabeça – “que bacana, você construiu uma carreira nada óbvia”! Fiquei admirada e feliz por suas conquistas, porque sei o quanto se esforçou para chegar onde está hoje. Foi daí que surgiu a ideia do texto.
 
E por que essa expressão “carreira nada óbvia?” Ele foi meu colega de turma no curso de Psicologia da Unesp de Assis e também trabalhamos juntos na Humanus Empresa Júnior (empresa que presta Assessoria e Consultoria em Psicologia Organizacional e do Trabalho). Depois, foi a pessoa que me indicou para trabalhar em meu primeiro emprego em São Paulo, na consultoria em que atuava, especializada em seleção de executivos. Imensa gratidão por isso!
 
Voltando ao assunto…qual seria uma carreira óbvia a seguir, pensando no curso de Psicologia e atuação nos estágios que fez na área? Atuar na área de Recursos Humanos em empresas ou em Consultorias da área, por exemplo. Foi o que ele fez por um tempo – trabalhou por alguns anos com Recrutamento e Seleção de Executivos, em consultorias especializadas, obtendo reconhecimento de seu trabalho e crescimento na área. Até que decidiu seguir para um novo desafio: atuar em um novo setor, mudar de área e trabalhar em uma nova função. Ele foi para uma empresa do ramo do atacado (alimentos e não alimentos), presente em diferentes países. Passou por cargos como Gerente de Projetos e Operações, Gerente de Projetos de Planejamento Comercial e Gerente Geral de Operações. E hoje, ele atua como Gerente de Operações e Logística, em uma empresa de Petróleo e Energia.
 
O que me chamou atenção em sua trajetória, foi que ele não seguiu um percurso-padrão-linear de ascensão. Mas criou um percurso diferente e único. Esse é o ponto central do que busco transmitir aqui: cada trajetória profissional é um quebra-cabeças a ser montado de forma personalizada. Existem diferentes possibilidades e precisamos pensar e agir sobre elas para construir uma carreira que tenha sentido para nós. O que fez sentido para mim como uma carreira, não faria sentido para ele e vice-versa. É preciso considerar a própria identidade, interesses, habilidades e potencial, propósitos, valores, possibilidades…e por aí vai!
 
E, algumas vezes, para ter uma carreira que faça sentido, será preciso criar caminhos vistos como improváveis e nada óbvios. Inclusive, falando sobre carreiras nada óbvias, tem um vídeo que recomendo: “O Profissional do Futuro”, que é uma palestra da Michelle Schneider, no TEDxFAAP. Ela traz informações muito interessantes e reflexões que todos precisamos fazer, a respeito das mudanças do mercado de trabalho, decorrentes dos avanços tecnológicos.
 
Vemos hoje a substituição de empregos por robôs e softwares, algo que se intensificará ainda mais nos próximos anos. Compartilho aqui dois dados que ela apresenta no vídeo: Em 20 anos, 47% dos empregos terão desaparecido, segundo a Universidade de Oxford. 65% dos alunos no ensino básico vão trabalhar em profissões que ainda não existem, segundo o Fórum Econômico Mundial. Para além de toda a reflexão que precisamos fazer como sociedade para lidar com novas questões que surgem, pensando em questões de carreira, as reinvenções profissionais serão mais frequentes e necessárias, não é mesmo?
 
Por tudo isso, ao conversar com ele, vi que poderia ser um bom exemplo de forma de pensar e agir para conseguir criar possibilidades profissionais. E pedi que ele respondesse a algumas perguntas. E ele topou! Obrigada Silvio Caravieri! Vamos às perguntas e respostas:
 
1) Silvio, Algumas pessoas têm o desejo de mudar de área, construir um novo caminho, por estarem insatisfeitas com a situação atual e/ou por terem outros sonhos. Mas é desafiador fazer essa transição de carreira. Quais foram seus pensamentos / crenças, que mais ajudaram a conquistar novos patamares? Que atitudes considera terem sido importantes?
Gosto muito de gente. Sou apaixonado pelas diferenças culturais e pelo quão interessante é o movimento de saber identificar quais são os principais drives de uma cultura e encaixar-se à ela. Então, acredito que pelo fato de ser muito curioso, dedicado, aberto ao novo sem medo de errar, são coisas que me ajudam no dia a dia e em minhas decisões. Não tenho medo de errar, nunca tive, e gosto do risco. Quem me conhece sabe que levo esse estilo no meu dia a dia. Também sou um cara simples e transparente com todos e em todos os momentos. Sempre tento fazer o meu melhor e me dedico muito a ouvir as pessoas.
 
