Trabalho – em busca de sentido

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“Katherine Alsdorf […] entende bem essas três buscas: busca de significado para a vida por intermédio de um diploma de faculdade, busca de prazeres e aventura depois de formada, vindo, então, um mergulho quase desesperado no trabalho e na carreira profissional aos 30 e poucos anos, em um esforço inútil de conferir um propósito à vida. Katherine passou a acumular realizações e também prosperidade financeira, contudo tornava-se cada vez mais estressada e até mesmo cheia de amargura […] Suas realizações nunca eram suficientes, e os fartos benefícios nunca eram gratificantes. Como ela mesma explicou: “eu não suportava a ideia de que era tudo sem sentido, assim simplesmente baixava a cabeça e trabalhava mais duro ainda”. Por fim, ela passou a considerar o evangelho de Cristo, porque as filosofias desse mundo não a estavam conduzindo a lugar nenhum. O vazio da vida a empurrou para seu próprio entendimento dessa transcendente singularidade de Deus”. (trecho extraído do livro “Como integrar fé e trabalho”, de Timothy Keller e Katherine Alsdorf)

Esse relato e a leitura do livro, me fez pensar bastante sobre o significado do trabalho e sobre a construção da trajetória profissional de cada indivíduo. Vejo que Katherine representa muitas pessoas que ao mergulhar em uma trajetória profissional ascendente, com compensações diversas, segue por um caminho que hora ou outra trará a pergunta – qual o sentido de tudo isso? Que vida estou vivendo?

Quando fazemos perguntas, precisamos criar espaço para que surjam as respostas. Um respiro. Introspecção. Reflexão. Abertura para escutar e sentir.

Algumas pessoas que procuram o Coaching para pensar em sua trajetória profissional, decidem rever por completo sua atuação – mudam de área, de função, de rotina… Porque no momento de escolher uma graduação e as decisões que tomaram ao longo do caminho, foram guiadas muito mais pelo que o mercado poderia oferecer ou pelos caminhos mais fáceis, do que por aquilo que gostariam de fazer e que acreditavam de fato.

Quando essas pessoas se deparam com suas reais motivações, propósitos, valores, potencial, talentos e capacidades sentem que precisam tomar uma decisão para ter uma vida diferente e decidem arriscar algo novo. Mesmo que com relação ao status social, tenham uma mudança importante.

Outras pessoas, ao se perguntarem se estão “no caminho certo”, descobrem uma nova forma de enxergar e viver o próprio trabalho. Percebem que sua missão de vida está sim conectada ao que já fazem. Mas não tinham consciência disso. E continuam sua trajetória nos mesmos moldes de trabalho, mas com um significado totalmente diferente.

Esse espaço para pensar e fazer escolhas sinceras, permite uma construção diferente de quando se está no piloto automático na carreira. A trajetória ganha um novo sentido.

Retomando um pouco das reflexões trazidas no livro citado, deixo algumas perguntas:

  • Para que serve meu trabalho?

  • Por que faço o que faço?

  • Qual é a minha missão?

  • Quais são meus dons e capacidades? Que escolhas fazer para considerá-los em minha atuação?

  • Qual é o propósito maior do meu trabalho? Meu emprego, organização ou indústria, torna as pessoas e o mundo melhores?

Talvez você não tenha as respostas claras ou talvez as tenha, mas as implicações práticas não são das mais simples e fáceis de lidar.

De qualquer forma, a mudança começa de uma análise atual verdadeira. Parte também de sonhar, ter visão e fé em um futuro diferente. E passa por definir e dar os passos para chegar em um novo lugar.

Nesse percurso pautado em algo maior e em decisões de longo prazo, aprender a lidar com o imediatismo e ansiedade é fundamental.

Vale sempre lembrar: quanto à carreira, não existem caminhos perfeitos, nem somente realização e felicidade constante. Mas existem escolhas que fazem sentido e que compõem a jornada de uma trajetória profissional que vale a pena seguir.

Patrícia SchuindtTrabalho – em busca de sentido
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Encontre o seu sucesso.

