Nó desfeito – aprendizados da escalada

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A experiência de viver algo diferente, sair da rotina e aprender algo novo – seja esporte, música, dança… – é transformadora. O que você  já pensou em fazer, mas ainda não fez?
Recentemente, um cliente escreveu um texto tão bonito sobre sua experiência com a Escalada, que pedi pra compartilhar. Ele descreve seus medos, superações e aprendizados. Quem sabe pode te inspirar?
NÓ DESFEITO
Iniciei um curso de escalada, pois queria ampliar meus horizontes, fazer algo diferente que proporcionasse contato com a natureza… acabei por me deparar com a minha própria. Medo de altura? Já tive. O medo te afasta de coisas ruins, te alerta sobre os perigos, porém te inibe. Nem sempre bom. Superado, o suficiente. Pois bem, iniciemos: face à pedra, instruções claras, dia bonito, vista linda e o objetivo lá no alto. Mão aqui, pé ali, não foi dessa vez. Tenta diferente, mão ali pé aqui. Ainda não. Face ao desafio, à dificuldade. Se esforça, transpira, para, pensa. Evolui e supera. Aprende a encontrar um caminho, uma alternativa, a entender que é um aprendizado, uma evolução que tudo na vida passa e que sempre é possível se superar. Satisfação. Novo dia, novo desafio, na mente e na mochila tudo pronto para que, da mesma forma se vença. Confiança e ansiedade. Estica a perna, apoia a outra, agarrão à vista, só mais um pouquinho… queda.
Por que? Tenta, sua, mais para à direita e não sai do lugar. Duas, três, quatro vezes. Sucesso! Alívio, pois o mais difícil foi superado, basta seguir em frente. Sobe um pouco, mais à direita, não falta muito. Mão aqui, pé ali, não foi dessa vez. Tenta diferente, mão ali pé aqui. Ainda não. O tempo passa, não há agarras, não há apoio. Cansaço, suor, tensão…medo. Medo? Sim, aquele que não foi superado. Corda segura, apoio. O risco da queda quase inexiste. O sentimento que corre é o medo do fracasso, de não encontrar aquele ponto de apoio tão importante que te levará adiante, a atingir o objetivo. Não vou conseguir, não há saída, não há meio, penso. O corpo se retesa cada vez mais. Não há preparo que suporte por tanto tempo. O peso do corpo na ponta dos pés, os olhos percorrem a parede,  qualquer tentativa parece válida, mas fracassa e parece que se passa uma eternidade. Ouvidos atentos às orientações, às palavras de apoio.
Tenta-se o óbvio, o diferente, até o que se sabe que não é possível. “Isso, garoto!”, ouço lá de cima. Não sei o que aconteceu, como aconteceu, apenas sinto um alívio, correndo por todo o corpo, aquela tensão se esvaiu e o caminho, de repente, é possível. Poucos segundos e tudo fica para trás. O caminho ainda é longo, tortuoso, sempre íngreme, claro. A descoberta, acima descrita, leva um tempo a ser compreendida, lapidada e internalizada como uma transformação. Um novo sentimento catalisador de uma mudança ou, ao menos, da necessidade de tal. Todo obstáculo é transponível, a força, seja mental, física ou espiritual de cada um dita a dificuldade, o tempo e o esforço necessários. Pode-se levar a vida toda, o essencial é não desistir. Nada será como antes”.  Renato Jacometti
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Como desenvolver uma habilidade?

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Quem aqui se lembra de quando começou a digitar? Eu me lembro que aprendi na máquina de escrever da minha irmã. Era incrível, novidade. Mas, era um processo lento, digitava devagar, letra por letra, fazendo um esforço grande pra lembrar onde era qual letra…Após muito treino, de repetir letras e palavras e ao longo dos anos ao usar bastante o computador para trabalhos, hoje digito sem olhar as teclas e muito rapidamente. Assim é o desenvolvimento de uma competência. É preciso entender como faz e praticar muito para desenvolver a habilidade. Quando repetimos um processo, nosso cérebro vai aos poucos automatizando. Que competência você precisa desenvolver? Coloque atenção nela, busque conhecimentos e coloque em prática com frequência e dedicação. Você verá que vai evoluir cada vez mais.

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Escolha feita

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Não importa se a escolha foi a melhor.
Porque se foi ou deixou de ser, já ficou no passado.
Importa que naquele momento foi o melhor que poderia fazer – com os dados que pôde observar, com os sentimentos que teve que lidar e com quem você era no momento (não que seja possível deixar de ser o seu próprio ser, mas é possível ser novo a cada dia).

Não importa se a escolha foi a melhor, mas importa o que você aprendeu com ela e como escolhe lidar com as consequências.
É possível pensar – De qual perspectiva posso e quero olhar? O que posso criar daqui pra frente?

Patrícia SchuindtEscolha feita
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