A coragem de dizer não na carreira

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Esses dias assisti a um filme que se chama “Um homem entre gigantes”. Ele conta a história, com base em fatos reais, de um médico legista, Dr. Bennet Omalu (Will Smith), que fez descobertas muito importantes sobre a relação entre danos cerebrais e o jogo de futebol americano. Ao diagnosticar um severo trauma cerebral de um jogador, e estudando outros casos, ele descobriu ser um mal comum entre os profissionais dessa modalidade esportiva. 

No filme, ficou claro o drama vivenciado pelo profissional, que precisou lutar com grandes instituições esportivas para revelar essa verdade às pessoas. É fácil perceber a complexidade da situação. Uma paixão nacional, que movimenta milhões e, naturalmente, uma trama que envolve interesses, conflitos e a necessidade de uma mudança em um sistema. Quanta coragem foi necessária, pensando no personagem principal, para seguir adiante e ir contra algo tão bem estabelecido, mas que trazia um risco desconhecido àqueles jogadores. No filme fica claro o preço alto que foi pago para ir contra o sistema, em busca de construir algo para o bem dos jogadores e suas famílias. Foi necessário muito esforço, tempo e lidar com impactos na vida pessoal. Isso me faz pensar e admirar muito pessoas com essa coragem. Que demonstram responsabilidade e senso de propósito. 

Mas o que quero destacar nesse texto é sobre escolhas na carreira.

No momento final do filme (pra quem não assistiu, alerta de spoiler), o médico legista que lutou arduamente e venceu sua batalha, recebeu uma proposta de carreira que, falando de ascensão profissional, parecia irrecusável. Era uma posição muito importante nos Estados Unidos, trazia uma mudança e ampliação de escopo e ficava claro que era um reconhecimento que representava um outro nível de atuação.

Mas, ele simplesmente disse não. Ele não aceitou à proposta. Uma surpresa? Por que ele não aceitou? Embora pensando do ponto de vista de mudança de status e ascensão, parecesse perfeito o crescimento, a mudança de escopo, as responsabilidades e a necessidade de mudança de cidade, não estavam alinhados ao que ele gostaria. Ele optou por seguir com os planos que tinha junto à sua família. Para ele, não fazia sentido mudança de função e abrir mão do que eles gostariam de ter como estilo de vida.  

Ele decidiu seguir seu coração e o que era importante pra ele sobre como gostaria de viver. 

Partindo dessa cena, a reflexão que trago aqui é que as convicções que temos em nosso coração, só nós sabemos. E isso é algo muito particular, de situação, para situação. Tem pessoas que na situação dele optariam por aceitar a proposta e viver tudo aquilo, e estariam realizadas. Mas pra ele não era esse o caminho.

E tem escolhas de carreira que realmente não são óbvias e que muitas vezes para os outros podem ser até estranhas. “Por que você não aceitou aquela proposta?”, “por que você não vai trabalhar com aquilo?”, “qualquer pessoa gostaria de receber uma oportunidade dessas”…Então, essa convicção que vem de dentro precisa estar forte dentro de cada um. 

E o problema é que às vezes algumas pessoas não param pra se escutar.

É preciso parar, observar e sentir, para entender de fato que caminho queremos seguir como carreira e escolha de vida. E nosso trabalho influencia muito neste sentido do estilo de vida e rotina que temos, por diversos fatores.

Como você está com relação a isso? Como você tem integrado seu trabalho e os outros aspectos de sua vida? 

Nem sempre aceitar um próximo passo na carreira, que significa uma ascensão profissional, mais dinheiro e mais status, é o caminho que todo mundo vai seguir. É preciso que cada um faça suas análises, escute o que realmente quer construir, compreenda as consequências de suas escolhas e tenha muita consciência para seguir um caminho que faça sentido. 

O que você pensa sobre isso?

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Crie um novo caminho em direção aos seus objetivos (e de sua equipe) – Série “O Novo Líder” (7)

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Para você, quais são os pilares fundamentais para alcançar objetivos?

Esse é o tema de hoje na série “O Novo Líder” e vou abordar aqui alguns aspectos que trago em meu e-book “Saia do Piloto Automático – crie um novo caminho em direção aos seus objetivos”.

Ao longo do e-book, falo de três pilares que considero fundamentais para alcançar objetivos, com um viés de planejamento estratégico pessoal e de transformação. O Novo Líder é alguém que passa por intensas transformações, e considerar esses três pilares poderá potencializar seu autoconhecimento e desenvolvimento. Então, vamos lá!?

Vou falar agora um pouco sobre cada ponto e quem quiser ler e refletir com calma e na integra, é só clicar para baixar o e-book gratuito: CLIQUE AQUI!

