A escolha do Estilo de Liderança

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Quando eu era adolescente, fiz um curso técnico em Administração e uma das aulas que nunca me esqueci, foi sobre Modelos de Gestão de Pessoas. Aprender sobre as diferentes formas de liderar, foi algo marcante pra mim. Naquele momento, descobri que existiam estilos que causavam um impacto mais positivo, no clima e também nos resultados, e que isso era algo que poderia ser aprendido e desenvolvido. O Estilo de Liderança seria uma escolha.

Hoje isso faz parte do meu trabalho – ajudar as pessoas a encontrarem seu próprio estilo de liderança e se desenvolverem para serem líderes melhores.

Uma das histórias que mais me alegro em fazer parte é a de uma cliente que buscou o Coaching, justamente para trabalhar essas questões. Quando me procurou, estava há dois anos lidando com um grande desafio – ser líder em uma empresa de serviços, onde anteriormente exercia uma função mais técnica e de “braço direito” do líder principal da organização.

O que a motivou a procurar o Coaching, foi o desejo de mudar a situação em que estava. Ela havia percebido que sua forma de liderar não estava sendo positiva nem para ela, nem para sua equipe. Havia um alto nível de estresse constante, e ela se sentia frustrada com os resultados que obtinha. Sentia que não tinha nem o respeito, nem o comprometimento da equipe, e não via uma saída. Mas ela estava motivada a buscar uma solução e se transformar.

Um ponto importante a comentar é que ela tinha como referência anterior, um modelo de gestão mais coercitivo, daqueles em que o líder “manda e as pessoas obedecem”. Onde a forma de falar e de agir, estão mais relacionadas a um jeito abrupto e em que, às vezes de forma inconsciente, faz as pessoas agirem por um mecanismo de medo. Quando ela se percebeu agindo também assim, quis mudar. Pois dentro dela existia um desejo de fazer diferente: ela acreditava em um estilo diferente de liderança. Acreditava que conversar com as pessoas, escutá-las, compreender suas questões, acolher suas ideias e criar juntos os pontos de melhoria, poderia ser muito mais positivo. Esse estilo de liderança também considera a necessidade de alcançar resultados, mas a forma de gerar maior produtividade na equipe é diferente, pois inclui as pessoas nos processos e busca o melhor delas.

O que posso mudar em mim, para gerar melhores resultados? Como dar feedbacks negativos? Como extrair o melhor da minha equipe? 

Foram estas algumas perguntas que ela se propôs a pensar. E como sabemos, novas formas de pensar, geram novas formas de agir e trazem resultados diferentes.

A mudança que ela teve em si, gerou uma mudança na situação.

Te convido também a pensar nessas questões e observar: Qual é o seu estilo de Liderança? Que marcas você deixa nos projetos e pessoas com as quais trabalha? O estilo de liderança é uma escolha. Não existe o líder perfeito, nem o modelo ideal de gestão. Cada um pode encontrar um jeito e também se adaptar da melhor forma em cada desafio.

Quando somos líderes, há uma escolha a fazer, habilidades a desenvolver. Um bom líder sempre aprende. Ele olha o que passou e se vê diferente. Vê o quanto evoluiu e avançou em suas competências. O ciclo da renovação de pensar, fazer, aprender, desenvolver precisa entrar na rotina. Se a cada dia nós buscamos um estado melhor de ser, podemos transformar nossos contextos e o mundo.

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Como desenvolver uma habilidade?

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Quem aqui se lembra de quando começou a digitar? Eu me lembro que aprendi na máquina de escrever da minha irmã. Era incrível, novidade. Mas, era um processo lento, digitava devagar, letra por letra, fazendo um esforço grande pra lembrar onde era qual letra…Após muito treino, de repetir letras e palavras e ao longo dos anos ao usar bastante o computador para trabalhos, hoje digito sem olhar as teclas e muito rapidamente. Assim é o desenvolvimento de uma competência. É preciso entender como faz e praticar muito para desenvolver a habilidade. Quando repetimos um processo, nosso cérebro vai aos poucos automatizando. Que competência você precisa desenvolver? Coloque atenção nela, busque conhecimentos e coloque em prática com frequência e dedicação. Você verá que vai evoluir cada vez mais.

