A merecida crítica ao “Coaching”

No comments

Sabemos o quanto o Coaching tem crescido no Brasil e o quanto ele é importante como metodologia de desenvolvimento de pessoas e realização de projetos.

Ao mesmo tempo, tem surgido cada vez mais pessoas se levantando contra o “Coaching”. Algumas pessoas têm tido aversão à palavra Coaching e a tudo o que se relaciona a este universo. Tem até algumas páginas na internet dedicadas a fazer críticas, muitas vezes severas à prática. 

Existe também um movimento propondo a criminalização do Coaching como profissão, que está tramitando no Senado. Como você pode ver nesse texto (clique aqui).

Por outro lado, surge esse outro movimento buscando a regulamentação do Coaching como Profissão (como citado no mesmo texto acima). 

Acho ótimo que ocorram discussões desse tipo. E é justamente sobre isso que quero falar nesse texto.

Quando começo a ler as críticas e posicionamentos contra o “Coaching”, fico refletindo e ponderando alguns pontos. E, no fim, percebo que o que estão falando sobre o “Coaching”, em grande parte têm razão. Por isso, o nome do texto “as merecidas críticas”…Vou explicar logo abaixo.

O primeiro ponto que quero trazer aqui são na verdade perguntas:

– De que Coaching estão falando?

– Quem é esse Coach que tem sido criticado intensamente? 

Ao responder essas perguntas, muitas questões são esclarecidas. Porque existe “Coaching” / “Coach” (entre aspas) e Coaching Coach verdadeiros. É importante compreender diferenças.

Sobre o “Coaching” / “Coach“: existe nesse mercado, pessoas que se posicionam sem ética e competência para atuar, se autointitulando Coaches.  Tem pessoas que apresentam o Coaching com propagandas enganosas. São os “milagreiros”, que vendem uma ideia do Coaching como solução para tudo no universo e a resposta mágica para qualquer tipo de questão…Então, só para destacar esses dois pontos:

  1. Coaching não é a solução para tudo (tão óbvio, né? Mas tem sido necessário explicar). Existem abordagens que podem ser mais adequadas, dependendo da situação. Por exemplo, a Psicoterapia, a Consultoria e a Mentoria, são possibilidades de processos que podem ser indicados em determinados casos. 
  2. Nem tudo que recebe o nome de “Coaching” é Coaching. Sempre existiu e sempre existirão as pessoas que usam nomes indevidos, para atrair pessoas e gerar vendas, conforme a onda do momento. Não é mesmo? E tem sido assim. Tem gente dizendo que é Coach, que não é Coach. Tem gente dizendo que faz Coaching, que não faz Coaching.

Então, quero explicar um pouco do Coaching que conheço e entendo como metodologia de desenvolvimento. Onde o Coach (que é o profissional), é capacitado para facilitar o pensamento e processo do Coachee (pessoa que passa pelo Coaching).

Coach facilita, através de suas competências, um processo de reflexão e desenvolvimento. Onde o Coachee define seus objetivos, reflete sobre si e sobre como alcançá-los, se conhece e busca sua transformação, com ideias e ações práticas. É um processo de maximização de potencial e crescimento.

Um Coach pode ser, por exemplo, credenciado à ICF, que é a International Coach Federation, uma organização global que busca a qualidade e ética na atuação profissional do Coaching. Os Coaches que são credenciados à ICF têm como se fosse um “selo de qualidade”, porque são capacitados e precisam demonstrar essa capacitação para receberem o credenciamento. Clique abaixo para abrir os links com as 11 competências da ICF e o Código de Ética da organização: 

Clique aqui para ver o Código de Ética ICF .

Clique aqui para ver as Competências ICF. 

Nós da R122 acreditamos nesse caminho e priorizamos em nosso time essa base e definição.  

E dentro desse contexto de credenciamento, existem três níveis:

O Coach ACC (Associate Certified Coach)

O Coach PCC (Professional Certified Coach)

O Coach MCC (Master Certified Coach)

Para cada nível desses credenciamentos, é exigido um número mínimo de horas completas de treinamento, uma quantidade mínima de horas de experiência e uma nota mínima em uma avaliação padrão, para medir os conhecimentos em Coaching.

Aqui vai um detalhe. Para ser um MCC, ou seja, um Master Coach, é preciso ter muita experiência prática, conhecimento e comprovar isso. O processo leva anos. Diferente de algumas situações onde para ser um Master Coach, você faz um curso e pode obter o título mais rapidamente.

O detalhe também é que a ICF não é uma escola de Coaching, é uma organização sem fins lucrativos, constituída por profissionais do mundo todo, de diferentes instituições.

Veja mais informações sobre o credenciamento à ICF aqui (é só clicar).

Finalizando, apresentei essas informações até mais técnicas, mas para que você entenda um pouco mais do que está acontecendo e conheça nosso posicionamento.

Sempre que estiver em dúvida sobre o Coaching, procure se informar e conhecer qual a formação e a trajetória da pessoa e onde ela está inserida nesse contexto todo. Esse é um ponto importante para diferenciar de que Coach estamos falando.

E se você tiver qualquer dúvida, qualquer questão ou mesmo quiser vivenciar uma sessão de Coaching com alguém de nós da R122, estamos por aqui para conversar.  

E vamos levar essa conscientização que é tão importante para que haja coerência e que tenhamos um mercado justo, correto e que as pessoas entendam o Coaching como uma ótima possibilidade dentre outras, dependendo de cada situação.

