Desafios x estrutura de suporte: construa uma boa equação

No comments

Se você está em um momento desafiador no trabalho e tem desenvolvido projetos e tarefas que não são simples para você, pode estar experimentado certo nível de tensão, medo e ansiedade. É sobre isso que quero compartilhar nesse texto. Tem um aspecto que considero fundamental que é o seguinte:

Quanto maior o desafio a enfrentar, maior é o suporte que você precisa ter, pensando em se sair bem. E esse se sair bem, tem relação com os resultados e também com o próprio cuidado pessoal.

Tem projetos em que nos envolvemos, que já dominamos a maioria das tarefas e desafios. Aquilo já está mais no automático, é mais simples e não gera aquela dose de medo e tensão. Você simplesmente vai e faz. É como quando você já dirige há muito tempo: você entra no carro e vai tranquilamente. Tem muitas ações que você faz enquanto dirige, que com a experiência, nem percebe que está fazendo. Diferente de quando estamos aprendendo a dirigir, não é mesmo? Eu lembro como se fosse hoje quando comecei a aprender a dirigir. Quantas ações a executar, que precisariam ser coordenadas…Sair na rua dirigindo, então, aquele “frio na barriga” e muita concentração!

Todos nós temos as tarefas e projetos que em dado momento são mais desafiadores, exigem uma baita concentração, raciocínio e reflexão para conseguir executar. Essas ações mais complexas para nós, podem gerar certa dose de tensão, justamente porque é um processo de aprendizagem. Faz parte o “frio na barriga”, pensando em processos de crescimento.

Agora, o como você passa por esse desenvolvimento e o nível de tensão, medo e ansiedade, são pontos importantes a se observar: tem gente que vai muito sozinho…E a um custo muito grande de desgaste emocional ou mesmo da velocidade da aprendizagem.

Colocar um bebê de poucos meses em pé, e soltá-lo esperando que firme suas pernas e saia por aí andando, não é uma boa ideia. Certamente, isso é óbvio para você. Existe uma sequência natural, que leva meses, de fortalecimento das perninhas, sustentação do tronco, início da movimentação, ficar em pé sozinho, encorajamento e apoio dos pais, e por aí vai…É todo um processo envolvido. Olhando assim é fácil visualizar a importância da estrutura x o suporte, certo? Ocorre que algumas pessoas vão para desafios gigantes, como esse bebê que não estaria preparado, sem passar pelo processo, e seguem sem ajuda…O que quero deixar como mensagem aqui é justamente a importância de entender e passar pelos processos, construir, ter suporte.

Fica a pergunta: que estrutura de suporte você tem estabelecido para lidar melhor com situações e projetos desafiadores?

Pense e pare para analisar.

Escreva o que você faz hoje e classifique por nível de dificuldade / complexidade para você, de 0 a 5. O que você percebe? Quais dessas atividades geram uma tensão maior ao realizá-las? Que nível de tensão e estresse você tem encontrado em seu dia a dia, de 0 a 10?

Se você identificou que as dificuldades e complexidades são altas, pense: que estruturas você pode criar?

Será que é momento de procurar um mentor? Que é alguém que entende muito do que você está fazendo, e que tem informações e experiências na área, para te ajudar a se desenvolver?

Será que é momento de fazer um curso? Falar com pessoas da área? Participar de algum grupo sobre o assunto? Compartilhar com amigos?

Será que é momento de procurar suporte de um Psicoterapeuta? Para te apoiar em suas questões de saúde mental e emocional?

Será que é momento de procurar um Coach para te apoiar facilitando reflexões, tomadas de decisões e ações?

(Quanto a esses dois últimos, ambos podem facilitar o autoconhecimento e transformações, mas com abordagens, focos e profundidade diferentes. Cabe conhecer e avaliar em seu caso, qual pode ser mais adequado. E em casos em que for possível e necessário, não são métodos excludentes, mas sim complementares).

Tem tantas coisas que podemos fazer para criar uma rede de suporte a fim de passar melhor pelos processos…E o primeiro passo é admitir que é hora de buscar algum tipo de suporte. Que é momento de se abrir e deixar de caminhar sozinho, realizando tarefas difíceis a qualquer custo…

E, para você, que é novo líder, pare para pensar sobre isso com relação a você, mas também pense sobre sua equipe.

Cada pessoa encontrará seu projeto e tarefa desafiadores. Como líder, é seu papel também oferecer o suporte possível. Converse com as pessoas sobre suas tarefas e pergunte a elas quais tem sido projetos e tarefas mais desafiadores. Pergunte o que seria um suporte adequado, que gostariam de receber. Claro que em determinadas situações, não será possível realizar exatamente tudo que será exposto.

Mas acolha, compreenda, escute. E busque meios de atender aquilo que for importante, sempre alinhando e demonstrando seu real interesse em apoiar. Ao fazer isso, por entender essa equação do desafio x suporte, você já estará contribuindo para que o outro não caminhe sozinho. Em muitas situações, oferecer escuta e verdadeiro interesse em apoiar, pode fazer diferença.

Pense, então, em você e em seu contexto: como criar esse ambiente de suporte e colaboração, para equilibrar melhor com os desafios a serem enfrentados?