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O que é “sucesso” para mim, pode não ser “sucesso” para você, e pode não ser “sucesso” para o outro…
Alcançar “sucesso” é algo diferente para cada pessoa.
Cada um tem aquilo que é sua conquista.
Cada um tem aquilo que o realiza.
Cada um tem sua história.
Cada um tem aquilo que valoriza mais.
Cada um tem aquilo que significa uma superação.
O sucesso significa alcançar algo importante para si. É uma superação pessoal. Embora sejamos tentados a nos conformar a um padrão mais valorizado socialmente, no fundo, só nós sabemos o que nos faz ter real satisfação. No fundo, se não olharmos bem, corremos o risco de nem mesmo perceber que alcançamos o nosso sucesso…que alcançamos algo que para nós foi um grande desafio…Porque vivemos nos comparando com os outros e nos cobrando pelo que ainda falta. Mas o que realmente é sucesso para mim?
Em minha atuação, ajudo as pessoas a alcançarem seu próprio sucesso. E como é diferente de uma pessoa para outra! E como é bonito o processo de autoconsciência para assumir aquilo que é sucesso para si.
Essa semana mesmo, ao checar com uma cliente seus avanços para finalizarmos um processo, fiquei muito feliz. Ela conseguiu em alguns meses, criar um caminho para equilibrar seu papel como mãe e profissional autônoma. Alcançou o que é sucesso para ela.
Para uns, o sucesso significa trabalhar poucas horas fora, para cuidar mais de perto da casa e dos filhos, mesmo que isso signifique um salário mais baixo e menor reconhecimento profissional…
Para outros, sucesso significa uma carreira corporativa ascendente, alto salário, cargos importantes…
Também pode significar ter um trabalho dedicado a causas sociais e não ter grandes retornos financeiros, nem de status, mas grande impacto social.
E por aí vai…são tantas histórias…Tem tantos formatos possíveis…o importante é não se conformar. É parar para pensar nos próprios valores, propósito, possibilidades, naquilo que está disposto e acredita ser importante encarar. Nenhum caminho é perfeito, nem isento de frustrações, preocupações e dias difíceis. Mas pensar no que significa ter sucesso para si, ajuda a encontrar forças e ter satisfação ao observar sua própria história.
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Sobre alcançar objetivos…

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Quando temos algum objetivo a alcançar, inevitavelmente em alguns momentos poderá vir a vontade de desistir da caminhada…Muito esforço, cansaço, desafios que surgem, dificuldades que não eram previstas. Aquela energia inicial e sensação de que conseguiria alcançar, pode ficar mais distante…

Neste momento, é importante olhar e reconhecer o processo. Será que o imediatismo está dominando? Queria chegar mais rápido e mais fácil?

É importante também ser honesto e pensar: qual a relevância de alcançar aquilo?

Se for algo ainda muito importante, que trará realização na linha de chegada, encontre sua forma de renovar a mente e energias.
Trace novos planos e estratégias. Fale com outras pessoas…faça o que pode fazer, mas continue sua caminhada rumo àquilo que é importante pra você. Tudo o que fazemos ou deixamos de fazer tem consequências. Lembrar-se disso nas atitudes diárias faz diferença.

(créditos imagem: tirachard Freepik)

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Objetivos e futuro – a clareza que precisamos.

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Quais são seus objetivos para os próximos 1, 3 e 5 anos?

Ao escrever essa pergunta, fico curiosa para saber sua reação…A relação que as pessoas estabelecem com metas e objetivos, me chama muito a atenção.

Me deparo com uma grande quantidade de pessoas que em um primeiro momento não têm clareza sobre onde gostariam de chegar daqui a 1, 3 e 5 anos…

Algumas pessoas acham isso (estabelecer objetivos) uma perda de tempo, porque nada é previsível…”é melhor deixar as coisas acontecerem, vou agindo conforme o momento e oportunidades”.