 
2) Que “conselhos” você daria a quem quer fazer uma transição de carreira?
“Tome tempo para você. Reflita. Pense muito em você, na sua família, amigos, rotina, e se visualize na função/cargo ao qual tem pensado em assumir nessa mudança de carreira. Externalize: escreva o seu currículo para os próximos 10 anos, o imprima, olhe para ele e pense se faria sentido essa mudança que tem pensado para agora. Será que é o momento certo? Olhando lá na frente, essa posição que está desejando terá agregado em algo? Arrisque-se. Com responsabilidade, mas arrisque-se. Eleja uma ou duas em seu entorno…pessoas que você admira, que compartilham de seus valores. Converse com elas. Peça suas opiniões. Espelhe-se em seus acertos e aprenda com os seus erros.”
 
3) Quando alguém assume uma nova função, precisa desenvolver novas habilidades e reforçar pontos fortes já existentes. Certo? O que ajuda nesse processo de aprendizagem, em sua visão?
“Falar com pessoas que já tiveram/ou que têm posições semelhantes ajuda muito. Estudar, pesquisar: ler. Após assumir a nova função: como você é novo e não possui um background técnico na função, dedique-se a ouvir a sua equipe (caso tenha uma), colegas de outras áreas da empresa. Pergunte a eles: “o que você gostaria de ver a área X entregando como resultados daqui 1 ano? Quais são as principais oportunidades para a área X em seu ponto de vista? Se você estivesse na minha pele, o que faria?” Em resumo: reflita, projete-se, seja bom ouvinte, dedique-se muito as pessoas e divirta-se com o fato de tudo ser novo na nova função.”
 
O que você pode aprender e aplicar a partir da visão e experiência do Silvio?
 
Eu aprendo muito com ele sobre o quanto é focado, concentrado e estratégico para criar caminhos e alcançar resultados (quem já trabalhou com ele sabe do que estou falando – sabe aquele jogador que entra no jogo com olhar concentrado e para ganhar? Esse é o Silvio). Também aprendo sobre o quanto é preciso se dedicar hoje para colher resultados no futuro. Um dos pontos que mais fiquei feliz em tudo isso, foi saber que hoje ele tem uma atuação em outro país, em uma empresa multinacional. E lembro bem dele priorizando o estudo do inglês em sua rotina, lá atrás, para subir níveis no idioma. Além da coragem, adaptabilidade a mudanças e disponibilidade para aprender!
 
É isso, agradeço novamente, Silvio, por tantos ensinamentos!

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Trabalho – em busca de sentido

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“Katherine Alsdorf […] entende bem essas três buscas: busca de significado para a vida por intermédio de um diploma de faculdade, busca de prazeres e aventura depois de formada, vindo, então, um mergulho quase desesperado no trabalho e na carreira profissional aos 30 e poucos anos, em um esforço inútil de conferir um propósito à vida. Katherine passou a acumular realizações e também prosperidade financeira, contudo tornava-se cada vez mais estressada e até mesmo cheia de amargura […] Suas realizações nunca eram suficientes, e os fartos benefícios nunca eram gratificantes. Como ela mesma explicou: “eu não suportava a ideia de que era tudo sem sentido, assim simplesmente baixava a cabeça e trabalhava mais duro ainda”. Por fim, ela passou a considerar o evangelho de Cristo, porque as filosofias desse mundo não a estavam conduzindo a lugar nenhum. O vazio da vida a empurrou para seu próprio entendimento dessa transcendente singularidade de Deus”. (trecho extraído do livro “Como integrar fé e trabalho”, de Timothy Keller e Katherine Alsdorf)

Esse relato e a leitura do livro, me fez pensar bastante sobre o significado do trabalho e sobre a construção da trajetória profissional de cada indivíduo. Vejo que Katherine representa muitas pessoas que ao mergulhar em uma trajetória profissional ascendente, com compensações diversas, segue por um caminho que hora ou outra trará a pergunta – qual o sentido de tudo isso? Que vida estou vivendo?