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Como obter mudanças – Neurociência e Coaching.

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“Não consigo agir diferente”/”Nasci assim, não vou mudar”/”Não nasci com essa habilidade”/”Essa é minha natureza”.

Esses são pensamentos de que nosso cérebro/ou nós, somos imutáveis, inalteráveis. São pensamentos retrógrados e conceitos de cientistas de antigamente.

As descobertas atuais da neurociência indicam que temos a capacidade de desenvolver novos hábitos e comportamentos, a partir da atenção direcionada, repetição e prática.

Novos pensamentos e novas habilidades “cavam” novos caminhos no cérebro.

É simplesmente incrível – mesmo na idade adulta, temos a possibilidade de mudar a estrutura e função do cérebro – temos Neuroplasticidade cerebral. Ou seja, segundo o texto, nosso cérebro, na verdade, é como plástico. É possível mudar crenças, pensamentos, emoções. “Você é o Arquiteto do seu cérebro. Você tem o poder de agir contra impulsos perigosos”.Veja o infográfico no Link abaixo (é em inglês).

Se você achava que não conseguia mudar ou crescer, atualize seus conhecimentos e busque agir diferente. Fácil e simples, talvez não seja. Requer esforço e um desejo muito grande de mudança. Mas, temos a informação, basta por à prova de uma forma coerente e atitude de determinação.

Faça Coaching para desenvolver suas habilidades – através do processo, você focará sua atenção, refletirá e criará meios práticos para avançar.

Escreva para nós: contato@r122coaching.com.br

‪#‎mudança‬ ‪#‎neuroplasticidade‬ ‪#‎coachingdehabilidades‬‪#‎autoconhecimento‬ ‪#‎neurociência‬

Veja o texto base para a reflexão (de onde veio a imagem do post também e o infográfico citado): http://bigthink.com/ideafeed/this-nifty-infographic-is-a-great-introduction-to-neuroplasticity?utm_campaign=Echobox&utm_content=26169506&utm_medium=social&utm_source=facebook#link_time=1459351435

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Emoções importam – “converse” com elas.

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Hoje participei online de um Seminário sobre Inteligência Emocional, onde tive a oportunidade de escutar o Marc Brackett, Ph.D, Diretor do Centro de Inteligência Emocional da Universidade de Yale. Compartilho algumas ideias com vocês.
As nossas emoções importam (e muito). Elas afetam:

– Atenção, Memória e Aprendizagem.
– Tomada de decisões.
– Qualidade dos Relacionamentos.
– Saúde física e Mental.
– Eficácia diária.

Por isso, é importante estarmos conscientes de nossas emoções, pensar sobre elas.

“Como eu me sinto?” (Descreva o motivo).

É uma pergunta-chave que precisa ser feita constantemente. Fugir de pensar sobre as emoções e de entrar em contato com o significado delas, bem como sobre suas consequências, pode ser uma atitude limitante em nossas vidas, que leva ao desequilíbrio emocional.

Escute suas emoções e “converse com elas”, para chegar a um acordo sobre as melhores ações e evitar comportamentos automáticos que perpetuem ciclos destrutivos.

O Coaching pode te ajudar a desenvolver estratégias de gerenciamento emocional. Se quiser trabalhar este assunto, escreva para pschuindt@r122coaching.com.br ou fale comigo por Skype: patriciaschuindt

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Escolhas para o cuidado pessoal – “a lista do nada”

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O que você pode fazer ou deixar de fazer nesse final de semana para cuidar de você?

Gosto muito de planejar, fazer listas de “to dos” e de criar formas mais produtivas de trabalhar. Isso é fundamental para atingir objetivos. Além disso, naturalmente, me envolvo com muitas atividades além do trabalho, durante a semana e no final de semana também. Se você se identifica com isso, quero compartilhar uma reflexão importante e um exercício a partir da minha experiência.