Outras pessoas até sonham com o que gostariam de alcançar lá na frente, mas ficam no campo da imaginação e não fazem nada na prática. Quando percebem, o tempo passou e nada ou muito pouco foi feito…E isso vira uma bola de neve ao longo dos anos…Insatisfação, falta de realização, ansiedade, angústia…

E ainda, há pessoas que não conseguem, no momento atual, imaginar o que realmente querem. Estão “travadas” no presente e passado. O futuro não é algo convidativo, simplesmente ele chega e pode ser bom ou ruim. Muitas dessas pessoas tiveram alguma frustração, um “fracasso”, momentos difíceis e ainda levam consigo esses significados negativos das experiências vividas – “não sei se quero colocar um objetivo profissional, pois já sonhei muito, com plano A, B, C e nada aconteceu…”

No processo de Coaching, logo nas primeiras reuniões, meu papel como Coach é ajudar as pessoas a definirem objetivos e sua visão para o futuro, pois a metodologia pressupõe que isso é importante para que possamos direcionar nosso pensamento, ter insights, ações e avançar rumo ao alvo. Conforme vou ajudando meus clientes e refletirem sobre seu futuro, vamos aprofundando as questões e desafiando a forma de pensar para encontrar possibilidades.

Considerando a dificuldade de algumas pessoas estabelecerem e lidarem com seus objetivos, escrevi sete pontos de reflexão, com o intuito de ajudá-las enxergar novas perspectivas.

  1. Ter objetivos é ter um norte e se movimentar a partir disso. É olhar para o futuro e direcionar o presente. É como quando estamos em um lugar da cidade e decidimos ir para outro. A decisão de “para onde ir”, vai ajudar a pensar no como, quanto tempo, no custo…E aí, se for um lugar onde realmente queremos ou precisamos chegar, vamos agir com foco nisso e fazer escolhas para este fim. E quando temos foco, as coisas acontecem.
  2. Ter objetivos facilita dizer não. Quando você sabe onde quer chegar e o que tem valor para você, é mais fácil fazer escolhas todos os dias, na vida pessoal e profissional. A famosa dificuldade de dizer não, é amenizada. Não que seja fácil, especialmente para algumas pessoas, mas o motivo para dizer sim ou não estará relacionado à construção que está fazendo. Se pensar com frequência – “qual o motivo de fazer isso ou aquilo?” e lembrar com clareza de onde você quer chegar e quem quer ser, suas decisões serão mais simples, pois os limites já estarão mais claros. Daí a decisão é parar para pensar, sair do automático.
  3. Alcançar objetivos fica mais fácil dependendo das pessoas que caminham com a gente. Sim, as pessoas com quem decidimos caminhar, impactam em como vai ser a nossa caminhada e isso faz toda diferença, pois alcançar objetivos é um processo, com muitas variáveis. Essa é uma das coisas que mais acredito…Em várias teorias da psicologia e em histórias que conheço, o impacto de palavras e do cuidado de outras pessoas é significativo. Se você caminha com quem te apoia, te suporta, compartilha a vida, incentiva, terá muito mais chances de persistir em dias difíceis – especialmente se essa pessoa é importante pra você ou uma referência. Ter quem te escuta, facilitar a criatividade e ajuda a encontrar soluções que achava não ter respostas. Além disso, quantas vezes você ficou desanimado e alguém mostrou acreditar em você, no seu plano? Te ajudou a melhorar, reformular, traçar novas estratégias? Que diferença isso pode fazer? Sejamos essas pessoas no mundo. E se você sente que não tem essa rede de apoio que te leva para frente, é hora de conhecer novas pessoas, organizações, criar relacionamentos reciprocamente produtivos.
  4. Um objetivo pode sim ser reformulado e modificado. Eu diria que pode e deve, em algumas situações. Mentes e comportamentos rígidos muitas vezes podem ser a causa do insucesso. Se hoje eu defino um objetivo, é com base no que eu conheço hoje e pode ser que amanhã tenha novas informações, ocorram mudanças internas e externas e aquilo que era muito claro, pode não fazer mais sentido nenhum em outro momento. O processo de reflexão é fundamental, sempre. Não dá para seguir com uma persistência burra, por um caminho que vai te levar onde você não quer mais estar. A grande diferença entre desistir e fazer escolhas é essa – desistir é quando você ainda quer muito alcançar algo, mas por algum motivo, para no meio do caminho. Fazer escolhas é olhar para o objetivo e entender que não faz mais sentido, por isso, qual o problema de reformular o caminho e mudar a rota, a fim de chegar a algo diferente do que imaginou inicialmente? Ter objetivos é um processo dinâmico.
  5. Ao definir objetivos, pense em pequenos passos, atingíveis e específicos. Isso fará toda diferença para alcançar um objetivo maior. É como quando você tem a casa inteira para organizar após uma mudança. Dá para fazer tudo sozinho de uma vez? É importante se perguntar: por onde começarei? Quais são as prioridades? Quais serão os passos para ter a casa toda organizada? A cada ação, você está contribuindo com o objetivo maior. Algumas pessoas travam ao pensar no objetivo maior e não avançam, e não é por falta de capacidade, mas é que por imediatismo e ansiedade, acabam não enxergando etapas necessárias que fazem parte do processo. Enquanto ficam brigando com soluções mágicas, fáceis e rápidas, estão deixando de fazer o que pode ser feito, dentro dos recursos que tem.
  6. Reconhecer os avanços faz toda diferença. Faça o teste. Ao invés de só olhar a lista do que falta fazer, faça listas do que já foi feito e dos aprendizados. Observe e perceba os passos dados, com o raciocínio anterior de que cada passo faz parte do objetivo maior. Isso ajuda a ter clareza de onde realmente está, o quanto já avançou e pode trazer consciência do que precisa fazer diferente. Em contextos onde críticas e cobranças são mais frequentes do que elogios e reconhecimentos, esse é um ato de coragem e gera estados emocionais mais positivos e motivação.
  7. Revisar qual é o seu modelo mental e suas crenças sobre os objetivos é fundamental. O que acreditamos impacta na forma como agimos. Se você frequentemente tem pensamentos de que não vai dar certo, de que não é capaz, de que não vai conseguir, é possível que precise trabalhar crenças mais produtivas e estratégias. Vi muitas pessoas que tinham muito potencial para alcançar o que queriam, só não sabiam disso, pois enquanto se culpavam, criticavam e não acreditavam que algo era possível, deixavam de se enxergar verdadeiramente. Se enxergar verdadeiramente é não ignorar potencialidades e capacidades. É se olhar por inteiro, com valor. Vi pessoas alcançarem coisas incríveis quando mudaram crenças limitantes e usaram suas forças e recursos para se moverem frente aos objetivos.