Quando fazemos perguntas, precisamos criar espaço para que surjam as respostas. Um respiro. Introspecção. Reflexão. Abertura para escutar e sentir.

Algumas pessoas que procuram o Coaching para pensar em sua trajetória profissional, decidem rever por completo sua atuação – mudam de área, de função, de rotina… Porque no momento de escolher uma graduação e as decisões que tomaram ao longo do caminho, foram guiadas muito mais pelo que o mercado poderia oferecer ou pelos caminhos mais fáceis, do que por aquilo que gostariam de fazer e que acreditavam de fato.

Quando essas pessoas se deparam com suas reais motivações, propósitos, valores, potencial, talentos e capacidades sentem que precisam tomar uma decisão para ter uma vida diferente e decidem arriscar algo novo. Mesmo que com relação ao status social, tenham uma mudança importante.

Outras pessoas, ao se perguntarem se estão “no caminho certo”, descobrem uma nova forma de enxergar e viver o próprio trabalho. Percebem que sua missão de vida está sim conectada ao que já fazem. Mas não tinham consciência disso. E continuam sua trajetória nos mesmos moldes de trabalho, mas com um significado totalmente diferente.

Esse espaço para pensar e fazer escolhas sinceras, permite uma construção diferente de quando se está no piloto automático na carreira. A trajetória ganha um novo sentido.

Retomando um pouco das reflexões trazidas no livro citado, deixo algumas perguntas:

  • Para que serve meu trabalho?

  • Por que faço o que faço?

  • Qual é a minha missão?

  • Quais são meus dons e capacidades? Que escolhas fazer para considerá-los em minha atuação?

  • Qual é o propósito maior do meu trabalho? Meu emprego, organização ou indústria, torna as pessoas e o mundo melhores?

Talvez você não tenha as respostas claras ou talvez as tenha, mas as implicações práticas não são das mais simples e fáceis de lidar.

De qualquer forma, a mudança começa de uma análise atual verdadeira. Parte também de sonhar, ter visão e fé em um futuro diferente. E passa por definir e dar os passos para chegar em um novo lugar.

Nesse percurso pautado em algo maior e em decisões de longo prazo, aprender a lidar com o imediatismo e ansiedade é fundamental.

Vale sempre lembrar: quanto à carreira, não existem caminhos perfeitos, nem somente realização e felicidade constante. Mas existem escolhas que fazem sentido e que compõem a jornada de uma trajetória profissional que vale a pena seguir.

Patrícia SchuindtTrabalho – em busca de sentido
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Career Planning – passos práticos para crescer em sua carreira.

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Quais são os passos práticos para crescer profissionalmente? Como planejar minha carreira? Quais são as minhas motivações profissionais? São muitas perguntas, que podem nos ajudar a criar uma trajetória profissional mais satisfatória e que faça sentido. Para pensar em carreira, é preciso olhar para si e olhar para o mundo lá fora também. Quando exercemos um trabalho, estamos transformando uma realidade – a nossa e a de outras pessoas.

Pensar sobre a carreira, é um misto entre sonhar, e considerar a realidade. É necessário compreender o tempo, e ter a noção (e empenho) de fazer o seu melhor. É saber que cada um tem uma história única, e se comparar com os outros, tira a sua força de ser quem você e de reconhecer suas conquistas pessoais. Todos nós temos um legado a deixar. Pensar na própria carreira e na forma como se relaciona com o trabalho, é estar disposto a fugir de padrões. É preciso pensar e sair do automático, para não correr o risco de viver toda uma vida em uma direção que não fez sentido. É possível fazer escolhas. Na verdade, consciente ou inconscientemente estamos fazendo escolhas. Então este é o convite para pensar de forma mais consciente sobre elas.

Separamos cinco passos práticos para crescer na carreira. Não crescer de qualquer jeito, mas de um jeito que realmente traga realização.

1)    ESTABELEÇA SEUS OBJETIVOS

Ter objetivos é fundamental, para poder fazer escolhas coerentes e desenhar o caminho a percorrer. Os objetivos são um norte. Objetivos te ajudam a olhar pra frente e lutar por uma nova realidade. Há um efeito em nossa mente quando temos claro o que queremos alcançar. Sabe quando você está em um lugar, e decide quer ir pra outro, e então coloca no Wase o destino ou mesmo diz para o motorista para onde quer ir? É preciso pensar no destino. A partir disso, você escolhe os caminhos e os recursos necessários. Falando especificamente de carreira, é muito importante explorar as possibilidades existentes – das mais ousadas, às mais simples de alcançar. Pare para pensar:

  • Daqui a 10 anos, o que você gostaria de estar fazendo profissionalmente? Onde gostaria de estar?
  • O que te faria se sentir realizado em 1, 3 e 5 anos? O que é sucesso pra você?