Tem momentos que o que é preciso é: fazer nada – no sentido de não ter compromissos e responsabilidades a cumprir.

É dar um sossego para a mente e o corpo. Ou seja, ter momentos de lazer, curtir com pessoas que amamos, fazer as coisas que mais gostamos que deem aquela sensação prazerosa de descanso físico ou mental.

Isso ajuda a aumentar a energia, o bem-estar e regular o nível de estresse.

É fato que em determinados momentos da vida e do trabalho é preciso um maior nível de dedicação e de atividades, mas é preciso fazer escolhas para o cuidado pessoal.

Focar e desfocar é uma arte.

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Como lidar com a “briga eterna” entre razão e emoção e viver melhor – Inteligência Emocional, parte 2.

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(Créditos da imagem: Mariana Eller, profissional que admiro. Obrigada, Mari!!!)

CONCEITO: Emoções afetam decisões, relacionamentos e performance. Por isso, lidar com elas de forma inteligente é fundamental para bom desempenho, relacionamentos positivos e o bem-estar.

Veja se você se identifica com  alguma dessas afirmações:

– Estou tão ansioso que não consigo fazer nada.

– Dei uma resposta automática sem pensar, porque estava com raiva. Tudo ficou pior.

– Preciso separar razão e emoção, para não atrapalhar o que preciso falar e fazer. Sempre ajo no emocional.

– Fiquei tão nervoso que não consegui realizar a prova direito.

– Não sei porquê, mas estou muito motivado hoje.

– Estou desanimado, mas não sei porquê.

– Estou muito angustiado pela decisão que preciso tomar. Não sei o que fazer.

– Estava estressado com o trabalho e descontei na família. Agora tudo ficou ruim.

– Fiquei tão irritado, que não consegui mais trabalhar.

– Fiquei paralisado. Não consegui agir.

– Estou triste e não quero fazer mais nada.

– Estou frustrado e não vou mais trabalhar nesse objetivo.

– Estou me sentindo feliz e energizado. Não sei o motivo.

 

E aí, tem algo que você costuma dizer ou fazer? Se identificou com alguma das afirmações? Emoções não faltam em nosso cotidiano (ainda bem!) e mais do que “pensar e agir racionalmente” o que precisamos é integrar a “razão e emoção” de forma harmoniosa (resolver a famosa briga eterna).

É preciso estabelecer um diálogo interior. A nossa capacidade, como seres humanos, de refletir, é algo que nos diferencia de outros seres. Não precisamos reagir de forma impulsiva e automática às situações – isso seria o natural/instintivo, mas temos a capacidade de refletir para fazer melhores escolhas de como agir e reagir.

O foco com essa série de post é falar sobre controle emocional. E uma parte importante para isso é compreender o conteúdo das emoções – escutar o que elas têm a dizer. As emoções nos dão informações importantes sobre nós e sobre o ambiente externo. É um sistema de alerta.

Não subestime o impacto de coisas simples que você pode fazer. Por exemplo, muitas, mas muitas pessoas mesmo que passam pelo Coaching e que buscam maior controle das emoções, perceberam que o simples fato de estar mais atento e PARAR PARA PENSAR (PPP), fez uma enorme diferença em suas vidas.

Então, fica o EXERCÍCIO:

***PPP***: O que estou sentindo? Identifique e rotule a emoção.

***Compreensão emocional***:

Quais são as causas dessa emoção?

Quais são as consequências?

Qual a mensagem que a emoção carrega?

O que isso significa?

Fazer esse exercício é uma boa oportunidade para o autoconhecimento e para realmente dar passos para alcançar o controle emocional.

Em uma sociedade onde crianças são ensinadas a “engolir o choro” fica claro que precisamos trabalhar melhor a expressão e compreensão das emoções.