Patrícia SchuindtDesafios x estrutura de suporte: construa uma boa equação
Ler mais

A coragem de dizer não na carreira

No comments

Esses dias assisti a um filme que se chama “Um homem entre gigantes”. Ele conta a história, com base em fatos reais, de um médico legista, Dr. Bennet Omalu (Will Smith), que fez descobertas muito importantes sobre a relação entre danos cerebrais e o jogo de futebol americano. Ao diagnosticar um severo trauma cerebral de um jogador, e estudando outros casos, ele descobriu ser um mal comum entre os profissionais dessa modalidade esportiva. 

No filme, ficou claro o drama vivenciado pelo profissional, que precisou lutar com grandes instituições esportivas para revelar essa verdade às pessoas. É fácil perceber a complexidade da situação. Uma paixão nacional, que movimenta milhões e, naturalmente, uma trama que envolve interesses, conflitos e a necessidade de uma mudança em um sistema. Quanta coragem foi necessária, pensando no personagem principal, para seguir adiante e ir contra algo tão bem estabelecido, mas que trazia um risco desconhecido àqueles jogadores. No filme fica claro o preço alto que foi pago para ir contra o sistema, em busca de construir algo para o bem dos jogadores e suas famílias. Foi necessário muito esforço, tempo e lidar com impactos na vida pessoal. Isso me faz pensar e admirar muito pessoas com essa coragem. Que demonstram responsabilidade e senso de propósito. 

Mas o que quero destacar nesse texto é sobre escolhas na carreira.

No momento final do filme (pra quem não assistiu, alerta de spoiler), o médico legista que lutou arduamente e venceu sua batalha, recebeu uma proposta de carreira que, falando de ascensão profissional, parecia irrecusável. Era uma posição muito importante nos Estados Unidos, trazia uma mudança e ampliação de escopo e ficava claro que era um reconhecimento que representava um outro nível de atuação.

Mas, ele simplesmente disse não. Ele não aceitou à proposta. Uma surpresa? Por que ele não aceitou? Embora pensando do ponto de vista de mudança de status e ascensão, parecesse perfeito o crescimento, a mudança de escopo, as responsabilidades e a necessidade de mudança de cidade, não estavam alinhados ao que ele gostaria. Ele optou por seguir com os planos que tinha junto à sua família. Para ele, não fazia sentido mudança de função e abrir mão do que eles gostariam de ter como estilo de vida.  

Ele decidiu seguir seu coração e o que era importante pra ele sobre como gostaria de viver. 

Partindo dessa cena, a reflexão que trago aqui é que as convicções que temos em nosso coração, só nós sabemos. E isso é algo muito particular, de situação, para situação. Tem pessoas que na situação dele optariam por aceitar a proposta e viver tudo aquilo, e estariam realizadas. Mas pra ele não era esse o caminho.

E tem escolhas de carreira que realmente não são óbvias e que muitas vezes para os outros podem ser até estranhas. “Por que você não aceitou aquela proposta?”, “por que você não vai trabalhar com aquilo?”, “qualquer pessoa gostaria de receber uma oportunidade dessas”…Então, essa convicção que vem de dentro precisa estar forte dentro de cada um. 

E o problema é que às vezes algumas pessoas não param pra se escutar.

É preciso parar, observar e sentir, para entender de fato que caminho queremos seguir como carreira e escolha de vida. E nosso trabalho influencia muito neste sentido do estilo de vida e rotina que temos, por diversos fatores.

Como você está com relação a isso? Como você tem integrado seu trabalho e os outros aspectos de sua vida? 

Nem sempre aceitar um próximo passo na carreira, que significa uma ascensão profissional, mais dinheiro e mais status, é o caminho que todo mundo vai seguir. É preciso que cada um faça suas análises, escute o que realmente quer construir, compreenda as consequências de suas escolhas e tenha muita consciência para seguir um caminho que faça sentido. 

O que você pensa sobre isso?

Patrícia SchuindtA coragem de dizer não na carreira
Ler mais

Crie um novo caminho em direção aos seus objetivos (e de sua equipe) – Série “O Novo Líder” (7)

No comments

Para você, quais são os pilares fundamentais para alcançar objetivos?

Esse é o tema de hoje na série “O Novo Líder” e vou abordar aqui alguns aspectos que trago em meu e-book “Saia do Piloto Automático – crie um novo caminho em direção aos seus objetivos”.

Ao longo do e-book, falo de três pilares que considero fundamentais para alcançar objetivos, com um viés de planejamento estratégico pessoal e de transformação. O Novo Líder é alguém que passa por intensas transformações, e considerar esses três pilares poderá potencializar seu autoconhecimento e desenvolvimento. Então, vamos lá!?

Vou falar agora um pouco sobre cada ponto e quem quiser ler e refletir com calma e na integra, é só clicar para baixar o e-book gratuito: CLIQUE AQUI!

1º Pilar – PLANEJAMENTO: planejar é um hábito a ser desenvolvido. Não se planeja uma vez e acabou. Claro que no início de um projeto, o tempo investido em planejamento naturalmente é maior. Ao planejar, você pode seguir com cinco passos principais que descrevo um pouco abaixo. E você como líder, pode fazer essas perguntas para si mesmo e também junto à sua equipe: 

1. Análise da situação atual: qual é a realidade hoje, com relação aos projetos e à área?

2. Estabelecimento da visão de futuro: onde quero / queremos chegar? O que quero / queremos que seja diferente em 1, 3 e 5 anos?