Patrícia SchuindtA merecida crítica ao “Coaching”
Ler mais

Quer mudar? Série “O Novo Líder” (6)

No comments

Como desenvolver novas competências, hábitos, comportamentos? Esse é o tema de hoje na série “O Novo Líder”.

E vou falar sobre isso porque quem está acompanhando até aqui, viu que abordamos temas como: competências necessárias na liderança, mudança de mentalidade, legado, gerenciamento emocional, como dar feedbacks…São muitos conteúdos e aspectos importantes que o novo líder precisa trabalhar. E, nesse caminho, você que já saiu do piloto automático e quer realizar mudanças, pode se perguntar: como fazer isso? Por isso, trago alguns passos que você pode trabalhar para avançar.

Primeiro, você já deu um importante passo! Que é sair do piloto automático e perceber que quer mudar algo em você. Se perceber e assumir verdades não é nada simples. E é um ponto de partida fundamental para o que virá a seguir.

Um passo seguinte é aprofundar na questão e definir que aspecto específico quer desenvolver nesse tema maior que definiu. Descreva os novos comportamentos de forma clara! Para facilitar, você pode responder a seguinte pergunta: como você quer agir daqui para frente? Defina bem o estado desejado.

Depois disso, pare para refletir: qual é o real motivo da mudança? Qual é o propósito? Para que você vai mudar?

Toda mudança exige esforço, dedicação… Por isso, é preciso ter um motivo forte que o ajudará na persistência e disciplina durante o processo da mudança. Lembre-se do motivo, sempre!

Até aqui os passos foram voltados ao autoconhecimento e olhar para dentro de si. Agora, entra um passo que é olhar para o exterior e buscar referências, modelos, conteúdos, conhecimentos no assunto que você vai desenvolver.

Encontre os melhores, aqueles que fazem sentido para você. Você pode conhecer histórias de pessoas que conseguiram mudar o que quer mudar, conhecer conteúdos científicos / acadêmicos, melhores práticas…O conhecimento te levará além. Busque isso.

Por fim, defina ações realizáveis, ou seja, pequenas ações a inserir em sua rotina. Uma pergunta para te ajudar: quais são as ações diárias e semanais que te levarão à mudança maior que quer alcançar? Tenha clareza, verbalize e anote.

E, por fim, mantenha sempre o foco. Que é aquilo que todo mundo sabe! A nossa atenção determina o quanto vamos desenvolver algo. Foco, concentração e consistência para fazer as ações em direção àquilo que queremos mudar. Esse é o ponto chave da continuidade.

Vale lembrar: tem mudanças que conseguimos fazer sozinhos com esses passos, mas tem mudanças que é preciso buscar um suporte profissional.

Aliás, sempre que puder, busque um mentor, faça cursos, tenha um coach (sou suspeita para falar, claro, mas participamos todos os dias dos processos de mudanças das pessoas e todo o método é voltado para facilitar mudanças).

Sozinhos podemos conseguir algumas mudanças, mas com determinados profissionais, podemos chegar mais rápido e potencializar nosso desenvolvimento. Falo isso como profissional da área, mas também pela minha experiência ao passar por processos de coaching, de terapia, mentoria…Foram e são fundamentais para meu crescimento!

Para alcançar uma mudança você precisa dar alguns passos. Comece hoje! Conte conosco se quiser conhecer como funciona esse acompanhamento com um profissional!

Patrícia SchuindtQuer mudar? Série “O Novo Líder” (6)
Ler mais

Como dar feedbacks para a equipe? Série “O Novo Líder” (5)

No comments

Como dar feedbacks para a equipe?

Hoje vou falar de alguns princípios importantes sobre esse tema, já que é uma dificuldade comum de novos líderes.

Se você se identifica com a frase: “sinto insegurança e tenho alguns receios ao dar feedback, porque não sei bem como fazer…”, esse texto é para você.

Primeiro princípio: trabalhe a mentalidade e cultura.

Se dar e receber feedback é visto como algo pesado, uma ameaça, algo que dá medo, que ativa muitos aspectos negativos, talvez a forma de pensar sobre o tema seja um ponto a desenvolver, de forma individual e/ou coletivamente. Uma mentalidade mais positiva, pode ser entender o feedback como uma possibilidade de saber o que precisa ser desenvolvido e um instrumento de desenvolvimento – se eu sei o que eu preciso desenvolver, eu posso desenvolver aquilo. E aqui existe outra crença a ser trabalhada – de que podemos desenvolver habilidades! 

Fica uma pergunta para análise: quais são as crenças individuais e coletivas a respeito de dar e receber feedbacks, em sua organização?

O segundo principio é você pensar em sua comunicação e seus relacionamentos de forma macro.

Porque dar feedback é uma parte pontual e específica de algo muito maior que é como você se relaciona com as pessoas e como você se comunica. Então, se esses são pontos de desenvolvimento para você, comece a trabalhar hoje para que possa gerar mais confiança, criar um espaço mais seguro e para que se sinta mais livre e tranquilo de dar feedbacks positivos e negativos.

O terceiro princípio é trabalhar a equação entre dar feedbacks positivos e negativos.