A partir desse exercício, poderemos avançar para “o que fazer com isso” e como articular essa informação sobre a emoção de forma positiva. Mas, a princípio, arrisque-se a focar só nisso nos próximos dias. Depois, vamos aprofundar outros exercícios e conceitos. Mas para passar para o próximo nível, é preciso exercitar bem os  dois pontos trabalhados até aqui (Lembrete: falamos no primeiro post da série “Como controlar emoções”, sobre a importância de Identificar e Rotular as emoções como um primeiro passo. Se você não leu o primeiro texto, veja aqui: http://localhost/patricia/2016/02/inteligencia-x-inteligencia-emocional/)

Esse é um grande desafio e mais pra frente vou contar algumas experiências pessoais que me levaram inclusive ao interesse de estudar mais o tema.

Uma possibilidade tecnológica para te ajudar nesse raciocínio é o aplicativo: http://moodmeterapp.com/

INFELIZMENTE, só tem em inglês, mas é uma boa oportunidade para aumentar seu vocabulário sobre emoções, em português e inglês! 🙂

Ele é baseado em anos de estudos sobre a inteligencia emocional, por pesquisadores de Yale. Top!

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Dois bons textos acadêmicos sobre o assunto, se quiser aprofundar seus conhecimentos:

WOYCIEKOSKI, Carla; HUTZ, Claudio Simon. Inteligência emocional: teoria, pesquisa, medida, aplicações e controvérsias. Psicol. Reflex. Crit., Porto Alegre , v. 22, n. 1, p. 1-11, 2009 . Disponível em <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-79722009000100002&lng=en&nrm=iso>. Acesso em 17 jun. 2015. http://dx.doi.org/10.1590/S0102-79722009000100002.

MUNIZ, Monalisa. Seu texto Investigação da inteligência emocional como fator de controle do stress em guardas municipais [mensagem pessoal]. Mensagem recebida por <pschuindt@r122coaching.com.br>. 20 jul 2015.

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Como controlar emoções – Inteligência Emocional, parte 1.

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A inteligência emocional envolve a habilidade de perceber precisamente, de avaliar e de expressar emoções; a habilidade de perceber e/ou gerar sentimentos quando eles facilitam o pensamento; a habilidade de compreender a emoção e o conhecimento emocional; e a habilidade de controlar emoções para promover o crescimento emocional e intelectual. (MAYER & SALOVEY, 1997, p. 10)

É sobre este modelo/definição de Mayer & Salovey,  que falarei na série de posts sobre o tema (foram estes autores que propuseram a primeira definição acadêmica para Inteligência Emocional, sendo base inclusive para Daniel Goleman criar seu próprio modelo. Acredito que podemos aprender com as duas abordagens).

Com essa base, quero que você reflita sobre sua habilidade, começando do primeiro aspecto a ser trabalhado – identificar e rotular emoções. 

É comum as pessoas não pensarem no que realmente estão sentindo. Simplesmente dizem: “não estou bem”; ou “estou ok”; ou “não sei o que estou sentindo”; ou “estou bem”…

Conseguir identificar qual é a emoção presente e verbalizá-la (dizer qual é), pode fazer uma enorme diferença. Vamos refletir:

Você tem um objetivo. Ao longo do caminho percebe que não está evoluindo como gostaria. Sente que não está bem. Qual é a emoção presente?

Ou

Você está em um relacionamento. Percebe que, frequentemente, age impulsivamente e depois se arrepende do que falou e da forma como agiu. Qual é a emoção presente?

Ou

Você tem uma apresentação para fazer. Tem vontade de fugir e não falar em público. Sabe que fazer uma apresentação de qualidade faria diferença em sua carreira. Qual é a emoção presente?

E por aí vai…as emoções estão em nós e são muito importantes em nossa existência. Elas podem nos ajudar ou atrapalhar. Ter consciência e autopercepção é o primeiro passo para alcançar um controle emocional produtivo. Faça isso por um tempo: identifique e rotule as emoções (diga o nome da emoção). Nos próximos posts falarei o que fazer a partir disso.