O que você acha desses aspectos? Pense se faz sentido para você e se tem algo que quer experimentar fazer diferente. A transformação acontece quando saímos do automático e passamos a refletir e agir!

Patrícia SchuindtObjetivos e futuro – a clareza que precisamos.
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Reflexões e ações para vencer os medos.

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Alguns de nossos medos se tornam muito maiores do que poderiam ou deveriam ser.

Qual o medo que você precisa vencer atualmente?

Já ouvi muitos relatos de pessoas que descobriram que o medo que tinham com relação a algo era exagerado, uma espécie de “tortura mental fantasiosa”. Elas diziam que quando paravam realmente para pensar no que era verdade e na capacidade que tinham para enfrentar as situações, o medo reduzia ou “ia embora”. Elas perceberam que que estavam agindo no automático, com aquela reação sem reflexão, que não levava aos melhores resultados.

É muito importante vencer o nosso medo.

Por quê?

Pois se ele nos dominar, corremos o risco de não realizar o que sonhamos e não fazer o que precisamos para que ocorra o crescimento e amadurecimento. Afinal, medo é uma emoção de baixa potência, o que quer dizer que ele nos afasta do objeto causador da emoção.

O que isso quer dizer? Que se eu tenho medo de algo, a tendência é me afastar daquilo, fugir, evitar, ou ficar paralisado, sem ação. É uma proteção. Nos ajuda a evitar perigos, riscos desnecessários e nos defender em determinadas situações, mas em muitos momentos, se o medo não for analisado, questionado e superado, pode nos afastar de nossos objetivos.

Um exemplo: “quero crescer em minha carreira. Para isso, preciso assumir novos desafios em meu trabalho. Tenho a oportunidade assumir a liderança de um projeto. Mas, tenho medo. Deixo meu medo me dominar e digo não. É melhor evitar o erro. Evitar os riscos é mais seguro.”

Então, você se afasta de ações importantes para seu crescimento. E repete isso várias vezes. Chega um momento em que os anos passaram e não está onde gostaria. Porque talvez o medo tenha sido seu guia. E não os seus sonhos, objetivos, capacidades…

Um outro exemplo: “quero fazer boas falas em reuniões, ou em eventos. Mas, quando tenho a oportunidade, fico com medo e “passo a vez”. Me calo. O medo é maior do que a coragem de me expressar.”