Se você só dá feedbacks negativos fica complicado…se não fala o que está indo bem, não reconhece acertos, comportamentos positivos e resultados, a pessoa fica sem saber que está no caminho certo, quando está no caminho certo. E eu sei que tem muita gente que pensa coisas positivas sobre o outro e simplesmente não fala! Ah, se olhássemos mais para isso, potencializaríamos muito mais as pessoas ao redor. Olhe e reconheça também o que está indo bem, e diga para a pessoa. Isso gera segurança e empoderamento.

A partir desses três princípios, que podem levar tempo e é um processo para desenvolvê-los, busque sempre fazer feedbacks participativos. Como é isso?

Você como líder define o foco de desenvolvimento de forma específica, compartilha com a pessoa, mas não para por aí! Um próximo passo é escutar o que a pessoa tem a dizer sobre aquilo, entender seus pensamentos. E ao fazer isso, um ponto-chave é: acreditar no potencial da pessoa, ajudá-la a criar planos para se desenvolver e oferecer um suporte no processo. Nesse ponto, é importante criar uma conexão e transmitir a mensagem: vamos juntos? Como posso te ajudar?


Faz sentido para você? Esse é um modelo que acreditamos. Se você tiver qualquer dúvida e quiser suporte para fazer essas transformações, conte com a gente!

Patrícia SchuindtComo dar feedbacks para a equipe? Série “O Novo Líder” (5)
Ler mais

Competências – Série “O Novo Líder (1)

No comments

Um dos principais motivos de procura do Coaching é a transformação da liderança. Tanto indivíduos que sentem que é o momento de se capacitar, quanto as organizações em seus programas de desenvolvimento.

Dentre as principais questões que aparecem, está o seguinte fato: os profissionais, ao se destacarem em suas funções técnicas, por entregarem muitos resultados, fazerem um trabalho de qualidade, obtém uma promoção, por exemplo, ao cargo de supervisão e coordenação, mas aí se deparam com um dilema – o desafio não é mais a entrega dos resultados em si.

Mas passa a ser o desafio relacionado a liderar as pessoas da sua equipe, para juntos entregarem os resultados.

E nesse novo cenário, existem muitas mudanças com relação às competências que esse profissional precisará ter para terem um bom desempenho como equipe.

Competências são: conhecimentos, habilidades e atitudes que juntos fazem com que tenhamos bom desempenho em algo.

O ideal é que ocorra a capacitação antes de assumir o novo cargo. Mas, se essa não for a realidade, no próprio percurso como líder, existem muitas possibilidades de desenvolvimento.

E eu vou compartilhar com vocês, pontos específicos de desenvolvimento para esse novo líder. Então sempre que você observar daqui pra frente esse termo O NOVO LÍDER, ele faz parte de um todo, uma série de conteúdos relacionados ao cenário que descrevi aqui.

Pra começar, quero deixar algumas perguntas:

Quais são as competências necessárias a um líder?

Em que aspectos o líder precisa ser muito bom?

Pense em seu contexto e nas experiências que já teve, o que você pensa sobre isso?

Para te ajudar nessa reflexão, nós da R122 temos um documento com 22 competências descritas. E você pode se autoavaliar para definir passos de avanço. Mande uma mensagem ou um e-mail e enviamos a você. Ok? E-mail: pschuindt@r122.com.br

Por hoje é isso – foco em refletir e perceber sobre COMPETÊNCIAS. 

Patrícia SchuindtCompetências – Série “O Novo Líder (1)
Ler mais

Cultura de Coaching nas organizações – qual o impacto?

No comments

Como é a cultura e o clima em sua organização? Como os líderes pensam e agem diariamente? E qual o impacto disso?

Na Cultura de Coaching, o Líder tem um Estilo de Liderança que é marcado por uma mentalidade de crescimento. As crenças, valores e atitudes, podem ser traduzidos em algumas afirmações como:

“Como Líder, acredito no desenvolvimento das pessoas e sei que tenho um papel ativo neste processo”. 

“Minha comunicação gera impacto no outro, por isso, escolho com cuidado a forma e as palavras com as quais me expresso”.

“Conversas transformacionais estão em minhas prioridades”. 

“Reconheço as pessoas diariamente, pois sei do impacto disso em seu crescimento, segurança e direcionamento para resultados”. 

“Escuto e faço peguntas que facilitam o avanço para o resultado e amadurecimento dos indivíduos e equipes”. 

“Estabeleço acordos claros, planejo e acompanho resultados de forma colaborativa”. 

“Quero gerar ambientes positivos de reflexão, focados na visão, solução, ação e resultados”. 

Se você vê essas afirmações como algo distante para si e sua organização, o convido a refletir sobre qual seria o impacto se adotasse essa nova forma de pensar e agir! É um processo diário.

Quando decidimos nos conhecer e aprimorar habilidades, as transformações ocorrem em nós e no ambiente ao redor. Em nossa experiência com diversos líderes e organizações, vemos que ter o que chamamos de habilidades de Coaching como possíveis ferramentas de liderança, é algo bastante positivo.

Essas habilidades são: Escuta Ativa, Perguntas Poderosas, Nova Conscientização, Comunicação Direta, Acordo de Coaching, Relação de Coaching, Ação e Responsabilidade e Linguagem Artística. 

Um líder que tem essas habilidades desenvolvidas, aprende a maximizar o potencial de sua equipe. Com isso, tem menor sobrecarga pessoal, forma equipes de alto desempenho, cria espaço para crescimento pessoal e abre espaço para novas visões e estratégias.