1º Pilar – PLANEJAMENTO: planejar é um hábito a ser desenvolvido. Não se planeja uma vez e acabou. Claro que no início de um projeto, o tempo investido em planejamento naturalmente é maior. Ao planejar, você pode seguir com cinco passos principais que descrevo um pouco abaixo. E você como líder, pode fazer essas perguntas para si mesmo e também junto à sua equipe: 

1. Análise da situação atual: qual é a realidade hoje, com relação aos projetos e à área?

2. Estabelecimento da visão de futuro: onde quero / queremos chegar? O que quero / queremos que seja diferente em 1, 3 e 5 anos?

3. Prioridades: quais são as prioridades, por que e como nos dedicaremos a elas? 

4. Definição de objetivos: quais são os objetivos? Lembre-se de estabelecer objetivos SMART (específicos, mensuráveis, relevantes, alcançáveis e com prazo definido). Eles precisam ser claros para todos.

5. Passos Assertivos: que passos precisam ser dados? Desdobre as ações em passos simples e realizáveis. 

Como você se avalia nesse pilar? De 0 a 10, que nota você dá para seu planejamento? Por quê?

2º Pilar – GESTÃO PESSOAL PARA A EXECUÇÃO: o ponto aqui é conseguir criar a melhor estrutura interna e externa que favoreça caminhar para a realização dos objetivos. Muitas pessoas enfrentam desafios intensos neste sentido. Do sonho à realidade, muita coisa pode acontecer, e saber lidar ao longo do caminho, fará toda diferença. Neste pilar, falo de quatro aspectos:

1. Organização: a organização é fator essencial para uma boa execução. É preciso parar para se organizar, estabelecer métodos, processos, ferramentas e garantir que as coisas caminhem bem. Se a falta de organização pessoal já é um grande vilão de projetos, a falta de organização como equipe ainda mais. Deixo aqui as perguntas: como você pode se organizar melhor? Quais são recursos e ferramentas que permitem melhor fluxo de trabalho? Como melhorar a organização da equipe? Que processos precisam ser estabelecidos? 

2. Encarar os vilões: sempre que temos objetivos a alcançar, surgem obstáculos, dificuldades. Ter a consciência de que isso é natural e que ao mesmo tempo podemos agir, é fundamental. Perguntas a se fazer quando não está avançando: o que está me / nos atrapalhando? Como superar isso? 

3. Gestão de tempo e energia: temos um tempo delimitado para realizar alguns projetos e a nossa energia e disposição também tem limites. Parar para observar em que momentos somos mais produtivos, ou que momentos são mais adequados para fazer atividades mais simples e atividades mais complexas ajuda na realização. Sempre que puder, faça essas escolhas. E em momentos em que sentir que não está avançando, pare para pensar que passos simples pode dar, qual a consequência de fazer ou de não fazer algo, por exemplo, e também se questione como pode se energizar para dar os passos que precisa. 

4. Influências Pessoais: os conteúdos que acessamos e as pessoas com quem convivemos influenciam em como vamos caminhar em direção aos objetivos. Como criar na equipe um ambiente mais propício de conteúdo e relacionamentos que levarão a resultados mais positivos? 

Fechando esse pilar, como você se avalia em sua gestão pessoal? Que ponto precisa cuidar mais? 

3º Pilar – RENOVAÇÃO: sem renovação é impossível alcançar objetivos. Quando planejamos, temos uma quantidade limitada de informações. No caminho, surgem novidades, e adaptações são necessárias. Além disso, nosso mundo interno pode oscilar e mudar…Precisamos renovar:

1. O próprio plano: A ideia que proponho é a de ter um plano anual, atualizá-lo todos os meses, para executar de forma mais clara nos dias e semanas que se completam. Por isso falo de hábito e que planejamento é dinâmico. Às vezes será preciso mudar aqueles cinco passos iniciais que foram definidos antes.

2. A mentalidade: precisamos revisar nossa forma de pensar, pois dessa forma nos abrimos a novas formas de se ver e de ver o mundo. O que pode ser divisor de águas na própria transformação e alcance dos objetivos. Você já deve ter ouvido falar em crenças produtivas (que nos ajudam a alcançar os objetivos) e crenças limitantes (que nos atrapalham). Ter consciência delas é um passo importante para transformá-las.

3. As competências: cada ocupação requer conhecimentos, habilidades e atitudes diferentes. Para o que você faz hoje, o que precisa desenvolver? Nesse ponto, também é importante reconhecer seus pontos fortes para direcionar ações. 