3. Prioridades: quais são as prioridades, por que e como nos dedicaremos a elas? 

4. Definição de objetivos: quais são os objetivos? Lembre-se de estabelecer objetivos SMART (específicos, mensuráveis, relevantes, alcançáveis e com prazo definido). Eles precisam ser claros para todos.

5. Passos Assertivos: que passos precisam ser dados? Desdobre as ações em passos simples e realizáveis. 

Como você se avalia nesse pilar? De 0 a 10, que nota você dá para seu planejamento? Por quê?

2º Pilar – GESTÃO PESSOAL PARA A EXECUÇÃO: o ponto aqui é conseguir criar a melhor estrutura interna e externa que favoreça caminhar para a realização dos objetivos. Muitas pessoas enfrentam desafios intensos neste sentido. Do sonho à realidade, muita coisa pode acontecer, e saber lidar ao longo do caminho, fará toda diferença. Neste pilar, falo de quatro aspectos:

1. Organização: a organização é fator essencial para uma boa execução. É preciso parar para se organizar, estabelecer métodos, processos, ferramentas e garantir que as coisas caminhem bem. Se a falta de organização pessoal já é um grande vilão de projetos, a falta de organização como equipe ainda mais. Deixo aqui as perguntas: como você pode se organizar melhor? Quais são recursos e ferramentas que permitem melhor fluxo de trabalho? Como melhorar a organização da equipe? Que processos precisam ser estabelecidos? 

2. Encarar os vilões: sempre que temos objetivos a alcançar, surgem obstáculos, dificuldades. Ter a consciência de que isso é natural e que ao mesmo tempo podemos agir, é fundamental. Perguntas a se fazer quando não está avançando: o que está me / nos atrapalhando? Como superar isso? 

3. Gestão de tempo e energia: temos um tempo delimitado para realizar alguns projetos e a nossa energia e disposição também tem limites. Parar para observar em que momentos somos mais produtivos, ou que momentos são mais adequados para fazer atividades mais simples e atividades mais complexas ajuda na realização. Sempre que puder, faça essas escolhas. E em momentos em que sentir que não está avançando, pare para pensar que passos simples pode dar, qual a consequência de fazer ou de não fazer algo, por exemplo, e também se questione como pode se energizar para dar os passos que precisa. 

4. Influências Pessoais: os conteúdos que acessamos e as pessoas com quem convivemos influenciam em como vamos caminhar em direção aos objetivos. Como criar na equipe um ambiente mais propício de conteúdo e relacionamentos que levarão a resultados mais positivos? 

Fechando esse pilar, como você se avalia em sua gestão pessoal? Que ponto precisa cuidar mais? 

3º Pilar – RENOVAÇÃO: sem renovação é impossível alcançar objetivos. Quando planejamos, temos uma quantidade limitada de informações. No caminho, surgem novidades, e adaptações são necessárias. Além disso, nosso mundo interno pode oscilar e mudar…Precisamos renovar:

1. O próprio plano: A ideia que proponho é a de ter um plano anual, atualizá-lo todos os meses, para executar de forma mais clara nos dias e semanas que se completam. Por isso falo de hábito e que planejamento é dinâmico. Às vezes será preciso mudar aqueles cinco passos iniciais que foram definidos antes.

2. A mentalidade: precisamos revisar nossa forma de pensar, pois dessa forma nos abrimos a novas formas de se ver e de ver o mundo. O que pode ser divisor de águas na própria transformação e alcance dos objetivos. Você já deve ter ouvido falar em crenças produtivas (que nos ajudam a alcançar os objetivos) e crenças limitantes (que nos atrapalham). Ter consciência delas é um passo importante para transformá-las.

3. As competências: cada ocupação requer conhecimentos, habilidades e atitudes diferentes. Para o que você faz hoje, o que precisa desenvolver? Nesse ponto, também é importante reconhecer seus pontos fortes para direcionar ações. 

4. Cuidado Pessoal: não somos robôs. Todos os dias precisamos dar passos em direção ao nosso cuidado como pessoa e prezar pelo bem-estar físico e mental. Alguns hábitos como cuidar do sono, alimentação, saúde mental, exercício físico, atividades de lazer, fazem parte disso. 

5. Propósito e Valores: muitas vezes a falta de clareza sobre esses pontos faz as coisas perderem o sentido. Por isso, sempre renovar o por que e pra que fazer determinado projeto, ajuda no foco e motivação. 

Pra se renovar, é necessário tempo de reflexão. Como você tem se renovado no caminho? 

Para finalizar, considerando todos esses pontos, como líder, que mudanças poderia fazer para alcançar novos resultados com o time? Desejo sucesso e muita transformação!

Patrícia SchuindtCrie um novo caminho em direção aos seus objetivos (e de sua equipe) – Série “O Novo Líder” (7)
Ler mais

“Carreira nada óbvia” – uma história e seus princípios

No comments
Você já considerou fazer uma transição de carreira, mas não enxerga possibilidades? Ou mesmo tem algumas opções a escolher, mas não consegue decidir? Se sua resposta é sim, compartilho nesse texto alguns conceitos e um exemplo de “carreira nada óbvia” bem-sucedida, para, quem sabe, te inspirar e gerar novas ideias!
 