Se quiser saber mais sobre isso, mande uma mensagem!

Patrícia SchuindtCultura de Coaching nas organizações – qual o impacto?
Ler mais

Trabalho – em busca de sentido

No comments

“Katherine Alsdorf […] entende bem essas três buscas: busca de significado para a vida por intermédio de um diploma de faculdade, busca de prazeres e aventura depois de formada, vindo, então, um mergulho quase desesperado no trabalho e na carreira profissional aos 30 e poucos anos, em um esforço inútil de conferir um propósito à vida. Katherine passou a acumular realizações e também prosperidade financeira, contudo tornava-se cada vez mais estressada e até mesmo cheia de amargura […] Suas realizações nunca eram suficientes, e os fartos benefícios nunca eram gratificantes. Como ela mesma explicou: “eu não suportava a ideia de que era tudo sem sentido, assim simplesmente baixava a cabeça e trabalhava mais duro ainda”. Por fim, ela passou a considerar o evangelho de Cristo, porque as filosofias desse mundo não a estavam conduzindo a lugar nenhum. O vazio da vida a empurrou para seu próprio entendimento dessa transcendente singularidade de Deus”. (trecho extraído do livro “Como integrar fé e trabalho”, de Timothy Keller e Katherine Alsdorf)

Esse relato e a leitura do livro, me fez pensar bastante sobre o significado do trabalho e sobre a construção da trajetória profissional de cada indivíduo. Vejo que Katherine representa muitas pessoas que ao mergulhar em uma trajetória profissional ascendente, com compensações diversas, segue por um caminho que hora ou outra trará a pergunta – qual o sentido de tudo isso? Que vida estou vivendo?

Quando fazemos perguntas, precisamos criar espaço para que surjam as respostas. Um respiro. Introspecção. Reflexão. Abertura para escutar e sentir.

Algumas pessoas que procuram o Coaching para pensar em sua trajetória profissional, decidem rever por completo sua atuação – mudam de área, de função, de rotina… Porque no momento de escolher uma graduação e as decisões que tomaram ao longo do caminho, foram guiadas muito mais pelo que o mercado poderia oferecer ou pelos caminhos mais fáceis, do que por aquilo que gostariam de fazer e que acreditavam de fato.

Quando essas pessoas se deparam com suas reais motivações, propósitos, valores, potencial, talentos e capacidades sentem que precisam tomar uma decisão para ter uma vida diferente e decidem arriscar algo novo. Mesmo que com relação ao status social, tenham uma mudança importante.

Outras pessoas, ao se perguntarem se estão “no caminho certo”, descobrem uma nova forma de enxergar e viver o próprio trabalho. Percebem que sua missão de vida está sim conectada ao que já fazem. Mas não tinham consciência disso. E continuam sua trajetória nos mesmos moldes de trabalho, mas com um significado totalmente diferente.

Esse espaço para pensar e fazer escolhas sinceras, permite uma construção diferente de quando se está no piloto automático na carreira. A trajetória ganha um novo sentido.

Retomando um pouco das reflexões trazidas no livro citado, deixo algumas perguntas:

  • Para que serve meu trabalho?

  • Por que faço o que faço?

  • Qual é a minha missão?

  • Quais são meus dons e capacidades? Que escolhas fazer para considerá-los em minha atuação?

  • Qual é o propósito maior do meu trabalho? Meu emprego, organização ou indústria, torna as pessoas e o mundo melhores?

Talvez você não tenha as respostas claras ou talvez as tenha, mas as implicações práticas não são das mais simples e fáceis de lidar.

De qualquer forma, a mudança começa de uma análise atual verdadeira. Parte também de sonhar, ter visão e fé em um futuro diferente. E passa por definir e dar os passos para chegar em um novo lugar.

Nesse percurso pautado em algo maior e em decisões de longo prazo, aprender a lidar com o imediatismo e ansiedade é fundamental.

Vale sempre lembrar: quanto à carreira, não existem caminhos perfeitos, nem somente realização e felicidade constante. Mas existem escolhas que fazem sentido e que compõem a jornada de uma trajetória profissional que vale a pena seguir.

Patrícia SchuindtTrabalho – em busca de sentido
Ler mais

VUCA e 4 Fases da Liderança

No comments

Vivemos um mundo VUCA. Este acrônimo de palavras em inglês, surgiu na década de 1990 para definir o mundo Volátil, Incerto, Complexo e Ambíguo do contexto pós-Guerra Fria, sendo que no contexto corporativo ele começou a ser usado mais recentemente para se embasar o cenário altamente fluido que vivemos e as necessidades de adaptação daí decorrentes.

Como um Líder pode atuar de forma positiva neste contexto, onde as mudanças são ágeis?

Ao pensarmos sobre isso, chegamos a uma habilidade essencial a ser desenvolvida – a Adaptabilidade. Um Líder com esta habilidade consegue gerenciar bem sua equipe e avançar em direção aos resultados. Ao aprofundarmos a nossa reflexão, paramos para pensar também em como o Líder-Coach atua neste contexto atual. Um Líder que desenvolve habilidades de Coaching seria um Líder mais preparado para lidar nesta realidade? A nossa resposta é que sim!