4. Cuidado Pessoal: não somos robôs. Todos os dias precisamos dar passos em direção ao nosso cuidado como pessoa e prezar pelo bem-estar físico e mental. Alguns hábitos como cuidar do sono, alimentação, saúde mental, exercício físico, atividades de lazer, fazem parte disso. 

5. Propósito e Valores: muitas vezes a falta de clareza sobre esses pontos faz as coisas perderem o sentido. Por isso, sempre renovar o por que e pra que fazer determinado projeto, ajuda no foco e motivação. 

Pra se renovar, é necessário tempo de reflexão. Como você tem se renovado no caminho? 

Para finalizar, considerando todos esses pontos, como líder, que mudanças poderia fazer para alcançar novos resultados com o time? Desejo sucesso e muita transformação!

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Nó desfeito – aprendizados da escalada

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A experiência de viver algo diferente, sair da rotina e aprender algo novo – seja esporte, música, dança… – é transformadora. O que você  já pensou em fazer, mas ainda não fez?
Recentemente, um cliente escreveu um texto tão bonito sobre sua experiência com a Escalada, que pedi pra compartilhar. Ele descreve seus medos, superações e aprendizados. Quem sabe pode te inspirar?
NÓ DESFEITO
Iniciei um curso de escalada, pois queria ampliar meus horizontes, fazer algo diferente que proporcionasse contato com a natureza… acabei por me deparar com a minha própria. Medo de altura? Já tive. O medo te afasta de coisas ruins, te alerta sobre os perigos, porém te inibe. Nem sempre bom. Superado, o suficiente. Pois bem, iniciemos: face à pedra, instruções claras, dia bonito, vista linda e o objetivo lá no alto. Mão aqui, pé ali, não foi dessa vez. Tenta diferente, mão ali pé aqui. Ainda não. Face ao desafio, à dificuldade. Se esforça, transpira, para, pensa. Evolui e supera. Aprende a encontrar um caminho, uma alternativa, a entender que é um aprendizado, uma evolução que tudo na vida passa e que sempre é possível se superar. Satisfação. Novo dia, novo desafio, na mente e na mochila tudo pronto para que, da mesma forma se vença. Confiança e ansiedade. Estica a perna, apoia a outra, agarrão à vista, só mais um pouquinho… queda.
Por que? Tenta, sua, mais para à direita e não sai do lugar. Duas, três, quatro vezes. Sucesso! Alívio, pois o mais difícil foi superado, basta seguir em frente. Sobe um pouco, mais à direita, não falta muito. Mão aqui, pé ali, não foi dessa vez. Tenta diferente, mão ali pé aqui. Ainda não. O tempo passa, não há agarras, não há apoio. Cansaço, suor, tensão…medo. Medo? Sim, aquele que não foi superado. Corda segura, apoio. O risco da queda quase inexiste. O sentimento que corre é o medo do fracasso, de não encontrar aquele ponto de apoio tão importante que te levará adiante, a atingir o objetivo. Não vou conseguir, não há saída, não há meio, penso. O corpo se retesa cada vez mais. Não há preparo que suporte por tanto tempo. O peso do corpo na ponta dos pés, os olhos percorrem a parede,  qualquer tentativa parece válida, mas fracassa e parece que se passa uma eternidade. Ouvidos atentos às orientações, às palavras de apoio.
Tenta-se o óbvio, o diferente, até o que se sabe que não é possível. “Isso, garoto!”, ouço lá de cima. Não sei o que aconteceu, como aconteceu, apenas sinto um alívio, correndo por todo o corpo, aquela tensão se esvaiu e o caminho, de repente, é possível. Poucos segundos e tudo fica para trás. O caminho ainda é longo, tortuoso, sempre íngreme, claro. A descoberta, acima descrita, leva um tempo a ser compreendida, lapidada e internalizada como uma transformação. Um novo sentimento catalisador de uma mudança ou, ao menos, da necessidade de tal. Todo obstáculo é transponível, a força, seja mental, física ou espiritual de cada um dita a dificuldade, o tempo e o esforço necessários. Pode-se levar a vida toda, o essencial é não desistir. Nada será como antes”.  Renato Jacometti
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Career Planning – passos práticos para crescer em sua carreira.

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Quais são os passos práticos para crescer profissionalmente? Como planejar minha carreira? Quais são as minhas motivações profissionais? São muitas perguntas, que podem nos ajudar a criar uma trajetória profissional mais satisfatória e que faça sentido. Para pensar em carreira, é preciso olhar para si e olhar para o mundo lá fora também. Quando exercemos um trabalho, estamos transformando uma realidade – a nossa e a de outras pessoas.