As respostas nem sempre estão prontas, mas podem ser construídas ao longo do tempo, considerando inclusive o segundo passo, que é o Autoconhecimento.

2)    CONHEÇA A SI MESMO

Este tema é muito amplo e profundo, mas vou deixar aqui algumas perguntas para reflexão, considerando três componentes muito importantes para desempenhar bem em uma ocupação profissional: Interesses, Forças e Valores e Propósito.

Quanto mais dedicamos tempo em uma atuação que tenha conexão com as respostas das perguntas abaixo, maior a chance de ser bem-sucedido naquilo. Isso tem a ver com a nossa atenção. No livro do Daniel Goleman, “Foco”, ele fala sobre isso“A nossa capacidade de atenção determina o nível de competência com que realizamos determinada tarefa” (pág. 25). Por isso, se conhecer e saber o que mais prende a nossa atenção, é uma estratégia.

Interesses: 

  • O que você gosta de fazer?
  • Sobre quais assuntos você gosta de conversar?
  • Que atividades te fazem perder a noção do tempo (por se sentir muito bem ao fazê-las)?

Forças: 

  • O que você faz bem?
  • Quais são suas habilidades?
  • Qual impacto você gera em seus círculos de convívio?
  • Que talentos você percebe que tem?
  • O que pessoas próximas te dizem ser suas principais qualidades?

Valores e Propósito: 

  • Quem te inspira? Por quê?
  • O que você valoriza, em sua vida?
  • O que você valoriza no trabalho?
  • O que você quer gerar no mundo?
  • Que legado você quer deixar?

E, por fim, quais são possibilidades de atuação profissional que mais tem relação com quem você é? Anote e pesquise sobre elas!

3)    CULTIVE RELACIONAMENTOS POSITIVOS 

Eu não consigo dissociar meu crescimento profissional, das pessoas que conheci ao longo do caminho. Em todo nosso trajeto, influenciamos e somos influenciados. Construir relações sinceras, verdadeiras, contribuir com o outro de alguma forma, gera confiança e cria conexões que você leva para a vida. Por isso, pense na forma como se relaciona com as pessoas. Pense quais são as pessoas que você quer manter em seu caminho. Pense em como influenciar para que seus relacionamentos sejam mais positivos. Pense também a quem você pode comunicar seus objetivos mais abertamente e que inclusive pode pedir ajuda. E ofereça ajuda às pessoas, colabore com o crescimento de outras pessoas.

4)    BUSQUE SEMPRE APRENDER E SE DESENVOLVER 

Pessoas que crescem na carreira, constantemente, estão aprendendo e se desenvolvendo. Uma palestra, um curso, terapia, coaching, mentoria, conversas com amigos, livros… são tantas formas possíveis! Precisamos ter a mentalidade de crescimento, que é aquela mentalidade que acredita no esforço, no processo, que não é imediatista, mas acredita na construção. Que tem a crença de que pode ser diferente, e melhor. Sempre temos algo a desenvolver como pessoas e profissionais. Talvez se você não consegue enxergar sozinho o que seria, peça feedback. Pense agora, então, quais são seus principais pontos de desenvolvimento para crescer em sua carreira?

5)    TENHA SEU PLANO

Algumas pessoas se perdem no caminho, por uma série de motivos. Por isso, é importante ter um plano. Ou seja, considerando todas as reflexões, pense nas estratégias para alcançar seus objetivos. O plano pode mudar e se renovar (provavelmente irá). Mas ele te ajudará a ser mais focado e também a reconhecer seus avanços ao longo do caminho. Coloque no papel ou no computador – quais são seus objetivos? Quais serão os passos para alcançá-los? E crie uma organização em sua agenda para efetivá-los. Lembrando sempre de checar pelo menos semanalmente (o macro), revisando diariamente a lista de to dos.

*Esse é um resumo da Live que fiz com minha parceira Graziela Teixeira – obrigada, Gra, pela construção!)