Um líder-coach tem, dentre suas capacitações, a de ‘estar presente’, no momento, sendo apto a ‘dançar conforme a música’. Ele desenvolve isso porque, ao ser facilitador do crescimento de outras pessoas está sempre atento ao momento delas e aquilo que pode ser utilizado para seu ‘empoderamento’ e crescimento. Com isso o líder-coach desenvolve também uma maior intuição e condições de tomar decisões com menos informações, sendo mais ágil a responder ao contexto como ele se apresenta.

Além disso, o Líder-Coach cria ambientes de reflexão, espaços mais colaborativos que promovem inovação e engajamento das pessoas.

E o mundo VUCA exige profissionais assim… que sejam capazes de estar no presente, com sua escuta ativa e capacidade intuitiva para fazer os ajustes e rapidamente mudar de direção, ainda assim sendo eficazes na tomada de decisão quanto ao que deve ser feito a seguir.

Se você sente que esta é uma necessidade de desenvolvimento em sua organização ou em você mesmo, o que é positivo é que o Estilo de Liderança com base no Coaching pode ser aprendido, como qualquer outra habilidade! Claro que um Líder-coach não vai se desenvolver apenas com conceitos aprendidos. Como todo histórico de habilidades, nada é um passe de mágica. Ele terá de fazer, checar, fazer de novo, distender, usando sempre o que ensinamos dos 4Cs da Transformação (leia aqui).

Veja abaixo as diferenciações de Fases da Liderança e pense que fase é mais predominante em seu contexto:

Fase 1: O Executor

Ao chegar numa primeira posição de líder de pessoas, o indivíduo em geral sabe fazer aquilo que agora precisará realizar por meio de outras pessoas. No ímpeto de entregar seu melhor, o movimento automático desse líder é entrar na execução, pois ele entende que assim terá resultados melhores e mais rápidos.

Fase 2: Consultor

Não leva muito tempo para esse líder perceber que não será possível realizar as tarefas de toda equipe. Mas, novamente, como ele sabe fazer, sobe para a posição do consultor – daquele que diagnostica a situação e dá os direcionamentos à equipe, deixando-os realizarem o que foi orientado. Nessa fase o líder parte do pressuposto de que, se ele sabe fazer e se passou as orientações, é natural que os outros façam do mesmo jeito que ele faria. O problema é que cada um funciona de um jeito e muitas vezes, ao voltar para checar a execução dos trabalhos, esse líder percebe que a bola ‘ficou quadrada’.

Fase 3: Mentor

É nesse momento que o líder percebe que precisará acompanhar mais de perto sua equipe durante a execução daquilo que foi orientado. Nessa fase ele se propõe a fazer mais acompanhamentos e dar mais feedbacks, ensinando e ajudando a aparar as arestas enquanto as pessoas avançam na execução de suas tarefas. Quanto mais maduro na sua liderança como mentor, mais esse líder entenderá que cada pessoa precisará de um nível de proximidade, sendo que alguns comportarão que ele aja mais como consultor, e outros precisarão de sua ajuda na própria execução. Esta é uma fase incrível! Mas, pode chegar o momento em que o líder se sente esgotado, pois precisa estar presente sempre. Além disso, ele percebe que, por ser referência absoluta, sua equipe acaba se tornando dependente de sua presença e direcionamento. Como resultado, além do esgotamento mental, físico e emocional, esse líder também corre o risco de ter uma equipe infantilizada que não consegue trabalhar direito em sua ausência, impactando negativamente na sua própria capacidade de trabalhar de forma estratégica.

Fase 4: Coach

É aqui que o líder atinge o cume de seu potencial! Ele aprende a desenvolver novas habilidades direcionadas a facilitar a equipe a pensar, tomar decisões, assumir riscos e amadurecer. Nessa fase o líder aprende a fazer perguntas poderosas, escutar de forma ativa, comunicar-se com inteligência e trabalhar com acordos claros, além da ação e responsabilidade autodirigida de sua equipe. Com isso ele fomenta um ambiente seguro para as pessoas pensarem e crescerem, enquanto ele mesmo consegue se focar em atribuições mais amplas e estratégicas.

Nessa fase o líder aprende a usar cada uma das suas facetas de acordo com a demanda real. As situações deixam de ter todas o mesmo nível de urgência e passam a demandar que seja sempre coach…. Mas que por vezes também seja mentor, consultor e até mesmo ocasionalmente executor.

Ao pensar no conceito VUCA e nas 4 fases da Liderança, que insights surgem para você?

A organização que investe em líderes que formam equipes maduras e eficazes conseguiu entender que atuar de forma estratégica no desenvolvimento de sua principal força motriz – as pessoas – é uma escolha por vezes dura, mas que em algum momento representará a linha entre o sucesso e o fracasso; entre o avanço e a estagnação! Ao estabelecer uma cultura de coaching nas organizações, as pessoas se tornam facilitadoras do desenvolvimento umas das outras, o fluxo de raciocínio se torna mais produtivo, as distrações com conflitos internos e externos são reduzidas e a eficácia aumenta.

 (Texto escrito por Juliana de Lacerda Camargo e Patrícia Schuindt)

Patrícia SchuindtVUCA e 4 Fases da Liderança
Ler mais

Bem-sucedido ou realizado – como você se vê hoje?

No comments

Qual a diferença entre ser bem-sucedido ou realizado?