Pensar sobre a carreira, é um misto entre sonhar, e considerar a realidade. É necessário compreender o tempo, e ter a noção (e empenho) de fazer o seu melhor. É saber que cada um tem uma história única, e se comparar com os outros, tira a sua força de ser quem você e de reconhecer suas conquistas pessoais. Todos nós temos um legado a deixar. Pensar na própria carreira e na forma como se relaciona com o trabalho, é estar disposto a fugir de padrões. É preciso pensar e sair do automático, para não correr o risco de viver toda uma vida em uma direção que não fez sentido. É possível fazer escolhas. Na verdade, consciente ou inconscientemente estamos fazendo escolhas. Então este é o convite para pensar de forma mais consciente sobre elas.

Separamos cinco passos práticos para crescer na carreira. Não crescer de qualquer jeito, mas de um jeito que realmente traga realização.

1)    ESTABELEÇA SEUS OBJETIVOS

Ter objetivos é fundamental, para poder fazer escolhas coerentes e desenhar o caminho a percorrer. Os objetivos são um norte. Objetivos te ajudam a olhar pra frente e lutar por uma nova realidade. Há um efeito em nossa mente quando temos claro o que queremos alcançar. Sabe quando você está em um lugar, e decide quer ir pra outro, e então coloca no Wase o destino ou mesmo diz para o motorista para onde quer ir? É preciso pensar no destino. A partir disso, você escolhe os caminhos e os recursos necessários. Falando especificamente de carreira, é muito importante explorar as possibilidades existentes – das mais ousadas, às mais simples de alcançar. Pare para pensar:

  • Daqui a 10 anos, o que você gostaria de estar fazendo profissionalmente? Onde gostaria de estar?
  • O que te faria se sentir realizado em 1, 3 e 5 anos? O que é sucesso pra você?

As respostas nem sempre estão prontas, mas podem ser construídas ao longo do tempo, considerando inclusive o segundo passo, que é o Autoconhecimento.

2)    CONHEÇA A SI MESMO

Este tema é muito amplo e profundo, mas vou deixar aqui algumas perguntas para reflexão, considerando três componentes muito importantes para desempenhar bem em uma ocupação profissional: Interesses, Forças e Valores e Propósito.

Quanto mais dedicamos tempo em uma atuação que tenha conexão com as respostas das perguntas abaixo, maior a chance de ser bem-sucedido naquilo. Isso tem a ver com a nossa atenção. No livro do Daniel Goleman, “Foco”, ele fala sobre isso“A nossa capacidade de atenção determina o nível de competência com que realizamos determinada tarefa” (pág. 25). Por isso, se conhecer e saber o que mais prende a nossa atenção, é uma estratégia.

Interesses: 

  • O que você gosta de fazer?
  • Sobre quais assuntos você gosta de conversar?
  • Que atividades te fazem perder a noção do tempo (por se sentir muito bem ao fazê-las)?

Forças: 

  • O que você faz bem?
  • Quais são suas habilidades?
  • Qual impacto você gera em seus círculos de convívio?
  • Que talentos você percebe que tem?
  • O que pessoas próximas te dizem ser suas principais qualidades?

Valores e Propósito: 

  • Quem te inspira? Por quê?
  • O que você valoriza, em sua vida?
  • O que você valoriza no trabalho?
  • O que você quer gerar no mundo?
  • Que legado você quer deixar?

E, por fim, quais são possibilidades de atuação profissional que mais tem relação com quem você é? Anote e pesquise sobre elas!

3)    CULTIVE RELACIONAMENTOS POSITIVOS 

Eu não consigo dissociar meu crescimento profissional, das pessoas que conheci ao longo do caminho. Em todo nosso trajeto, influenciamos e somos influenciados. Construir relações sinceras, verdadeiras, contribuir com o outro de alguma forma, gera confiança e cria conexões que você leva para a vida. Por isso, pense na forma como se relaciona com as pessoas. Pense quais são as pessoas que você quer manter em seu caminho. Pense em como influenciar para que seus relacionamentos sejam mais positivos. Pense também a quem você pode comunicar seus objetivos mais abertamente e que inclusive pode pedir ajuda. E ofereça ajuda às pessoas, colabore com o crescimento de outras pessoas.

4)    BUSQUE SEMPRE APRENDER E SE DESENVOLVER 

Pessoas que crescem na carreira, constantemente, estão aprendendo e se desenvolvendo. Uma palestra, um curso, terapia, coaching, mentoria, conversas com amigos, livros… são tantas formas possíveis! Precisamos ter a mentalidade de crescimento, que é aquela mentalidade que acredita no esforço, no processo, que não é imediatista, mas acredita na construção. Que tem a crença de que pode ser diferente, e melhor. Sempre temos algo a desenvolver como pessoas e profissionais. Talvez se você não consegue enxergar sozinho o que seria, peça feedback. Pense agora, então, quais são seus principais pontos de desenvolvimento para crescer em sua carreira?