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Qual a importância da Comunicação na Carreira?

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Cada profissão demanda diferentes habilidades. Conhecer quais são elas, é importante para se desenvolver e crescer. Você já ouviu falar da diferença entre Hard-skills e Soft-Skills?

Hard-skills são capacidades técnicas necessárias ao desempenho da função. Por exemplo, a proficiência em língua estrangeira, ser certificado em uma área, saber realizar a operação de um programa no computador, saber executar algo técnico.

Já as Soft-Skills, são habilidades comportamentais que o indivíduo demonstra ao realizar seu trabalho e se relacionar com as pessoas. Alguns exemplos são: comunicação, gestão de conflitos, negociação, trabalho em equipe, liderança.

Hoje vou falar especificamente da Comunicação, que é uma habilidade importante para todos. Em maior ou menor escala, a comunicação ou falta dela, afeta o desempenho de indivíduos, equipes e organizações. E sem falar em sua importância também na vida pessoal…

Falando especificamente de carreira, sabemos que o desenvolvimento profissional de uma pessoa não acontece no vácuo, ou seja, a carreira de uma pessoa sempre estará vinculada à existência de pessoas ao seu redor e a forma com que as relações e sistemas derivados dessas relações acontecem.

A comunicação (seja verbal ou não-verbal – e daí dizemos até mesmo as mídias sociais) será o ponto de contato para a dinâmica dessas relações e sistemas. Quando a comunicação é bem conduzida – seja pela clareza com que é passada, seja pelo simples fato de ser feita quando cabível – o impacto nas relações e sistemas é positivo e produtivo e, portanto, aumentam-se as chances de crescimento dessa pessoa. Por outro lado, a comunicação com falta de clareza, ou mesmo não feita, pode acarretar em distração nas relações, retrabalho, falta de produtividade e até motivação.

Um levantamento do site businessperform.com de 2016 trouxe dados de diferentes fontes sobre os impactos da comunicação em relação a aspectos como turnover, absenteísmo, atendimento ao consumidor, gestão da mudança, entrega de projetos, acidentes de trabalho, custos com litígio, até o incrível ponto de retorno a investidores. Ou seja, a comunicação, que parece algo tão natural e subjetivo, pode impactar objetivamente o desempenho e resultados de uma organização.

Fica clara a enorme importância de trabalhar esta habilidade.

Mas, como saber se preciso desenvolver essa habilidade, em mim ou em minha equipe? Alguns sinais que você pode observar:

  • Falta de escuta;
  • Falta de clareza ou segurança no que se deseja comunicar;
  • Excesso de conteúdo para passar uma ideia, ou mesmo palavras e termos técnicos demais.
  • Quando existe uma forma mais dura e agressiva no falar, que deixa as pessoas intimidadas (uma coisa é ser duro, e outra é ser direto).

Existem também alguns indicadores mais profundos de que a comunicação de uma pessoa precisa ser trabalhada:

  • Sensação de medo de comunicar sua ideias por não saber como serão recebidas (essa pessoa tem clareza interna do que falar, mas não consegue externalizar sua fala).
  • Falta de generosidade;
  • Falta  de empatia;
  • Falta de autoconhecimento;
  • Falta de visão sistêmica.

Com certeza existem outros sinais, mas esses som bons (e complexos) começos.

Agora, falamos sempre em desenvolvimento de habilidades. Será que realmente é possível desenvolver a comunicação? Como?

Sempre é possível desenvolver habilidades e todo desenvolvimento de habilidade passa por conhecer e aplicar o que se conhece na prática com Atenção, Intenção e Retroalimentação (AIR).

Tudo começa com um bom diagnóstico do que se sabe sobre comunicação e do que se percebe sobre os impactos da sua própria comunicação (ou falta dela).

Perceba sua escuta e como ela impacta a comunicação. Perceba também sua própria clareza interna quando quer comunicar algo – seja cognitiva ou emocionalmente. Perceba a forma com que se comunica.
 
A partir daí, pense nas melhores práticas que quer desenvolver e comece a colocar em prática e checar, aprendendo com aquilo que testou e lapidando à medida que avança.
 
Alguém que o ajude a perceber seus avanços pode ser um ótimo suporte para esse processo. Além disso, um bom profissional  pode facilitar e acelerar esse processo.
 