Outro dia tive um bate-papo online com um amigo que está trabalhando na Espanha e ao compartilharmos sobre nossas experiências e o momento atual, me saltou uma frase na cabeça – “que bacana, você construiu uma carreira nada óbvia”! Fiquei admirada e feliz por suas conquistas, porque sei o quanto se esforçou para chegar onde está hoje. Foi daí que surgiu a ideia do texto.
 
E por que essa expressão “carreira nada óbvia?” Ele foi meu colega de turma no curso de Psicologia da Unesp de Assis e também trabalhamos juntos na Humanus Empresa Júnior (empresa que presta Assessoria e Consultoria em Psicologia Organizacional e do Trabalho). Depois, foi a pessoa que me indicou para trabalhar em meu primeiro emprego em São Paulo, na consultoria em que atuava, especializada em seleção de executivos. Imensa gratidão por isso!
 
Voltando ao assunto…qual seria uma carreira óbvia a seguir, pensando no curso de Psicologia e atuação nos estágios que fez na área? Atuar na área de Recursos Humanos em empresas ou em Consultorias da área, por exemplo. Foi o que ele fez por um tempo – trabalhou por alguns anos com Recrutamento e Seleção de Executivos, em consultorias especializadas, obtendo reconhecimento de seu trabalho e crescimento na área. Até que decidiu seguir para um novo desafio: atuar em um novo setor, mudar de área e trabalhar em uma nova função. Ele foi para uma empresa do ramo do atacado (alimentos e não alimentos), presente em diferentes países. Passou por cargos como Gerente de Projetos e Operações, Gerente de Projetos de Planejamento Comercial e Gerente Geral de Operações. E hoje, ele atua como Gerente de Operações e Logística, em uma empresa de Petróleo e Energia.
 
O que me chamou atenção em sua trajetória, foi que ele não seguiu um percurso-padrão-linear de ascensão. Mas criou um percurso diferente e único. Esse é o ponto central do que busco transmitir aqui: cada trajetória profissional é um quebra-cabeças a ser montado de forma personalizada. Existem diferentes possibilidades e precisamos pensar e agir sobre elas para construir uma carreira que tenha sentido para nós. O que fez sentido para mim como uma carreira, não faria sentido para ele e vice-versa. É preciso considerar a própria identidade, interesses, habilidades e potencial, propósitos, valores, possibilidades…e por aí vai!
 
E, algumas vezes, para ter uma carreira que faça sentido, será preciso criar caminhos vistos como improváveis e nada óbvios. Inclusive, falando sobre carreiras nada óbvias, tem um vídeo que recomendo: “O Profissional do Futuro”, que é uma palestra da Michelle Schneider, no TEDxFAAP. Ela traz informações muito interessantes e reflexões que todos precisamos fazer, a respeito das mudanças do mercado de trabalho, decorrentes dos avanços tecnológicos.
 
Vemos hoje a substituição de empregos por robôs e softwares, algo que se intensificará ainda mais nos próximos anos. Compartilho aqui dois dados que ela apresenta no vídeo: Em 20 anos, 47% dos empregos terão desaparecido, segundo a Universidade de Oxford. 65% dos alunos no ensino básico vão trabalhar em profissões que ainda não existem, segundo o Fórum Econômico Mundial. Para além de toda a reflexão que precisamos fazer como sociedade para lidar com novas questões que surgem, pensando em questões de carreira, as reinvenções profissionais serão mais frequentes e necessárias, não é mesmo?
 
Por tudo isso, ao conversar com ele, vi que poderia ser um bom exemplo de forma de pensar e agir para conseguir criar possibilidades profissionais. E pedi que ele respondesse a algumas perguntas. E ele topou! Obrigada Silvio Caravieri! Vamos às perguntas e respostas:
 
1) Silvio, Algumas pessoas têm o desejo de mudar de área, construir um novo caminho, por estarem insatisfeitas com a situação atual e/ou por terem outros sonhos. Mas é desafiador fazer essa transição de carreira. Quais foram seus pensamentos / crenças, que mais ajudaram a conquistar novos patamares? Que atitudes considera terem sido importantes?
Gosto muito de gente. Sou apaixonado pelas diferenças culturais e pelo quão interessante é o movimento de saber identificar quais são os principais drives de uma cultura e encaixar-se à ela. Então, acredito que pelo fato de ser muito curioso, dedicado, aberto ao novo sem medo de errar, são coisas que me ajudam no dia a dia e em minhas decisões. Não tenho medo de errar, nunca tive, e gosto do risco. Quem me conhece sabe que levo esse estilo no meu dia a dia. Também sou um cara simples e transparente com todos e em todos os momentos. Sempre tento fazer o meu melhor e me dedico muito a ouvir as pessoas.
 
 
2) Que “conselhos” você daria a quem quer fazer uma transição de carreira?
“Tome tempo para você. Reflita. Pense muito em você, na sua família, amigos, rotina, e se visualize na função/cargo ao qual tem pensado em assumir nessa mudança de carreira. Externalize: escreva o seu currículo para os próximos 10 anos, o imprima, olhe para ele e pense se faria sentido essa mudança que tem pensado para agora. Será que é o momento certo? Olhando lá na frente, essa posição que está desejando terá agregado em algo? Arrisque-se. Com responsabilidade, mas arrisque-se. Eleja uma ou duas em seu entorno…pessoas que você admira, que compartilham de seus valores. Converse com elas. Peça suas opiniões. Espelhe-se em seus acertos e aprenda com os seus erros.”
 