5)    TENHA SEU PLANO

Algumas pessoas se perdem no caminho, por uma série de motivos. Por isso, é importante ter um plano. Ou seja, considerando todas as reflexões, pense nas estratégias para alcançar seus objetivos. O plano pode mudar e se renovar (provavelmente irá). Mas ele te ajudará a ser mais focado e também a reconhecer seus avanços ao longo do caminho. Coloque no papel ou no computador – quais são seus objetivos? Quais serão os passos para alcançá-los? E crie uma organização em sua agenda para efetivá-los. Lembrando sempre de checar pelo menos semanalmente (o macro), revisando diariamente a lista de to dos.

*Esse é um resumo da Live que fiz com minha parceira Graziela Teixeira – obrigada, Gra, pela construção!)

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A escolha do Estilo de Liderança

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Quando eu era adolescente, fiz um curso técnico em Administração e uma das aulas que nunca me esqueci, foi sobre Modelos de Gestão de Pessoas. Aprender sobre as diferentes formas de liderar, foi algo marcante pra mim. Naquele momento, descobri que existiam estilos que causavam um impacto mais positivo, no clima e também nos resultados, e que isso era algo que poderia ser aprendido e desenvolvido. O Estilo de Liderança seria uma escolha.

Hoje isso faz parte do meu trabalho – ajudar as pessoas a encontrarem seu próprio estilo de liderança e se desenvolverem para serem líderes melhores.

Uma das histórias que mais me alegro em fazer parte é a de uma cliente que buscou o Coaching, justamente para trabalhar essas questões. Quando me procurou, estava há dois anos lidando com um grande desafio – ser líder em uma empresa de serviços, onde anteriormente exercia uma função mais técnica e de “braço direito” do líder principal da organização.

O que a motivou a procurar o Coaching, foi o desejo de mudar a situação em que estava. Ela havia percebido que sua forma de liderar não estava sendo positiva nem para ela, nem para sua equipe. Havia um alto nível de estresse constante, e ela se sentia frustrada com os resultados que obtinha. Sentia que não tinha nem o respeito, nem o comprometimento da equipe, e não via uma saída. Mas ela estava motivada a buscar uma solução e se transformar.

Um ponto importante a comentar é que ela tinha como referência anterior, um modelo de gestão mais coercitivo, daqueles em que o líder “manda e as pessoas obedecem”. Onde a forma de falar e de agir, estão mais relacionadas a um jeito abrupto e em que, às vezes de forma inconsciente, faz as pessoas agirem por um mecanismo de medo. Quando ela se percebeu agindo também assim, quis mudar. Pois dentro dela existia um desejo de fazer diferente: ela acreditava em um estilo diferente de liderança. Acreditava que conversar com as pessoas, escutá-las, compreender suas questões, acolher suas ideias e criar juntos os pontos de melhoria, poderia ser muito mais positivo. Esse estilo de liderança também considera a necessidade de alcançar resultados, mas a forma de gerar maior produtividade na equipe é diferente, pois inclui as pessoas nos processos e busca o melhor delas.

O que posso mudar em mim, para gerar melhores resultados? Como dar feedbacks negativos? Como extrair o melhor da minha equipe? 

Foram estas algumas perguntas que ela se propôs a pensar. E como sabemos, novas formas de pensar, geram novas formas de agir e trazem resultados diferentes.

A mudança que ela teve em si, gerou uma mudança na situação.

Te convido também a pensar nessas questões e observar: Qual é o seu estilo de Liderança? Que marcas você deixa nos projetos e pessoas com as quais trabalha? O estilo de liderança é uma escolha. Não existe o líder perfeito, nem o modelo ideal de gestão. Cada um pode encontrar um jeito e também se adaptar da melhor forma em cada desafio.

Quando somos líderes, há uma escolha a fazer, habilidades a desenvolver. Um bom líder sempre aprende. Ele olha o que passou e se vê diferente. Vê o quanto evoluiu e avançou em suas competências. O ciclo da renovação de pensar, fazer, aprender, desenvolver precisa entrar na rotina. Se a cada dia nós buscamos um estado melhor de ser, podemos transformar nossos contextos e o mundo.

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Bem-sucedido ou realizado – como você se vê hoje?

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Qual a diferença entre ser bem-sucedido ou realizado?