Para te ajudar, amplie seu vocabulário sobre emoções:

Alegria – Frustração – Vergonha – Medo – Simpatia – Indignação – Tristeza – Nojo – Raiva – Culpa – Compaixão – Desprezo

 

Bons textos para aprofundar o assunto:

Mayer, J. D., & Salovey, P. (1997). What is emotional intelligence? In P. Salovey & D. Sluyter (Eds.), Emotional development and emotional intelligence: Implications for educators (pp. 3-31). New York: Basic Books.

Mayer, J. D., Salovey, P., & Caruso, D. R. (2000). Models of emotional intelligence. In R. J. Sternberg (Ed.), The handbook of intelligence (pp. 396–420). New York: Cambridge University Press.

Patrícia SchuindtComo controlar emoções – Inteligência Emocional, parte 1.
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Neurociência na prática: O que é e como funciona a Memória Operacional.

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(Fonte da imagem: site Neuropsicopedagogia na sala de aula)

 

Enquanto você lê esta mensagem, algumas áreas do seu cérebro ativam a sua Memória Operacional. Certo…mas o que é isso?

Para responder a essa pergunta, tive a participação super especial da Dra. Flávia Heloísa Dos Santos, cogne

que é Psicóloga e, atualmente, é Investigadora da Universidade do Minho, Portugal e Professora  voluntária do Programa de Pós-Graduação em Psicologia do Desenvolvimento e Aprendizagem  da Universidade Estadual Paulista, UNESP, Campus de Bauru*.

Apenas uma observação – decidi compartilhar sobre esse assunto porque vejo que quanto mais  eu sei sobre como meu cérebro funciona, mais aprendo sobre como lidar em algumas situações. Então, aqui é apenas um começo e pretendo compartilhar mais informações sobre isso com você. Quando falamos de Memória, falamos de alguns conceitos muito importantes para a nossa vida, no campo pessoal ou profissional.

“Somos aquilo que recordamos (ou que, de um modo ou de outro, resolvemos esquecer)”
(Izquierdo)

Dra. Flávia, você poderia explicar o que é a Memória Operacional (MO)?

“A memória operacional (MO) é a capacidade de reter e manipular informações por curtos períodos de tempo. É uma habilidade fundamental para a aprendizagem, tanto de informações simples quanto de complexas. Portanto, esta memória é utilizada em situações cotidianas, profissionais e educacionais. Por exemplo, enquanto uma pessoa faz um cálculo mental como 12 x 5 (realiza diversas operações simultaneamente: organiza os números espacialmente, multiplica, soma, e memoriza os resultados parciais até chegar ao resultado final) ou quando um condutor recebe indicações de como chegar ao próximo posto de gasolina (vire à direita, siga reto até a rotatória e depois do semáforo gire à esquerda) pode memorizar tanto as palavras quanto organizar uma imagem mental do caminho, e as informações permanecem ativas enquanto são necessárias para realizar a tarefa”, segundo Flávia.

Como funciona a memória operacional?
“Não existe consenso entre os pesquisadores sobre todos os processos envolvidos no funcionamento da MO. Por isso há vários modelos teóricos, dos quais o que mais se destaca é o de Baddeley & Hitch (1974), revisado algumas vezes por Alan Baddeley, nos últimos 40 anos. Segundo este autor a MO teria pelo menos três componentes: um verbal (para memorizar informações de palavras, frases, aprender um novo idioma, etc) e outro visuoespacial (para memorizar as imagens mentais, por exemplo visualizar mentalmente a disposição dos objetos em seu quarto), ambos coordenados por um controlador atencional, responsável por identificar qual é a informação relevante no momento presente, na qual a pessoa precisa se centrar. A MO também se comunica com o que aprendemos previamente na infância ou em outras ocasiões, ou seja, com a nossa memória de longo prazo. Dessa forma, algumas informações captam a nossa atenção imediatamente, sobretudo se são afetivas (falar com uma pessoa muito simpática, receber uma crítica no trabalho) ou se podem nos livrar de algum perigo (como o som de um disparo). Para guiar a nossa atenção avaliamos o contexto em que estamos ao receber tais informações e consideramos o nosso aprendizado em outras situações semelhantes. Essa capacidade de determinar se uma informação tem valência positiva, negativa ou ameaçadora é função de outro componente do sistema, o detector hedônico. Por fim, em cada experiência a MO integra o conjunto de informações atencionais, auditivas, visuais, emocionais e de longo prazo em um episódio único, criando uma recordação consciente do momento presente”.