3) Quando alguém assume uma nova função, precisa desenvolver novas habilidades e reforçar pontos fortes já existentes. Certo? O que ajuda nesse processo de aprendizagem, em sua visão?
“Falar com pessoas que já tiveram/ou que têm posições semelhantes ajuda muito. Estudar, pesquisar: ler. Após assumir a nova função: como você é novo e não possui um background técnico na função, dedique-se a ouvir a sua equipe (caso tenha uma), colegas de outras áreas da empresa. Pergunte a eles: “o que você gostaria de ver a área X entregando como resultados daqui 1 ano? Quais são as principais oportunidades para a área X em seu ponto de vista? Se você estivesse na minha pele, o que faria?” Em resumo: reflita, projete-se, seja bom ouvinte, dedique-se muito as pessoas e divirta-se com o fato de tudo ser novo na nova função.”
 
O que você pode aprender e aplicar a partir da visão e experiência do Silvio?
 
Eu aprendo muito com ele sobre o quanto é focado, concentrado e estratégico para criar caminhos e alcançar resultados (quem já trabalhou com ele sabe do que estou falando – sabe aquele jogador que entra no jogo com olhar concentrado e para ganhar? Esse é o Silvio). Também aprendo sobre o quanto é preciso se dedicar hoje para colher resultados no futuro. Um dos pontos que mais fiquei feliz em tudo isso, foi saber que hoje ele tem uma atuação em outro país, em uma empresa multinacional. E lembro bem dele priorizando o estudo do inglês em sua rotina, lá atrás, para subir níveis no idioma. Além da coragem, adaptabilidade a mudanças e disponibilidade para aprender!
 
É isso, agradeço novamente, Silvio, por tantos ensinamentos!

Patrícia Schuindt“Carreira nada óbvia” – uma história e seus princípios
Ler mais

Trabalho – em busca de sentido

No comments

“Katherine Alsdorf […] entende bem essas três buscas: busca de significado para a vida por intermédio de um diploma de faculdade, busca de prazeres e aventura depois de formada, vindo, então, um mergulho quase desesperado no trabalho e na carreira profissional aos 30 e poucos anos, em um esforço inútil de conferir um propósito à vida. Katherine passou a acumular realizações e também prosperidade financeira, contudo tornava-se cada vez mais estressada e até mesmo cheia de amargura […] Suas realizações nunca eram suficientes, e os fartos benefícios nunca eram gratificantes. Como ela mesma explicou: “eu não suportava a ideia de que era tudo sem sentido, assim simplesmente baixava a cabeça e trabalhava mais duro ainda”. Por fim, ela passou a considerar o evangelho de Cristo, porque as filosofias desse mundo não a estavam conduzindo a lugar nenhum. O vazio da vida a empurrou para seu próprio entendimento dessa transcendente singularidade de Deus”. (trecho extraído do livro “Como integrar fé e trabalho”, de Timothy Keller e Katherine Alsdorf)

Esse relato e a leitura do livro, me fez pensar bastante sobre o significado do trabalho e sobre a construção da trajetória profissional de cada indivíduo. Vejo que Katherine representa muitas pessoas que ao mergulhar em uma trajetória profissional ascendente, com compensações diversas, segue por um caminho que hora ou outra trará a pergunta – qual o sentido de tudo isso? Que vida estou vivendo?

Quando fazemos perguntas, precisamos criar espaço para que surjam as respostas. Um respiro. Introspecção. Reflexão. Abertura para escutar e sentir.

Algumas pessoas que procuram o Coaching para pensar em sua trajetória profissional, decidem rever por completo sua atuação – mudam de área, de função, de rotina… Porque no momento de escolher uma graduação e as decisões que tomaram ao longo do caminho, foram guiadas muito mais pelo que o mercado poderia oferecer ou pelos caminhos mais fáceis, do que por aquilo que gostariam de fazer e que acreditavam de fato.

Quando essas pessoas se deparam com suas reais motivações, propósitos, valores, potencial, talentos e capacidades sentem que precisam tomar uma decisão para ter uma vida diferente e decidem arriscar algo novo. Mesmo que com relação ao status social, tenham uma mudança importante.

Outras pessoas, ao se perguntarem se estão “no caminho certo”, descobrem uma nova forma de enxergar e viver o próprio trabalho. Percebem que sua missão de vida está sim conectada ao que já fazem. Mas não tinham consciência disso. E continuam sua trajetória nos mesmos moldes de trabalho, mas com um significado totalmente diferente.

Esse espaço para pensar e fazer escolhas sinceras, permite uma construção diferente de quando se está no piloto automático na carreira. A trajetória ganha um novo sentido.

Retomando um pouco das reflexões trazidas no livro citado, deixo algumas perguntas:

  • Para que serve meu trabalho?

  • Por que faço o que faço?

  • Qual é a minha missão?

  • Quais são meus dons e capacidades? Que escolhas fazer para considerá-los em minha atuação?