Há pessoas que alcançaram o sucesso profissional, segundo alguns padrões mercadológicos de retorno financeiro, status, nível hierárquico, crescimento de carreira…mas não se sentem realizadas. Pelo contrário, sentem-se insatisfeitas e infelizes. Normalmente, essas pessoas nunca pensaram onde realmente gostariam de chegar, o que valorizavam, a forma como gostariam de viver, pessoal e profissionalmente. Algumas pessoas até começaram a descobrir coisas importantes sobre si, mas não tiveram a decisão de avançar em sua busca por mais sentido.

É claro que é possível ter sucesso e ter realização ao mesmo tempo. Esse é o estado desejado, certo?

O conceito de realização que trago nesse texto é: sentir satisfação ao conseguir tornar reais verdadeiros sonhos e objetivos. Não, não é o papo da vida perfeita. Mas, de uma vida real, consciente, que tem coisas boas e ruins, mas que faz sentido.

E para alcançar a realização é fundamental ter autoconhecimento em alguns tópicos como: Identidade, Forças e Habilidades, Propósito e Valores, Visão de futuro. Compartilho com você algumas ideias que podem ajudar nessa reflexão!

IDENTIDADE:

É o conjunto de características singulares, próprias, que nos tornam únicos. Pare para pensar:

  • Quem é você?
  • Como é sua forma de pensar e agir?
  • Se eu te pedisse para se descrever, o que você diria sobre você?

Essas são perguntas profundas e muitas vezes difíceis de responder. Não desista de pensar sobre elas por esse motivo. O autoconhecimento é um processo que vai acontecer por toda nossa vida. Mas ele precisa ser intencional.

Uma pergunta muito comum que escuto é: “é possível mudar quem somos?”

Acredito que todos temos uma essência invariável que diz “esse sou eu”, a nossa marca pessoal, que nos diferencia de todos os demais. Assim como a nossa digital é única. Não há sequer um ser humano igual, nem mesmo os gêmeos, que vão se transformando logo após nascerem. Temos características muito próprias que são resultado de nossa genética e experiências.

Vamos nos formando ao longo de nossas vidas e aqui está uma questão chave: por mais que o nosso desenvolvimento maior e mais veloz ocorra na infância e adolescência, nosso cérebro nunca para de ser modificado. Ou seja, podemos ser transformados. Cientistas de antigamente acreditavam que nosso cérebro era imutável, inalterável. Descobertas atuais da neurociência dizem que temos a capacidade de desenvolver novos hábitos e comportamentos. Como? Com atenção direcionada, repetição e prática.

Ou seja, você pode refletir e fazer escolhas, diante dos propósitos e objetivos que queira alcançar. O processo de transformação é o que ocorre entre quem sou hoje e quem eu quero me tornar. Esse processo requer reflexão, autoconhecimento, formação de novas ideias. A partir disso, novas ações e comportamentos.

Gosto muito dessa frase pois representa bem o sentido expresso acima: “A mudança dos seres, não contraria o princípio da identidade, já que representa apenas a atualização da potência nela contidas.” Aristóteles

Quero propor para você um exercício que chamo de “autobiografia”. Ele pode te ajudar a reconhecer aspectos importantes em sua trajetória.

 Exercício Autobiografia:

Pense sobre sua infância, Adolescência até chegar na idade adulta:

  • Quais foram os principais acontecimentos?
  • Que influências você recebeu das pessoas com as quais mais conviveu?
  • Quais foram os valores e a cultura aprendidos?
  • Quais foram as principais mensagens que te disseram que você considera terem tido impacto?
  • Qual o impacto disso na forma como você pensa e age hoje?

 FORÇAS / HABILIDADES

O que você faz bem? É comum, em atividades em grupo ou atendimentos individuais, as pessoas encontrarem dificuldades para responder essa pergunta. Algumas pessoas só enxergam o outro como alguém a ser admirado. Ou ficam constrangidas por falarem de si. Esse é um exercício de se reconhecer e se valorizar. O que é bem diferente de ter uma atitude arrogante e prepotente. É quase como pedir que você note a si mesmo, que você enxergue seus pontos fortes e qualidades.

Você pode ter uma capacidade natural, ou seja, um talento, para algo e também pode ter desenvolvido uma habilidade ao longo de sua vida.

Deixo aqui um desafio: anote agora, três pontos positivos que enxerga em você. Você também pode perguntar para seus amigos, família, pessoas de confiança, o que eles enxergam. A partir disso, você pode perceber: o que as pessoas falaram em comum? Reflita sobre isso. Não tenho a menor dúvida, de que você tem qualidades e que se reconhecê-las, mudanças poderão acontecer em você.

Quais os benefícios de reconhecer pontos fortes? Ajuda aumentar a segurança e autoconfiança. É importante para fazer escolhas e descobrir a direção a seguir, seja na vida pessoal ou profissional e, consequentemente, obter melhores resultados.