Há pessoas que alcançaram o sucesso profissional, segundo alguns padrões mercadológicos de retorno financeiro, status, nível hierárquico, crescimento de carreira…mas não se sentem realizadas. Pelo contrário, sentem-se insatisfeitas e infelizes. Normalmente, essas pessoas nunca pensaram onde realmente gostariam de chegar, o que valorizavam, a forma como gostariam de viver, pessoal e profissionalmente. Algumas pessoas até começaram a descobrir coisas importantes sobre si, mas não tiveram a decisão de avançar em sua busca por mais sentido.

É claro que é possível ter sucesso e ter realização ao mesmo tempo. Esse é o estado desejado, certo?

O conceito de realização que trago nesse texto é: sentir satisfação ao conseguir tornar reais verdadeiros sonhos e objetivos. Não, não é o papo da vida perfeita. Mas, de uma vida real, consciente, que tem coisas boas e ruins, mas que faz sentido.

E para alcançar a realização é fundamental ter autoconhecimento em alguns tópicos como: Identidade, Forças e Habilidades, Propósito e Valores, Visão de futuro. Compartilho com você algumas ideias que podem ajudar nessa reflexão!

IDENTIDADE:

É o conjunto de características singulares, próprias, que nos tornam únicos. Pare para pensar:

  • Quem é você?
  • Como é sua forma de pensar e agir?
  • Se eu te pedisse para se descrever, o que você diria sobre você?

Essas são perguntas profundas e muitas vezes difíceis de responder. Não desista de pensar sobre elas por esse motivo. O autoconhecimento é um processo que vai acontecer por toda nossa vida. Mas ele precisa ser intencional.

Uma pergunta muito comum que escuto é: “é possível mudar quem somos?”

Acredito que todos temos uma essência invariável que diz “esse sou eu”, a nossa marca pessoal, que nos diferencia de todos os demais. Assim como a nossa digital é única. Não há sequer um ser humano igual, nem mesmo os gêmeos, que vão se transformando logo após nascerem. Temos características muito próprias que são resultado de nossa genética e experiências.

Vamos nos formando ao longo de nossas vidas e aqui está uma questão chave: por mais que o nosso desenvolvimento maior e mais veloz ocorra na infância e adolescência, nosso cérebro nunca para de ser modificado. Ou seja, podemos ser transformados. Cientistas de antigamente acreditavam que nosso cérebro era imutável, inalterável. Descobertas atuais da neurociência dizem que temos a capacidade de desenvolver novos hábitos e comportamentos. Como? Com atenção direcionada, repetição e prática.

Ou seja, você pode refletir e fazer escolhas, diante dos propósitos e objetivos que queira alcançar. O processo de transformação é o que ocorre entre quem sou hoje e quem eu quero me tornar. Esse processo requer reflexão, autoconhecimento, formação de novas ideias. A partir disso, novas ações e comportamentos.

Gosto muito dessa frase pois representa bem o sentido expresso acima: “A mudança dos seres, não contraria o princípio da identidade, já que representa apenas a atualização da potência nela contidas.” Aristóteles

Quero propor para você um exercício que chamo de “autobiografia”. Ele pode te ajudar a reconhecer aspectos importantes em sua trajetória.

 Exercício Autobiografia:

Pense sobre sua infância, Adolescência até chegar na idade adulta:

  • Quais foram os principais acontecimentos?
  • Que influências você recebeu das pessoas com as quais mais conviveu?
  • Quais foram os valores e a cultura aprendidos?
  • Quais foram as principais mensagens que te disseram que você considera terem tido impacto?
  • Qual o impacto disso na forma como você pensa e age hoje?

 FORÇAS / HABILIDADES

O que você faz bem? É comum, em atividades em grupo ou atendimentos individuais, as pessoas encontrarem dificuldades para responder essa pergunta. Algumas pessoas só enxergam o outro como alguém a ser admirado. Ou ficam constrangidas por falarem de si. Esse é um exercício de se reconhecer e se valorizar. O que é bem diferente de ter uma atitude arrogante e prepotente. É quase como pedir que você note a si mesmo, que você enxergue seus pontos fortes e qualidades.

Você pode ter uma capacidade natural, ou seja, um talento, para algo e também pode ter desenvolvido uma habilidade ao longo de sua vida.

Deixo aqui um desafio: anote agora, três pontos positivos que enxerga em você. Você também pode perguntar para seus amigos, família, pessoas de confiança, o que eles enxergam. A partir disso, você pode perceber: o que as pessoas falaram em comum? Reflita sobre isso. Não tenho a menor dúvida, de que você tem qualidades e que se reconhecê-las, mudanças poderão acontecer em você.

Quais os benefícios de reconhecer pontos fortes? Ajuda aumentar a segurança e autoconfiança. É importante para fazer escolhas e descobrir a direção a seguir, seja na vida pessoal ou profissional e, consequentemente, obter melhores resultados.

VISÃO DE FUTURO

Até aqui focamos em falar sobre quem você é hoje. Retomamos questões do passado e olhamos para o presente. Mas, parte do autoconhecimento é pensar onde você quer chegar. Visualize o futuro que quer construir! Fazer isso, é criar uma visão que vai te nortear em suas ações no presente. Não podemos controlar muitas coisas, é verdade.  No entanto, sem definir objetivos, o que acontece? Você vai para onde as situações, pessoas, demandas te levarem. Isso pode ser arriscado quando falamos de realização. Pois, você pode acabar vivendo sonhos que não eram seus e não sentir satisfação ao reconhecer onde chegou.