Logo, você evita essa situação. Sendo que, para evoluir, o que precisa ser feito é justamente o contrário – você precisa assumir os desafios, se preparar, desenvolver as habilidades necessárias e ir corajosamente fazer o que é importante para você e está relacionado ao seu propósito.

É um tanto complexo – como venço o medo? Agindo corajosamente. Como venço desafios? Enfrentando-os. Não dá para esperar a perfeição, sentir-se totalmente pronto, ter toda sensação que leva a ação. É um trabalho de reflexão e ação consciente. Ter a visão do futuro que quer construir, toda faz diferença.

Em resumo, é um pouco disso:

Tem uma situação desafiadora – eu tenho medo – 2 reações possíveis:

1) Mesmo com medo, me preparo, desenvolvo habilidades e treino para enfrentar corajosamente. Vou para a ação com coragem.

2) Fujo da situação. Evito o risco. Afinal, tenho medo. E se der tudo errado? E se eu fracassar?

Qual tem sido a sua reação frequentemente?

Uma sugestão é mudar a pergunta “e se der tudo errado” para “o que preciso fazer para dar certo?”

Se você tem medo de algo, precisa refletir sobre as variáveis de forma realista e ir para ação com ousadia e coragem, pois há um grande perigo de você evitar situações desafiadoras, mas que são justamente situações importantes para seu crescimento e amadurecimento. Claro que é importante dimensionar, checar possibilidades, bem como lançar-se passo a passo. O que não dá para fazer é ficar estagnado, fugir, evitar desafios pelo medo. Se você der um passo, já saiu do mesmo lugar.

Deixo aqui algumas perguntas para reflexão. Pense em sua situação atual:

– Do que eu tenho medo?

– Quais as causas desse medo?

– O que ele tem a me dizer?

– Por que preciso encarar o medo para buscar meus objetivos?

– Como posso me preparar?

– Quais são as estratégias que vou utilizar para vencer o medo?

Conectar-se com o presente, analisar a realidade e fatos e o que pode efetivamente ser feito e controlado, é um exercício importante para colocar a atenção no lugar certo. Faça isso!

E, pra finalizar, se você não consegue avançar sozinho nessa questão, talvez seja exatamente o momento de procurar ajuda de um profissional. O caminho poderá ser facilitado e o processo se tornará mais forte.

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Eureka – uma mudança que mudou minha vida.

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Um dos principais momentos da minha vida foi quando vim para São Paulo, há exatos 5 anos. Em um dia nublado como esse…A ideia era ficar só 3 meses em um projeto temporário de recrutamento da GNext! Uma empresa maravilhosa, onde descobri pessoas com coração incrível, competência acima da média e ética profissional. Após o término do contrato temporário, tive a oportunidade de ser contratada e permaneci na empresa por quase 3 anos.
Aprendi muito sobre a vida em São Paulo, recrutamento, competências, análise de perfil, negócios, carreira e sobre a vida, além de ganhar grandes amigos.
Nesse período, conheci a ABP (gente, quantas pessoas e projetos incríveis encontrei aqui!), a IBAB (sentimento de pertencer a uma comunidade com bases de fé e prática condizentes com o que eu creio e vivo!), fiz uma transição de carreira para trabalhar com o que era o meu sonho – desenvolvimento de pessoas – o que começou com a alcance do objetivo de fazer a primeira formação em Coaching (uhu) e depois a parceria com a R122 Coaching, onde tive uma super mentora (sou muito suspeita pra falar das pessoas preciosas, parceria, valores e qualidade de trabalho que encontrei aqui! Estamos juntos há mais de 2 anos!) e conheci meu marido (sem palavras, um grande companheiro de vida ♥),

Olhando para isso vejo alguns conceitos na prática:

– As pessoas com as quais você caminha faz toda a diferença para definir a caminhada que você vai ter. Sem dúvidas, eu não estaria onde estou sem o apoio da minha família, amigos e parceiros de trabalho. As pessoas com quem convivo me fazem crescer e aprender todo dia. E me dão apoio quando a caminhada está mais difícil.

– Vale a pena se abrir a oportunidades e sair da zona de conforto. Em todos os sentidos.

– Persistir para alcançar um sonho pode não ser fácil, mas é recompensador. E sim, podem ter momentos de dúvidas, desânimos e conflitos internos, bem como barreiras externas que precisam ser superadas.