VISÃO DE FUTURO

Até aqui focamos em falar sobre quem você é hoje. Retomamos questões do passado e olhamos para o presente. Mas, parte do autoconhecimento é pensar onde você quer chegar. Visualize o futuro que quer construir! Fazer isso, é criar uma visão que vai te nortear em suas ações no presente. Não podemos controlar muitas coisas, é verdade.  No entanto, sem definir objetivos, o que acontece? Você vai para onde as situações, pessoas, demandas te levarem. Isso pode ser arriscado quando falamos de realização. Pois, você pode acabar vivendo sonhos que não eram seus e não sentir satisfação ao reconhecer onde chegou.

  • O que te faria se sentir realizado, em 1, 3 e 5 anos?

Quero te ajudar a pensar um pouco mais sobre isso. Pare por um instante e reflita:

  • Quais são seus sonhos?
  • O que você quer que seja diferente em sua vida no futuro?
  • O que quer ter alcançado?

Não coloque limitações para responder essas perguntas. Deixe vir em sua mente e coração as respostas.

Talvez ao pensar nisso, venham algumas barreiras e emoções negativas, mas se esforce para continuar o processo e responder o que realmente quer. Se preciso, busque ajuda. Lembre-se que estamos falando de algo novo, um futuro a construir. Algumas pessoas não crescem profissionalmente naquilo que querem, pois não conseguem definir opções do que querem alcançar. Ao pensar no futuro, é importante deixar a imaginação e coração te levarem, a parte de estruturar e colocar em planos reais, vem depois disso. Vamos por partes. Destaco aqui as palavras Imediatismo x construção. Quero que guarde isso. Estamos imaginando o prédio a ser construído, o que queremos ter nele, como ele vai ser. Depois, vamos pensar nos recursos, estratégias, passos práticos. E um prédio não se constrói de um dia para outro. Esse é um processo que pode levar tempo.

Importante: se o que te atrapalha de pensar nisso são experiências passadas, te convido a pensar que recomeçar é um sinal de força, não de fraqueza. Recomeçar de um novo jeito, com novas estratégias, até mesmo, em alguns casos, adaptando o que se quer alcançar. Ao invés de desistir, por se apegar aos erros, falhas, dificuldades. Importante é avançar e para isso ajustar o plano conforme novas informações aparecem no caminho. Então, volte-se às perguntas acima e foque nelas, se necessário por alguns dias, ou o tempo que for preciso.

Enquanto você vive o hoje e olha para o futuro, te convido a pensar em duas coisas importantes: propósito e valores.

PROPÓSITO E VALORES

Gosto de pensar propósito a partir de duas perspectivas: um Propósito maior, relacionado ao sentido de sua vida, à sua existência. Esse propósito está relacionado com seu papel aqui na Terra. Qual é a sua missão? Ele vai nortear as escolhas mais profundas em sua vida. Por que você faz isso ou aquilo? Por que está indo nessa ou naquela direção? A conexão com o Propósito impacta sua motivação e foco. Por mais difícil que algumas situações sejam, quando você tem isso claro, segue adiante. Neste sentido, vale pensar:

  • Que propósito você acredita ser seu?
  • O que te move?
  • O que te inspira?

E a segunda forma de pensar propósito, tem mais relação com ações cotidianas. Você se propôs a fazer uma atividade e pensa: qual o propósito disso? É um propósito mais ligado à ação, enquanto o anterior, é mais ligado à sua existência. Claramente, é importante que seus propósitos diários estejam relacionados com o propósito maior. Lembre-se, portanto, qual a finalidade de suas ações diárias.

Conectado a isso, você pode pensar sobre seus valores. Os valores dão forma a como realizar suas ações e tomar decisões. Como você quer viver, se relacionar, alcançar seus objetivos.

  • O que tem valor para você?
  • O que você valoriza em sua vida e seu trabalho?
  • Do que você não abre mão em sua forma de ser e agir?
  • O que você quer gerar nos ambientes em que participa?
  • Quais valores estão norteando as principais decisões da sua vida?

Separe uns minutos para pensar.

E, então, o quanto você se sente hoje quanto a ser bem-sucedido ou realizado?

Continue sua reflexão e observação diária e aos poucos, mude de direção, se necessário.

Encontrar nossa essência e viver coerentes com o que acreditamos e valorizamos, nos traz uma paz e certeza de estar no caminho certo, mesmo com dificuldades.  E isso, não tem preço.

Patrícia SchuindtBem-sucedido ou realizado – como você se vê hoje?
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Reflexões de Carreira – porque não devemos seguir certos conselhos

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Lembro-me bem de um dos conselhos que não segui, na época em que estava no colegial, prestes a escolher meu curso de faculdade. Uma professora muito querida e alegre – das melhores que já tive – me disse com boa intenção:

 – “Faça Biotecnologia, é a profissão do futuro!!!”.