  • Qual é o propósito maior do meu trabalho? Meu emprego, organização ou indústria, torna as pessoas e o mundo melhores?

Talvez você não tenha as respostas claras ou talvez as tenha, mas as implicações práticas não são das mais simples e fáceis de lidar.

De qualquer forma, a mudança começa de uma análise atual verdadeira. Parte também de sonhar, ter visão e fé em um futuro diferente. E passa por definir e dar os passos para chegar em um novo lugar.

Nesse percurso pautado em algo maior e em decisões de longo prazo, aprender a lidar com o imediatismo e ansiedade é fundamental.

Vale sempre lembrar: quanto à carreira, não existem caminhos perfeitos, nem somente realização e felicidade constante. Mas existem escolhas que fazem sentido e que compõem a jornada de uma trajetória profissional que vale a pena seguir.

Patrícia SchuindtTrabalho – em busca de sentido
Ler mais

Nó desfeito – aprendizados da escalada

No comments
A experiência de viver algo diferente, sair da rotina e aprender algo novo – seja esporte, música, dança… – é transformadora. O que você  já pensou em fazer, mas ainda não fez?
Recentemente, um cliente escreveu um texto tão bonito sobre sua experiência com a Escalada, que pedi pra compartilhar. Ele descreve seus medos, superações e aprendizados. Quem sabe pode te inspirar?
NÓ DESFEITO
Iniciei um curso de escalada, pois queria ampliar meus horizontes, fazer algo diferente que proporcionasse contato com a natureza… acabei por me deparar com a minha própria. Medo de altura? Já tive. O medo te afasta de coisas ruins, te alerta sobre os perigos, porém te inibe. Nem sempre bom. Superado, o suficiente. Pois bem, iniciemos: face à pedra, instruções claras, dia bonito, vista linda e o objetivo lá no alto. Mão aqui, pé ali, não foi dessa vez. Tenta diferente, mão ali pé aqui. Ainda não. Face ao desafio, à dificuldade. Se esforça, transpira, para, pensa. Evolui e supera. Aprende a encontrar um caminho, uma alternativa, a entender que é um aprendizado, uma evolução que tudo na vida passa e que sempre é possível se superar. Satisfação. Novo dia, novo desafio, na mente e na mochila tudo pronto para que, da mesma forma se vença. Confiança e ansiedade. Estica a perna, apoia a outra, agarrão à vista, só mais um pouquinho… queda.
Por que? Tenta, sua, mais para à direita e não sai do lugar. Duas, três, quatro vezes. Sucesso! Alívio, pois o mais difícil foi superado, basta seguir em frente. Sobe um pouco, mais à direita, não falta muito. Mão aqui, pé ali, não foi dessa vez. Tenta diferente, mão ali pé aqui. Ainda não. O tempo passa, não há agarras, não há apoio. Cansaço, suor, tensão…medo. Medo? Sim, aquele que não foi superado. Corda segura, apoio. O risco da queda quase inexiste. O sentimento que corre é o medo do fracasso, de não encontrar aquele ponto de apoio tão importante que te levará adiante, a atingir o objetivo. Não vou conseguir, não há saída, não há meio, penso. O corpo se retesa cada vez mais. Não há preparo que suporte por tanto tempo. O peso do corpo na ponta dos pés, os olhos percorrem a parede,  qualquer tentativa parece válida, mas fracassa e parece que se passa uma eternidade. Ouvidos atentos às orientações, às palavras de apoio.
Tenta-se o óbvio, o diferente, até o que se sabe que não é possível. “Isso, garoto!”, ouço lá de cima. Não sei o que aconteceu, como aconteceu, apenas sinto um alívio, correndo por todo o corpo, aquela tensão se esvaiu e o caminho, de repente, é possível. Poucos segundos e tudo fica para trás. O caminho ainda é longo, tortuoso, sempre íngreme, claro. A descoberta, acima descrita, leva um tempo a ser compreendida, lapidada e internalizada como uma transformação. Um novo sentimento catalisador de uma mudança ou, ao menos, da necessidade de tal. Todo obstáculo é transponível, a força, seja mental, física ou espiritual de cada um dita a dificuldade, o tempo e o esforço necessários. Pode-se levar a vida toda, o essencial é não desistir. Nada será como antes”.  Renato Jacometti
Patrícia SchuindtNó desfeito – aprendizados da escalada
Ler mais

Career Planning – passos práticos para crescer em sua carreira.

No comments

Quais são os passos práticos para crescer profissionalmente? Como planejar minha carreira? Quais são as minhas motivações profissionais? São muitas perguntas, que podem nos ajudar a criar uma trajetória profissional mais satisfatória e que faça sentido. Para pensar em carreira, é preciso olhar para si e olhar para o mundo lá fora também. Quando exercemos um trabalho, estamos transformando uma realidade – a nossa e a de outras pessoas.

Pensar sobre a carreira, é um misto entre sonhar, e considerar a realidade. É necessário compreender o tempo, e ter a noção (e empenho) de fazer o seu melhor. É saber que cada um tem uma história única, e se comparar com os outros, tira a sua força de ser quem você e de reconhecer suas conquistas pessoais. Todos nós temos um legado a deixar. Pensar na própria carreira e na forma como se relaciona com o trabalho, é estar disposto a fugir de padrões. É preciso pensar e sair do automático, para não correr o risco de viver toda uma vida em uma direção que não fez sentido. É possível fazer escolhas. Na verdade, consciente ou inconscientemente estamos fazendo escolhas. Então este é o convite para pensar de forma mais consciente sobre elas.