Se você percebe que este é um tema para  você, mergulhe e aprofunde. Vale a pena desenvolver para crescer como pessoa e profissional.

Escrevi este texto em parceria com a minha mestra em comunicação, Juliana de Lacerda Camargo. Obrigada pela preciosa contribuição, Ju!
 
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Bem-sucedido ou realizado – como você se vê hoje?

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Qual a diferença entre ser bem-sucedido ou realizado?

Há pessoas que alcançaram o sucesso profissional, segundo alguns padrões mercadológicos de retorno financeiro, status, nível hierárquico, crescimento de carreira…mas não se sentem realizadas. Pelo contrário, sentem-se insatisfeitas e infelizes. Normalmente, essas pessoas nunca pensaram onde realmente gostariam de chegar, o que valorizavam, a forma como gostariam de viver, pessoal e profissionalmente. Algumas pessoas até começaram a descobrir coisas importantes sobre si, mas não tiveram a decisão de avançar em sua busca por mais sentido.

É claro que é possível ter sucesso e ter realização ao mesmo tempo. Esse é o estado desejado, certo?

O conceito de realização que trago nesse texto é: sentir satisfação ao conseguir tornar reais verdadeiros sonhos e objetivos. Não, não é o papo da vida perfeita. Mas, de uma vida real, consciente, que tem coisas boas e ruins, mas que faz sentido.

E para alcançar a realização é fundamental ter autoconhecimento em alguns tópicos como: Identidade, Forças e Habilidades, Propósito e Valores, Visão de futuro. Compartilho com você algumas ideias que podem ajudar nessa reflexão!

IDENTIDADE:

É o conjunto de características singulares, próprias, que nos tornam únicos. Pare para pensar:

  • Quem é você?
  • Como é sua forma de pensar e agir?
  • Se eu te pedisse para se descrever, o que você diria sobre você?

Essas são perguntas profundas e muitas vezes difíceis de responder. Não desista de pensar sobre elas por esse motivo. O autoconhecimento é um processo que vai acontecer por toda nossa vida. Mas ele precisa ser intencional.

Uma pergunta muito comum que escuto é: “é possível mudar quem somos?”

Acredito que todos temos uma essência invariável que diz “esse sou eu”, a nossa marca pessoal, que nos diferencia de todos os demais. Assim como a nossa digital é única. Não há sequer um ser humano igual, nem mesmo os gêmeos, que vão se transformando logo após nascerem. Temos características muito próprias que são resultado de nossa genética e experiências.

Vamos nos formando ao longo de nossas vidas e aqui está uma questão chave: por mais que o nosso desenvolvimento maior e mais veloz ocorra na infância e adolescência, nosso cérebro nunca para de ser modificado. Ou seja, podemos ser transformados. Cientistas de antigamente acreditavam que nosso cérebro era imutável, inalterável. Descobertas atuais da neurociência dizem que temos a capacidade de desenvolver novos hábitos e comportamentos. Como? Com atenção direcionada, repetição e prática.

Ou seja, você pode refletir e fazer escolhas, diante dos propósitos e objetivos que queira alcançar. O processo de transformação é o que ocorre entre quem sou hoje e quem eu quero me tornar. Esse processo requer reflexão, autoconhecimento, formação de novas ideias. A partir disso, novas ações e comportamentos.

Gosto muito dessa frase pois representa bem o sentido expresso acima: “A mudança dos seres, não contraria o princípio da identidade, já que representa apenas a atualização da potência nela contidas.” Aristóteles

Quero propor para você um exercício que chamo de “autobiografia”. Ele pode te ajudar a reconhecer aspectos importantes em sua trajetória.

 Exercício Autobiografia:

Pense sobre sua infância, Adolescência até chegar na idade adulta:

  • Quais foram os principais acontecimentos?
  • Que influências você recebeu das pessoas com as quais mais conviveu?
  • Quais foram os valores e a cultura aprendidos?
  • Quais foram as principais mensagens que te disseram que você considera terem tido impacto?
  • Qual o impacto disso na forma como você pensa e age hoje?

 FORÇAS / HABILIDADES

O que você faz bem? É comum, em atividades em grupo ou atendimentos individuais, as pessoas encontrarem dificuldades para responder essa pergunta. Algumas pessoas só enxergam o outro como alguém a ser admirado. Ou ficam constrangidas por falarem de si. Esse é um exercício de se reconhecer e se valorizar. O que é bem diferente de ter uma atitude arrogante e prepotente. É quase como pedir que você note a si mesmo, que você enxergue seus pontos fortes e qualidades.