 Apesar de toda força que ela colocou naquele conselho, pautada no que via como boas oportunidades profissionais futuras, no meu interior eu tinha um claro “não é isso que quero fazer, independente de ser ou não uma ótima oportunidade de mercado…quero fazer algo que tenha realmente a ver comigo”.

 O conselho dado estava totalmente focado em oportunidades externas do mercado, sem considerar outros fatores importantes para a escolha de uma carreira.

O fato é que, se eu seguisse aquele conselho de fazer Biotecnologia, eu estaria totalmente desconectada de quem eu sou, do que gosto, do que faço bem, de meus propósitos e interesses. Inclusive, depois tive a oportunidade de conhecer pessoas que cursavam Biotecnologia na faculdade onde estudei e pude concluir – definitivamente, aquilo não era pra mim! Era para outras pessoas, com outras habilidades, outros sonhos, outros interesses.

Apesar de não ter clareza exata do que queria naquele momento, alguns sinais e experiências me indicaram que boas opções para mim estavam entre Psicologia, Pedagogia, Administração e Música. Que difícil decidir! Continuei meu processo de investigação – busquei informações e autoconhecimento – até que optei por cursar Psicologia! Uma feliz escolha para mim, graças a Deus!

Escutar outras pessoas – suas ideias, conhecimentos, opiniões, é um ato inteligente e que pode trazer possibilidades antes não pensadas! Mas, seguir o que uma pessoa te diz para fazer, em qualquer área de sua vida, sem acessar o que realmente é importante para você e sem considerar diferentes possibilidades e informações, pode ser um grande erro. Como diz em Provérbios de Salomão, os conselhos / os conselheiros (atenção para o plural), são importantes fontes de sabedoria e segurança.

Para finalizar, aproveito para compartilhar  uma reflexão com você que está planejando sua carreira e quer tomar novas decisões.

 Você pode pensar em cada opção de atuação que está em dúvida e responder (busque informações!):

  1. Projeção de carreira – onde posso chegar?

  2. Qual a Rotina (horários flexíveis ou não, carga horária, dinâmica diária?)

  3. Qual é a atuação (ocupação, atividades e responsabilidades?)

  4. Como é o Ambiente de trabalho (que tipo de instituição, pessoas que vou lidar?)

  5. Qual o Retorno financeiro (qual a possibilidade de ganho imediato, médio e longo prazo?)

  6. Que Investimento precisarei fazer (tempo e dinheiro: fazer um curso, graduação, aporte em dinheiro?)

  7. Quais os Riscos dessa escolha (estou disposto a assumir?)

  8. Está alinhado aos meus valores, forças, propósito de vida, identidade?

Patrícia SchuindtReflexões de Carreira – porque não devemos seguir certos conselhos
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Uma atitude fundamental para a mudança verdadeira

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Assumir e confessar verdades a nosso respeito (para nós mesmos e para pessoas de confiança) é um passo fundamental para a mudança.

Conhecer nossos próprios pensamentos, repensar atitudes, saber forças e fraquezas, pode alavancar e deixar fluir nosso potencial. Pode trazer melhorias para os relacionamentos, desempenho, crescimento…Enquanto o nosso foco está em culpar o outro e em encontrar dezenas de justificativas diante de algumas situações, deixamos de analisar sinais e informações importantes a nosso respeito.

Sim…mudar essa mentalidade dá trabalho e pode ser difícil, especialmente no começo, mas os resultados da transformação valem a pena, não somente no curto prazo, mas para a vida toda. Depois que você tem insights, muda comportamentos e testa outras formas de ser mais coerentes com seus valores e o que quer construir no futuro, observa que a autoanálise e o autoconhecimento valem muito a pena. ‪#‎pareparapensar‬‪#‎saiadoautomático‬

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Saia do Piloto Automático e Transforme seu futuro.

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Entenda o impacto de seu Modelo Mental e de suas Crenças no Futuro que você quer construir. Quais são seus pensamentos sobre si mesmo, sobre seus Relacionamentos, sobre sua Carreira, seus Sonhos e objetivos? Seja um observador de si mesmo e transforme sua mente para alcançar o que é importante pra você

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3 motivos pelos quais é importante se conhecer.

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Quais são os benefícios do autoconhecimento? O que muda quando nos conhecemos melhor? Não é a toa que esse tema seja tão citado por pessoas que trabalham com desenvolvimento…ele impacta no presente e no futuro – que está em construção exatamente agora. Aproveite pra refletir! Veja o vídeo:

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