Separamos cinco passos práticos para crescer na carreira. Não crescer de qualquer jeito, mas de um jeito que realmente traga realização.

1)    ESTABELEÇA SEUS OBJETIVOS

Ter objetivos é fundamental, para poder fazer escolhas coerentes e desenhar o caminho a percorrer. Os objetivos são um norte. Objetivos te ajudam a olhar pra frente e lutar por uma nova realidade. Há um efeito em nossa mente quando temos claro o que queremos alcançar. Sabe quando você está em um lugar, e decide quer ir pra outro, e então coloca no Wase o destino ou mesmo diz para o motorista para onde quer ir? É preciso pensar no destino. A partir disso, você escolhe os caminhos e os recursos necessários. Falando especificamente de carreira, é muito importante explorar as possibilidades existentes – das mais ousadas, às mais simples de alcançar. Pare para pensar:

  • Daqui a 10 anos, o que você gostaria de estar fazendo profissionalmente? Onde gostaria de estar?
  • O que te faria se sentir realizado em 1, 3 e 5 anos? O que é sucesso pra você?

As respostas nem sempre estão prontas, mas podem ser construídas ao longo do tempo, considerando inclusive o segundo passo, que é o Autoconhecimento.

2)    CONHEÇA A SI MESMO

Este tema é muito amplo e profundo, mas vou deixar aqui algumas perguntas para reflexão, considerando três componentes muito importantes para desempenhar bem em uma ocupação profissional: Interesses, Forças e Valores e Propósito.

Quanto mais dedicamos tempo em uma atuação que tenha conexão com as respostas das perguntas abaixo, maior a chance de ser bem-sucedido naquilo. Isso tem a ver com a nossa atenção. No livro do Daniel Goleman, “Foco”, ele fala sobre isso“A nossa capacidade de atenção determina o nível de competência com que realizamos determinada tarefa” (pág. 25). Por isso, se conhecer e saber o que mais prende a nossa atenção, é uma estratégia.

Interesses: 

  • O que você gosta de fazer?
  • Sobre quais assuntos você gosta de conversar?
  • Que atividades te fazem perder a noção do tempo (por se sentir muito bem ao fazê-las)?

Forças: 

  • O que você faz bem?
  • Quais são suas habilidades?
  • Qual impacto você gera em seus círculos de convívio?
  • Que talentos você percebe que tem?
  • O que pessoas próximas te dizem ser suas principais qualidades?

Valores e Propósito: 

  • Quem te inspira? Por quê?
  • O que você valoriza, em sua vida?
  • O que você valoriza no trabalho?
  • O que você quer gerar no mundo?
  • Que legado você quer deixar?

E, por fim, quais são possibilidades de atuação profissional que mais tem relação com quem você é? Anote e pesquise sobre elas!

3)    CULTIVE RELACIONAMENTOS POSITIVOS 

Eu não consigo dissociar meu crescimento profissional, das pessoas que conheci ao longo do caminho. Em todo nosso trajeto, influenciamos e somos influenciados. Construir relações sinceras, verdadeiras, contribuir com o outro de alguma forma, gera confiança e cria conexões que você leva para a vida. Por isso, pense na forma como se relaciona com as pessoas. Pense quais são as pessoas que você quer manter em seu caminho. Pense em como influenciar para que seus relacionamentos sejam mais positivos. Pense também a quem você pode comunicar seus objetivos mais abertamente e que inclusive pode pedir ajuda. E ofereça ajuda às pessoas, colabore com o crescimento de outras pessoas.

4)    BUSQUE SEMPRE APRENDER E SE DESENVOLVER 

Pessoas que crescem na carreira, constantemente, estão aprendendo e se desenvolvendo. Uma palestra, um curso, terapia, coaching, mentoria, conversas com amigos, livros… são tantas formas possíveis! Precisamos ter a mentalidade de crescimento, que é aquela mentalidade que acredita no esforço, no processo, que não é imediatista, mas acredita na construção. Que tem a crença de que pode ser diferente, e melhor. Sempre temos algo a desenvolver como pessoas e profissionais. Talvez se você não consegue enxergar sozinho o que seria, peça feedback. Pense agora, então, quais são seus principais pontos de desenvolvimento para crescer em sua carreira?

5)    TENHA SEU PLANO

Algumas pessoas se perdem no caminho, por uma série de motivos. Por isso, é importante ter um plano. Ou seja, considerando todas as reflexões, pense nas estratégias para alcançar seus objetivos. O plano pode mudar e se renovar (provavelmente irá). Mas ele te ajudará a ser mais focado e também a reconhecer seus avanços ao longo do caminho. Coloque no papel ou no computador – quais são seus objetivos? Quais serão os passos para alcançá-los? E crie uma organização em sua agenda para efetivá-los. Lembrando sempre de checar pelo menos semanalmente (o macro), revisando diariamente a lista de to dos.

*Esse é um resumo da Live que fiz com minha parceira Graziela Teixeira – obrigada, Gra, pela construção!)