Muito obrigada, excelente!!!

Essas informações me fazem pensar: Quando tenho escolha, a que tipo de experiências e situações me submeto? Que tipo de conhecimentos estou buscando? Que informações têm “entrado em minha mente” todos os dias? Afinal, essas situações ocasionarão novas conexões e recordações. Por isso, sempre que possível, é bom “se alimentar” do que faz bem para a mente e faz você “ir pra frente”.

Se você tem interesse em saber mais sobre Neuropsicologia, veja esse livro lançado     este ano – recomendo!!! NEUROPSICOLOGIA HOJE, segunda edição – (SANTOS, F.H.; ANDRADE, V. M.; BUENO, O. F. A. (Orgs.). Neuropsicologia hoje. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 2015.)

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    *Flávia também é Especialista em Psicologia da Infância pela Universidade Federal de São Paulo, UNIFESP e Doutora em Ciências pelo Departamento de Psicobiologia da UNIFESP com período de intercâmbio na University of Durham,    Reino Unido. Ela realizou Pós-doutorado na Universidad de Murcia, Espanha.

 

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Por que procurar um Coach?

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O que move muitas pessoas hoje em dia a procurarem o serviço de Coaching é a busca pelo desenvolvimento, alcance de objetivos e o desejo de obter mudanças, na vida pessoal e/ou profissional. Mas, o que faz o Coaching ser uma ferramenta tão poderosa e eficaz hoje em dia?

Acredito que um dos aspectos que contribuem para o sucesso do Coaching, seja a parceria e a interação entre o Coach (quem conduz o processo) e Coachee (o indivíduo foco), durante o processo.

Amparado por um método objetivo e estruturado (com começo, meio e fim), o Coach busca facilitar a reflexão, trazer conscientização e a criação de ações práticas, com foco em fazer com que o Coachee encontre soluções, visualize perspectivas e extraia aprendizados, rumo aos seus objetivos traçados.

Isso ocorre por meio de reuniões periódicas entre o Coach e o Coachee, em um movimento de caminhar de onde está, para onde quer chegar. O Coach busca potencializar no Coachee o reconhecimento de sua identidade, forças, habilidades, valores e pontos a desenvolver.
Outro aspecto muito relevante com relação à efetividade do Coaching está relacionado à ciência da atenção. Em meio a tantas informações externas e sobre nós mesmos, o processo pode ser uma ótima oportunidade para focar naquilo que é importante e avançar na clareza e organização das ideias.

Gosto muito do trecho abaixo sobre a nossa atenção e o impacto da forma como a utilizamos.

“A densidade de atenção descreve o quanto de atenção prestamos ou o número de observações que fazemos durante um período específico. De forma mais simples, quanto mais focados estamos, quanto mais de perto observamos, maior é a densidade de atenção (…) Com densidade de atenção suficiente, os pensamentos e ações mentais do indivíduo tornam-se parte de quem somos, parte de como nosso cérebro funciona, e portanto, desempenham um importante papel na maneira como percebemos o mundo. Em outras palavras, o poder está no foco. Aquilo onde escolhemos colocar nossa atenção muda o nosso cérebro e muda a maneira como vemos e interagimos com o mundo” (artigo intitulado “Neurocoaching – Uma Abordagem de Coaching Baseada na Neurociência”, escrito pelo Coach David Rock, após uma entrevista com o neurocientista Jeffrey Schwartz). 

Para  conhecer como nós da R122 Coaching trabalhamos, entre em contato por email: pschuindt@r122coaching.com.br

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