– Tudo é um processo. Temos a tendência e ansiedade de querer saber o fim das coisas. Mas a paciência e contemplar a paisagem é fundamental. É isso que faz a nossa história.

– Situações que parecem desfavoráveis, podem trazer um crescimento pessoal e profissional que fortalecerão competências para ir além.

– É preciso reconhecer as forças, facilidades e talentos, bem como desenvolver competências importantes para o trabalho, com muito esforço, sempre restaurando a autenticidade de ser quem é…

Sou grata a Deus pelas oportunidades, pessoas e caminhada até aqui.

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Sequência rumo ao alvo: estagnação – impulso – esforço contínuo

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Quem fez esse desenho foi uma Coachee muito inteligente e criativa, que durante o Processo de Coaching percebeu que:

– No estado inicial, estava parada e não enfrentava as barreiras para chegar no alvo.
– Mas, com o impulso, entrou em movimento, passou pelas barreiras – o que, por vezes, foi dolorido e deu vontade de desistir.
– No entanto, optou por continuar o esforço, e aos poucos as resistências foram diminuindo. Ela passou as barreiras e alcançou seu alvo.

Legenda: A bolinha amarela/laranja é você. Os triângulos pequenos vermelhos/verdes, são obstáculos. A mola é o Impulso. E existe um alvo.
Em que estágio você está?
Qual é o aprendizado que você pode tirar da imagem?

Pra mim fica: sem se mexer, você não vence as barreiras. Com um impulso você avança bastante. Mas é difícil e pode ser machucar. No entanto, com um esforço contínuo você vence os desafios.

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Ter objetivo – planejar – checar

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Tão importante quanto ter objetivos e planejar, é checar o andamento das ações estabelecidas. Essa imagem é bem expressiva e talvez um pouco exagerada quando fala “um pequeno desvio, quilômetros de distância de seu objetivo” (rs) Mas, a mensagem é bem importante em seu sentido.

Checar o andamento do plano é ajustar pequenos desvios que podem ocorrer por diferentes motivos. É muito comum se perder no caminho quando não há reflexão frequente com base no que foi decidido.

Tenha sempre o seu tempo de reflexão e análise.

Se ocorrerem mudanças na rota, que sejam decisões conscientes e não como muitas vezes ocorre: “Quando vi, estava vivendo de forma totalmente diferente do que tinha sonhado” ou “todas as coisas importantes que decidi para esse ano se perderam no meio do caminho, pela correria”.

Então, hoje é sexta-feira! Antes de descansar, que tal olhar o que planejou para sua vida esta semana e analisar:

O que consegui realizar?
O que preciso fazer na próxima semana?
O que me atrapalhou?
Quais estratégias preciso usar para conseguir lidar melhor na próxima semana?

Farei isso agora também.

Ótimo final de semana!
Link original da foto (página da Geração de valor): https://www.facebook.com/GeracaodeValor/photos/a.128321133914176.33759.112820708797552/993835137362767/?type=3&theater

 

Patrícia SchuindtTer objetivo – planejar – checar
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Os 3 pilares para a realização.

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O sol nasce, se vai, a lua vem, você dorme e acorda de novo, com a sensação de que tudo está passando rápido e que não faz o que realmente gostaria ou precisa fazer? Pra onde você está indo? O que você quer alcançar? Como você se planeja e organiza? Quais são as suas dificuldades para fazer a gestão do tempo? Como está sua energia física e mental na maior parte do tempo? 

Essas são algumas perguntas importantes relacionadas aos três pilares fundamentais para alcançar a realização. Veja quais são e reflita sobre eles: 

1) Primeiro pilar: autoconhecimento. Para onde você quer ir? Quais são seus objetivos, propósitos, valores, missão? Qual é a sua identidade, ou seja, quem é você? Suas qualidades, potencial, personalidade? Busque clareza quanto a esses aspectos e mantenha em mente para que sejam a grande base para suas ações. Deixe que as questões importantes para você viver o seu melhor tomem a maior parte do tempo de sua vida. Fazendo isso também fica claro quando e para quê dizer “sim” e para quê dizer “não”. É aqui que você poderá definir suas prioridades.