Patrícia SchuindtCareer Planning – passos práticos para crescer em sua carreira.
Ler mais

Encontre o seu sucesso.

No comments
O que é “sucesso” para mim, pode não ser “sucesso” para você, e pode não ser “sucesso” para o outro…
Alcançar “sucesso” é algo diferente para cada pessoa.
Cada um tem aquilo que é sua conquista.
Cada um tem aquilo que o realiza.
Cada um tem sua história.
Cada um tem aquilo que valoriza mais.
Cada um tem aquilo que significa uma superação.
O sucesso significa alcançar algo importante para si. É uma superação pessoal. Embora sejamos tentados a nos conformar a um padrão mais valorizado socialmente, no fundo, só nós sabemos o que nos faz ter real satisfação. No fundo, se não olharmos bem, corremos o risco de nem mesmo perceber que alcançamos o nosso sucesso…que alcançamos algo que para nós foi um grande desafio…Porque vivemos nos comparando com os outros e nos cobrando pelo que ainda falta. Mas o que realmente é sucesso para mim?
Em minha atuação, ajudo as pessoas a alcançarem seu próprio sucesso. E como é diferente de uma pessoa para outra! E como é bonito o processo de autoconsciência para assumir aquilo que é sucesso para si.
Essa semana mesmo, ao checar com uma cliente seus avanços para finalizarmos um processo, fiquei muito feliz. Ela conseguiu em alguns meses, criar um caminho para equilibrar seu papel como mãe e profissional autônoma. Alcançou o que é sucesso para ela.
Para uns, o sucesso significa trabalhar poucas horas fora, para cuidar mais de perto da casa e dos filhos, mesmo que isso signifique um salário mais baixo e menor reconhecimento profissional…
Para outros, sucesso significa uma carreira corporativa ascendente, alto salário, cargos importantes…
Também pode significar ter um trabalho dedicado a causas sociais e não ter grandes retornos financeiros, nem de status, mas grande impacto social.
E por aí vai…são tantas histórias…Tem tantos formatos possíveis…o importante é não se conformar. É parar para pensar nos próprios valores, propósito, possibilidades, naquilo que está disposto e acredita ser importante encarar. Nenhum caminho é perfeito, nem isento de frustrações, preocupações e dias difíceis. Mas pensar no que significa ter sucesso para si, ajuda a encontrar forças e ter satisfação ao observar sua própria história.
Patrícia SchuindtEncontre o seu sucesso.
Ler mais

Sobre alcançar objetivos…

No comments

Quando temos algum objetivo a alcançar, inevitavelmente em alguns momentos poderá vir a vontade de desistir da caminhada…Muito esforço, cansaço, desafios que surgem, dificuldades que não eram previstas. Aquela energia inicial e sensação de que conseguiria alcançar, pode ficar mais distante…

Neste momento, é importante olhar e reconhecer o processo. Será que o imediatismo está dominando? Queria chegar mais rápido e mais fácil?

É importante também ser honesto e pensar: qual a relevância de alcançar aquilo?

Se for algo ainda muito importante, que trará realização na linha de chegada, encontre sua forma de renovar a mente e energias.
Trace novos planos e estratégias. Fale com outras pessoas…faça o que pode fazer, mas continue sua caminhada rumo àquilo que é importante pra você. Tudo o que fazemos ou deixamos de fazer tem consequências. Lembrar-se disso nas atitudes diárias faz diferença.

(créditos imagem: tirachard Freepik)

Patrícia SchuindtSobre alcançar objetivos…
Ler mais

Quando está difícil demais…

No comments
Quando está difícil demais…
 
Respire, concentre-se no que sente. Assuma para você o momento que vive. Está triste, frustrado, cansado, com medo? Tudo junto? Por que está sentindo isso? Que pensamentos surgem em sua mente? A expectativa era outra? Se esforçou tanto e não conseguiu? Não consegue definir um caminho a seguir? Se sente sem forças? O caminho está difícil?
 
Este é o momento…de aplicar todo aquele conhecimento sobre fé…De olhar além das circunstâncias e acreditar que há algo pelo que você pode ter esperança!
Este é o momento…de aceitar a ajuda de pessoas que te amam e que acreditam em você. Uma palavra, um reconhecimento, uma dica, uma oportunidade? Esteja aberto a pelo menos ouvir e considerar. Quem sabe testar algo diferente do que já fez até agora?
Este é o momento…de respirar bem fundo e lembrar que é uma fase de sua vida, que vai passar. Coisas novas virão. A renovação acontece.
Este é o momento…de refletir sobre onde buscar forças…O que te motiva, o que te alegra, que te faz sorrir, te dá paz e que está logo ali ao seu alcance? Tem coisas que basta você reconhecer e buscar…
Este é o momento…de planejar, sim! De sonhar, sim! De criar alternativas, sim! De pensar em um futuro melhor…
Este é o momento…de se inspirar! Busque histórias, pessoas, conteúdos que vão te lembrar sobre renovar a esperança e como chegar lá…
Este é o momento…de agir! Seus passos, mesmo que pequenos, te conduzirão para algum lugar diferente de onde você está…
Este é o momento…de você que acredita em Deus, orar e buscar com fé!
Este é o momento…
Patrícia SchuindtQuando está difícil demais…
Ler mais