Você pode ter uma capacidade natural, ou seja, um talento, para algo e também pode ter desenvolvido uma habilidade ao longo de sua vida.

Deixo aqui um desafio: anote agora, três pontos positivos que enxerga em você. Você também pode perguntar para seus amigos, família, pessoas de confiança, o que eles enxergam. A partir disso, você pode perceber: o que as pessoas falaram em comum? Reflita sobre isso. Não tenho a menor dúvida, de que você tem qualidades e que se reconhecê-las, mudanças poderão acontecer em você.

Quais os benefícios de reconhecer pontos fortes? Ajuda aumentar a segurança e autoconfiança. É importante para fazer escolhas e descobrir a direção a seguir, seja na vida pessoal ou profissional e, consequentemente, obter melhores resultados.

VISÃO DE FUTURO

Até aqui focamos em falar sobre quem você é hoje. Retomamos questões do passado e olhamos para o presente. Mas, parte do autoconhecimento é pensar onde você quer chegar. Visualize o futuro que quer construir! Fazer isso, é criar uma visão que vai te nortear em suas ações no presente. Não podemos controlar muitas coisas, é verdade.  No entanto, sem definir objetivos, o que acontece? Você vai para onde as situações, pessoas, demandas te levarem. Isso pode ser arriscado quando falamos de realização. Pois, você pode acabar vivendo sonhos que não eram seus e não sentir satisfação ao reconhecer onde chegou.

  • O que te faria se sentir realizado, em 1, 3 e 5 anos?

Quero te ajudar a pensar um pouco mais sobre isso. Pare por um instante e reflita:

  • Quais são seus sonhos?
  • O que você quer que seja diferente em sua vida no futuro?
  • O que quer ter alcançado?

Não coloque limitações para responder essas perguntas. Deixe vir em sua mente e coração as respostas.

Talvez ao pensar nisso, venham algumas barreiras e emoções negativas, mas se esforce para continuar o processo e responder o que realmente quer. Se preciso, busque ajuda. Lembre-se que estamos falando de algo novo, um futuro a construir. Algumas pessoas não crescem profissionalmente naquilo que querem, pois não conseguem definir opções do que querem alcançar. Ao pensar no futuro, é importante deixar a imaginação e coração te levarem, a parte de estruturar e colocar em planos reais, vem depois disso. Vamos por partes. Destaco aqui as palavras Imediatismo x construção. Quero que guarde isso. Estamos imaginando o prédio a ser construído, o que queremos ter nele, como ele vai ser. Depois, vamos pensar nos recursos, estratégias, passos práticos. E um prédio não se constrói de um dia para outro. Esse é um processo que pode levar tempo.

Importante: se o que te atrapalha de pensar nisso são experiências passadas, te convido a pensar que recomeçar é um sinal de força, não de fraqueza. Recomeçar de um novo jeito, com novas estratégias, até mesmo, em alguns casos, adaptando o que se quer alcançar. Ao invés de desistir, por se apegar aos erros, falhas, dificuldades. Importante é avançar e para isso ajustar o plano conforme novas informações aparecem no caminho. Então, volte-se às perguntas acima e foque nelas, se necessário por alguns dias, ou o tempo que for preciso.

Enquanto você vive o hoje e olha para o futuro, te convido a pensar em duas coisas importantes: propósito e valores.

PROPÓSITO E VALORES

Gosto de pensar propósito a partir de duas perspectivas: um Propósito maior, relacionado ao sentido de sua vida, à sua existência. Esse propósito está relacionado com seu papel aqui na Terra. Qual é a sua missão? Ele vai nortear as escolhas mais profundas em sua vida. Por que você faz isso ou aquilo? Por que está indo nessa ou naquela direção? A conexão com o Propósito impacta sua motivação e foco. Por mais difícil que algumas situações sejam, quando você tem isso claro, segue adiante. Neste sentido, vale pensar:

  • Que propósito você acredita ser seu?
  • O que te move?
  • O que te inspira?

