Sobre momentos decisivos – Preparar, focar e fluir.

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Um jovem se preparava para um teste importante para ele e conforme a data ia se aproximando, mais o nervosismo tomava conta. O desespero começou a bater à porta: “será que vou conseguir me sair bem? Será que vou conseguir?”.

Após um tempo de reflexão, ele chegou à conclusão de que precisava acreditar mais em seu potencial de ser aprovado, após tanta dedicação “É por ali que eu tenho que passar e ali que quero fazer o meu melhor”. E do que precisaria para fazer o seu melhor? “Estar ali de corpo e alma”, disse ele.

Essa mudança de foco de “será que vou conseguir me sair bem” para o foco de “mergulhar no momento e no que poderia fazer de melhor”, foi poderosa, pois quanto mais presente e conectado ao momento que se vive, maior a chance daquilo ser bem feito.

 “A nossa capacidade de atenção determina o nível de competência com que realizamos determinada tarefa” (Daniel Goleman, no livro “Foco”, pág. 25).

Se ele ficasse pensando no que poderia dar errado, sua concentração estaria prejudicada e a atenção dividida – ao invés de mergulhar no momento e em fazer o seu melhor, poderia mergulhar nas incertezas, inseguranças, ansiedade, o que poderia trazer um impacto negativo em seu desempenho.

 Para momentos desafiadores, nada melhor que o preparo consistente (estudos, práticas, treino), pois assim, o nosso cérebro constrói uma rede de caminhos e incorpora aquilo; mas “na hora do jogo” é simplesmente jogar. É como dizer: “deixe seu cérebro trabalhar automaticamente por você. O esforço consciente e intencional você já fez, deixe fluir o preparo anterior”.

Goleman cita no mesmo livro: “O córtex motor, que num atleta experiente tem esses movimentos profundamente gravados em seus circuitos graças a milhares de horas de treino, funciona melhor quando funciona sozinho. Quando o córtex pré-frontal é ativado e começamos a pensar em como estamos nos saindo – ou pior, em como fazer o que estamos fazendo, o cérebro entrega parte do controle a circuitos que sabem pensar e se preocupar, mas não sabem como realizar o movimento em si. Seja nos 100 metros, no futebol ou no beisebol, esta é uma receita universal para tropeçar (Daniel Goleman, no livro “Foco”, pág. 36).

Mais pra frente o autor explica que isso acontece para outras atividades em nossa vida. Ou seja, para evitar “tropeços” como ele cita, é preciso se preparar, manter-se concentrado e ao mesmo tempo deixar fluir tudo que foi aprendido até ali.

Lembre-se também de trazer à mente aquilo que te dá confiança e segurança, pois assim, as ações serão mais inteligentes e eficientes.

No que você acha precisa se desenvolver mais – em sua preparação ou no autogerenciamento de suas emoções em momentos de pressão? Comece hoje a buscar seu desenvolvimento!

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Por que procurar um Coach?

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O que move muitas pessoas hoje em dia a procurarem o serviço de Coaching é a busca pelo desenvolvimento, alcance de objetivos e o desejo de obter mudanças, na vida pessoal e/ou profissional. Mas, o que faz o Coaching ser uma ferramenta tão poderosa e eficaz hoje em dia?

Acredito que um dos aspectos que contribuem para o sucesso do Coaching, seja a parceria e a interação entre o Coach (quem conduz o processo) e Coachee (o indivíduo foco), durante o processo.

Amparado por um método objetivo e estruturado (com começo, meio e fim), o Coach busca facilitar a reflexão, trazer conscientização e a criação de ações práticas, com foco em fazer com que o Coachee encontre soluções, visualize perspectivas e extraia aprendizados, rumo aos seus objetivos traçados.

Isso ocorre por meio de reuniões periódicas entre o Coach e o Coachee, em um movimento de caminhar de onde está, para onde quer chegar. O Coach busca potencializar no Coachee o reconhecimento de sua identidade, forças, habilidades, valores e pontos a desenvolver.
Outro aspecto muito relevante com relação à efetividade do Coaching está relacionado à ciência da atenção. Em meio a tantas informações externas e sobre nós mesmos, o processo pode ser uma ótima oportunidade para focar naquilo que é importante e avançar na clareza e organização das ideias.

Gosto muito do trecho abaixo sobre a nossa atenção e o impacto da forma como a utilizamos.

“A densidade de atenção descreve o quanto de atenção prestamos ou o número de observações que fazemos durante um período específico. De forma mais simples, quanto mais focados estamos, quanto mais de perto observamos, maior é a densidade de atenção (…) Com densidade de atenção suficiente, os pensamentos e ações mentais do indivíduo tornam-se parte de quem somos, parte de como nosso cérebro funciona, e portanto, desempenham um importante papel na maneira como percebemos o mundo. Em outras palavras, o poder está no foco. Aquilo onde escolhemos colocar nossa atenção muda o nosso cérebro e muda a maneira como vemos e interagimos com o mundo” (artigo intitulado “Neurocoaching – Uma Abordagem de Coaching Baseada na Neurociência”, escrito pelo Coach David Rock, após uma entrevista com o neurocientista Jeffrey Schwartz). 

Para  conhecer como nós da R122 Coaching trabalhamos, entre em contato por email: pschuindt@r122coaching.com.br

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Que atenção você dá a sua atenção?

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A afirmação ao lado foi feita em um artigo intitulado “Neurocoaching – Uma Abordagem de Coaching Baseada na Neurociência”, escrito por David Rock, após uma entrevista com o neurocientista Jeffrey Schwartz.

 

De todo o conteúdo, o que mais me chamou a atenção foi o conceito de densidade de atenção explicado por Jeffrey:

“A densidade de atenção descreve o quanto de atenção prestamos ou o número de observações que fazemos durante um período específico. De forma mais simples, quanto mais focados estamos, quanto mais de perto observamos, maior é a densidade de atenção (…) Com densidade de atenção suficiente, os pensamentos e ações mentais do indivíduo tornam-se parte de quem somos, parte de como nosso cérebro funciona, e portanto, desempenham um importante papel na maneira como percebemos o mundo. Em outras palavras, o poder está no foco. Aquilo onde escolhemos colocar nossa atenção muda o nosso cérebro e muda a maneira como vemos e interagimos com o mundo”.

 

Considero muito impactante o que a atenção representa em nossa vida.

A partir disso, acredito ser válido pensar:

– Em que tenho focado minha atenção?

– Qual o impacto que isso tem sobre mim, meus relacionamentos e o meu futuro?

– No que eu gostaria de focar, mas não estou conseguindo?

– O que eu poderia fazer nos próximos 30 dias com relação a isso?

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