  • O que te faria se sentir realizado, em 1, 3 e 5 anos?

Quero te ajudar a pensar um pouco mais sobre isso. Pare por um instante e reflita:

  • Quais são seus sonhos?
  • O que você quer que seja diferente em sua vida no futuro?
  • O que quer ter alcançado?

Não coloque limitações para responder essas perguntas. Deixe vir em sua mente e coração as respostas.

Talvez ao pensar nisso, venham algumas barreiras e emoções negativas, mas se esforce para continuar o processo e responder o que realmente quer. Se preciso, busque ajuda. Lembre-se que estamos falando de algo novo, um futuro a construir. Algumas pessoas não crescem profissionalmente naquilo que querem, pois não conseguem definir opções do que querem alcançar. Ao pensar no futuro, é importante deixar a imaginação e coração te levarem, a parte de estruturar e colocar em planos reais, vem depois disso. Vamos por partes. Destaco aqui as palavras Imediatismo x construção. Quero que guarde isso. Estamos imaginando o prédio a ser construído, o que queremos ter nele, como ele vai ser. Depois, vamos pensar nos recursos, estratégias, passos práticos. E um prédio não se constrói de um dia para outro. Esse é um processo que pode levar tempo.

Importante: se o que te atrapalha de pensar nisso são experiências passadas, te convido a pensar que recomeçar é um sinal de força, não de fraqueza. Recomeçar de um novo jeito, com novas estratégias, até mesmo, em alguns casos, adaptando o que se quer alcançar. Ao invés de desistir, por se apegar aos erros, falhas, dificuldades. Importante é avançar e para isso ajustar o plano conforme novas informações aparecem no caminho. Então, volte-se às perguntas acima e foque nelas, se necessário por alguns dias, ou o tempo que for preciso.

Enquanto você vive o hoje e olha para o futuro, te convido a pensar em duas coisas importantes: propósito e valores.

PROPÓSITO E VALORES

Gosto de pensar propósito a partir de duas perspectivas: um Propósito maior, relacionado ao sentido de sua vida, à sua existência. Esse propósito está relacionado com seu papel aqui na Terra. Qual é a sua missão? Ele vai nortear as escolhas mais profundas em sua vida. Por que você faz isso ou aquilo? Por que está indo nessa ou naquela direção? A conexão com o Propósito impacta sua motivação e foco. Por mais difícil que algumas situações sejam, quando você tem isso claro, segue adiante. Neste sentido, vale pensar:

  • Que propósito você acredita ser seu?
  • O que te move?
  • O que te inspira?

E a segunda forma de pensar propósito, tem mais relação com ações cotidianas. Você se propôs a fazer uma atividade e pensa: qual o propósito disso? É um propósito mais ligado à ação, enquanto o anterior, é mais ligado à sua existência. Claramente, é importante que seus propósitos diários estejam relacionados com o propósito maior. Lembre-se, portanto, qual a finalidade de suas ações diárias.

Conectado a isso, você pode pensar sobre seus valores. Os valores dão forma a como realizar suas ações e tomar decisões. Como você quer viver, se relacionar, alcançar seus objetivos.

  • O que tem valor para você?
  • O que você valoriza em sua vida e seu trabalho?
  • Do que você não abre mão em sua forma de ser e agir?
  • O que você quer gerar nos ambientes em que participa?
  • Quais valores estão norteando as principais decisões da sua vida?

Separe uns minutos para pensar.

E, então, o quanto você se sente hoje quanto a ser bem-sucedido ou realizado?

Continue sua reflexão e observação diária e aos poucos, mude de direção, se necessário.

Encontrar nossa essência e viver coerentes com o que acreditamos e valorizamos, nos traz uma paz e certeza de estar no caminho certo, mesmo com dificuldades.  E isso, não tem preço.

Patrícia SchuindtBem-sucedido ou realizado – como você se vê hoje?
Ler mais

7 passos para mudar hábitos e comportamentos

No comments

Transformação é o processo que ocorre entre “quem sou hoje” e “quem eu quero me tornar”.

Como está seu processo de transformação? Te convido a olhar para o que viveu e como viveu esse ano, e pensar:

–         Que mudanças ocorreram em mim? Por quais motivos posso me reconhecer?

–         Existe algum hábito ou comportamento que gostaria de desenvolver daqui para frente?

Ao olhar primeiro para você, você tem a oportunidade de contribuir para melhorar relacionamentos, aumentar sua produtividade e seu bem-estar. Sem dúvida alguma, vale a pena.

Separei alguns passos que considero importantes para mudanças de hábitos e comportamentos e compartilho com você.

Veja se faz sentido:

1º Passo: Saia do Piloto automático! Observe sua forma de pensar e de agir. O que você quer que seja diferente? O que precisa mudar para alcançar seus objetivos? Coloque um “espelho imaginário” onde você possa se enxergar nas situações. Você pode pedir ajuda de pessoas de confiança, também. Quem sabe podem te ajudar a descobrir coisas que sozinho não percebe. Receber feedback pode ser desafiador a princípio, mas pode trazer descobertas importantes.