E a segunda forma de pensar propósito, tem mais relação com ações cotidianas. Você se propôs a fazer uma atividade e pensa: qual o propósito disso? É um propósito mais ligado à ação, enquanto o anterior, é mais ligado à sua existência. Claramente, é importante que seus propósitos diários estejam relacionados com o propósito maior. Lembre-se, portanto, qual a finalidade de suas ações diárias.

Conectado a isso, você pode pensar sobre seus valores. Os valores dão forma a como realizar suas ações e tomar decisões. Como você quer viver, se relacionar, alcançar seus objetivos.

  • O que tem valor para você?
  • O que você valoriza em sua vida e seu trabalho?
  • Do que você não abre mão em sua forma de ser e agir?
  • O que você quer gerar nos ambientes em que participa?
  • Quais valores estão norteando as principais decisões da sua vida?

Separe uns minutos para pensar.

E, então, o quanto você se sente hoje quanto a ser bem-sucedido ou realizado?

Continue sua reflexão e observação diária e aos poucos, mude de direção, se necessário.

Encontrar nossa essência e viver coerentes com o que acreditamos e valorizamos, nos traz uma paz e certeza de estar no caminho certo, mesmo com dificuldades.  E isso, não tem preço.

Patrícia SchuindtBem-sucedido ou realizado – como você se vê hoje?
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Reflexões de Carreira – porque não devemos seguir certos conselhos

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Lembro-me bem de um dos conselhos que não segui, na época em que estava no colegial, prestes a escolher meu curso de faculdade. Uma professora muito querida e alegre – das melhores que já tive – me disse com boa intenção:

 – “Faça Biotecnologia, é a profissão do futuro!!!”.

 Apesar de toda força que ela colocou naquele conselho, pautada no que via como boas oportunidades profissionais futuras, no meu interior eu tinha um claro “não é isso que quero fazer, independente de ser ou não uma ótima oportunidade de mercado…quero fazer algo que tenha realmente a ver comigo”.

 O conselho dado estava totalmente focado em oportunidades externas do mercado, sem considerar outros fatores importantes para a escolha de uma carreira.

O fato é que, se eu seguisse aquele conselho de fazer Biotecnologia, eu estaria totalmente desconectada de quem eu sou, do que gosto, do que faço bem, de meus propósitos e interesses. Inclusive, depois tive a oportunidade de conhecer pessoas que cursavam Biotecnologia na faculdade onde estudei e pude concluir – definitivamente, aquilo não era pra mim! Era para outras pessoas, com outras habilidades, outros sonhos, outros interesses.

Apesar de não ter clareza exata do que queria naquele momento, alguns sinais e experiências me indicaram que boas opções para mim estavam entre Psicologia, Pedagogia, Administração e Música. Que difícil decidir! Continuei meu processo de investigação – busquei informações e autoconhecimento – até que optei por cursar Psicologia! Uma feliz escolha para mim, graças a Deus!

Escutar outras pessoas – suas ideias, conhecimentos, opiniões, é um ato inteligente e que pode trazer possibilidades antes não pensadas! Mas, seguir o que uma pessoa te diz para fazer, em qualquer área de sua vida, sem acessar o que realmente é importante para você e sem considerar diferentes possibilidades e informações, pode ser um grande erro. Como diz em Provérbios de Salomão, os conselhos / os conselheiros (atenção para o plural), são importantes fontes de sabedoria e segurança.

Para finalizar, aproveito para compartilhar  uma reflexão com você que está planejando sua carreira e quer tomar novas decisões.

 Você pode pensar em cada opção de atuação que está em dúvida e responder (busque informações!):

  1. Projeção de carreira – onde posso chegar?

  2. Qual a Rotina (horários flexíveis ou não, carga horária, dinâmica diária?)

  3. Qual é a atuação (ocupação, atividades e responsabilidades?)

  4. Como é o Ambiente de trabalho (que tipo de instituição, pessoas que vou lidar?)

  5. Qual o Retorno financeiro (qual a possibilidade de ganho imediato, médio e longo prazo?)

  6. Que Investimento precisarei fazer (tempo e dinheiro: fazer um curso, graduação, aporte em dinheiro?)

  7. Quais os Riscos dessa escolha (estou disposto a assumir?)

  8. Está alinhado aos meus valores, forças, propósito de vida, identidade?

Patrícia SchuindtReflexões de Carreira – porque não devemos seguir certos conselhos
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