“Se não decides tuas prioridades e quanto tempo dedicarás a elas, alguém decidirá por ti” Harvey Mackay

2) Um outro aspecto fundamental do Ciclo da Realização é o segundo pilar: Planejamento, Organização e Execução. Aqui o foco é sair das ideias e ir para a prática. O que você já faz que funciona bem e o que precisa mudar? Como você se organiza? Como se planeja? Como é a execução dos planos? O que precisa mudar? busque dicas de especialistas e aplique novas técnicas, sempre consciente de “pra onde quer ir” versus “O que estou fazendo hoje para chegar lá”. Um bom passo é separar um tempo para fazer isso. Tanto para criar o planejamento e se organizar, quanto para checar o que foi feito, reajustar, traçar novas metas. Coloque em sua rotina. Saia da inércia! Esse é um desafio para muitas pessoas. Mas, se não deu certo algo, tente mais vezes ou tente outra estratégia…até você encontrar o SEU jeito ideal de se organizar e planejar. Existem muitas metodologias e técnicas, use o melhor de cada uma pra você. A única que coisa que não pode é desistir (rs) Persista em seus propósitos. 

3) E o terceiro pilar: Cuidado pessoal. Você precisa cuidar de você mesmo para manter uma boa energia física e mental, para conseguir de fato realizar tudo isso na prática. Quais são os hábitos que te fazem bem? Que atitudes precisa tomar para cuidar melhor de você? Como alimentar a sua mente de coisas positivas? Como você pode cuidar de sua saúde?

Conhecer estes aspectos e se autoanalisar, bem como implantar mudanças, é fundamental para realmente sentir-se realizado. Ao mesmo tempo, isso é um processo, que requer dedicação, ações práticas e adaptações diárias.

Dica: Lembre-se também sempre de olhar o presente com perspectiva futura (o que quero ter alcançado daqui 1 dia, 1 mês, 1 ano, 10 anos? E o que preciso fazer hoje para conseguir isso?) – tenha seus objetivos sempre claros e desdobre em metas menores realizáveis (como chegar ao topo da escada através de cada degrau).

Alguns planos e prioridades mudam, mas que seja por decisão consciente e voluntária (às vezes também ocorrem fatores externos incontroláveis), não por desistência, inércia ou falta de comprometimento consigo mesmo.

É como no trânsito: defina onde quer chegar, determine a direção, escolha sua rota, calcule o tempo e, se for de carro, por exemplo, ele precisa estar funcionando bem e com combustível, certo?

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Sua mentalidade é de crescimento?

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Pessoas que tem esse tipo de mentalidade acreditam que se não conseguiram algo, se erraram, podem aprofundar o esforço, persistir, processar o erro, corrigir e mudar.

Não enxergam o resultado negativo como um fim em si mesmo, mas como um “ainda não”. Isso é não ficar preso à “tirania do agora”, mas sim perceber a “curva de aprendizado que nos dá caminhos para o futuro”, segundo a palestra da Carol S Dweck, no TED. Confira o vídeo, vale muito a pena!

Ela conta na palestra um exemplo relacionado à educação, no qual as crianças não tinham um bom desempenho nas notas, por muito tempo, e os educadores criaram turmas com a mentalidade de crescimento, com base no “ainda não” e, então, a situação mudou de forma incrível. É uma transformação do pensamento sobre esforço e dificuldades. E quando pensamento é de fato transformado, os comportamentos também são. Se você busca algo e não alcançou AINDA, se acreditar que pode chegar lá, vai persistir, criar estratégias, melhorar o que for preciso e se esforçar no foco do que quer atingir.

 

E aí fica a pergunta: sua mentalidade é de crescimento? Como você tem enxergado as situações que vive hoje, tanto com relação a você mesmo, quanto com pessoas de sua equipe, seus filhos, pessoas ao redor?

Busque reconhecer em si mesmo e nos outros, as estratégias, a perseverança, o esforço, o progresso, e não somente o fim em si. Aplique esse pensamento do “ainda não” e reflita sobre a “tirania do agora”, mudaria algo pra você?

“Não vamos desperdiçar mais vidas, porque agora que sabemos que as nossas capacidades são capazes de tamanhas melhorias, torna-se um direito para as crianças, para todas as crianças, viverem em lugares que criem esse crescimento, viverem em lugares cheios de “ainda não”.

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