2º Passo: Identifique o novo hábito ou comportamento que quer desenvolver. É importante ser específico e claro sobre o que quer alcançar. Vou te dar um exemplo real. Um Gerente de Vendas, ao analisar sua liderança, percebeu que seu comportamento com a equipe era: sempre falar muito, escutar pouco e agir sem considerar os outros. Então, ele pensou: qual é a nova forma que quero agir? Ele definiu: escutar sua equipe primeiro, expor suas ideias e, após isso, analisar qual a melhor escolha. Ou seja, ao entrar em reuniões ou mesmo conversas cotidianas, esse passou a ser o norteador de suas ações. No começo, é um pouco estranho e você pode se sentir um pouco “desconfortável” ao mudar um comportamento, mas aos poucos, poderá se tornar o “novo automático”.

3ª Passo: Crie o propósito. Qual o motivo de focar nessa mudança? Quais as consequências ao desenvolver ou não desenvolver isso? Seja honesto consigo mesmo. Saber “para que” você está fazendo isso ou aquilo, afeta sua motivação e foco. Muitas vezes, o que falta não é disciplina, mas sim propósito claro.

4º Passo: Busque referências / “modelos”. Mas faça isso para se inspirar, encontrar uma fonte de ideias. Cada pessoa é única e precisa encontrar seu próprio jeito. Não adianta querer copiar exatamente alguém ou seguir exatamente um conteúdo. Aproveite o que é bom após conhecer o que há “lá fora”, olhe para você e aplique o que for útil.

5º Passo: Crie ações específicas e realizáveis (sempre). Aqui está uma essência para conseguir colocar em prática a mudança. Quanto mais simples e fácil for a ação, quanto mais claro estiver para você o que fazer na prática, mais chances de realizá-la. Por isso, é preciso criar pequenos passos até alcançar o passo maior. É como subir uma escada. Se ela tem 30 degraus, não adianta achar que dará um pulo e chegará no último. Precisará percorrer o caminho, passo a passo, colocando esforço e energia, mas ao mesmo tempo, respeitando a velocidade e processo.

6º Passo: Mantenha sua atenção direcionada (foco) no processo e resultado que quer atingir.

É fácil se distrair daquilo que é seu objetivo e do que você precisa fazer para chegar onde quer. São tantas as demandas externas, que se você não fizer um esforço, realmente, vai se esquecer e deixar sempre para depois. É um exercício de concentração e você pode usar recursos como lembretes, notificações, alguma forma de checagem para que seus pensamentos sejam concretizados. Uma boa pergunta é também: quem ou o que pode te ajudar?

7º Passo: coloque em prática, com repetição, consistência e frequência. Sem isso, não é possível criar um novo hábito ou comportamento. Dependendo do que você quer mudar, pode levar dias ou meses para conseguir. Não adianta tentar uma ou algumas vezes e parar no caminho. Esforço é palavra chave. Continuidade é o lema. É um processo de aprendizagem. Por isso, exige que você vença as resistências que surgem, pois vai demandar energia e sua tendência será de ficar na zona de conforto. Ter consciência disso pode te ajudar.

Qual desses passos chamou mais sua atenção? O que você gostaria de colocar em prática nos próximos dias? Desejo sucesso em suas transformações em 2017!

Patrícia Schuindt7 passos para mudar hábitos e comportamentos
Ler mais

Diferenças entre Coaching e Mentoria

No comments

Muitas pessoas confundem Coaching e Mentoria, por isso, decidi compartilhar sobre algumas diferenças das abordagens, especialmente para esclarecer o que é o Coaching, já que hoje em dia, há muita confusão e visões distorcidas sobre a atuação de um Coach.

As duas práticas são muito importantes e falo isso profissionalmente e pessoalmente. Passar pelo processo de Coaching, fez (e faz) muita diferença na minha vida e ter mentores também.

Um Mentor é alguém com mais conhecimento e experiência que você em determinada área ou assunto. Ele te orienta, ensina, responde suas dúvidas, a fim de que você cresça e se desenvolva mais rápido do que seria se estivesse sozinho e se você fosse pesquisar tudo por conta própria.

Por exemplo, você quer empreender e busca alguém que já tem uma empresa e compartilha com você o que sabe sobre negócios, as experiências que viveu, responde suas perguntas, te ajuda em alguma situação em que não sabe o que fazer. Um outro exemplo: você acabou de assumir um cargo novo de gerência e tem muitas dúvidas e inseguranças. Então, decide buscar alguém que foi gerente como você, para te ajudar nos seus desafios e crescimento.

Então, na Mentoria, sempre tem alguém com mais experiência, conhecimento e técnica sobre determinada área e alguém que está sendo o aprendiz.

Já o Coach, não tem o papel de ensinar, aconselhar, orientar, dar respostas. Por isso, ele não precisa ser especialista em sua área, nem ter passado por experiências como a que você vive. O que um Coach faz, então? Ele te ajuda a pensar. Pensar da melhor forma possível para alcançar seus objetivos e transformações. Parece simples, mas na verdade não é. Isso requer muita técnica e habilidades específicas, que são aprendidas em cursos de formação específica.

No Coaching há um espaço seguro, neutro e confidencial, em que o Coach foi capacitado a fazer perguntas que te ajudam a refletir, encontrar possibilidades e ir para a ação, em direção aos seus objetivos. Ele também te escuta e busca compreender quem é você e nesse espaço de escuta, você tem liberdade para compartilhar seus medos, crenças, frustrações, sonhos, expectativas…Ele também te ajuda a se conhecer melhor e a buscar as transformações que você quer. Te ajuda a desenhar planos e executá-los. Te dá feedback sobre que percebe, a fim de te ajudar a avançar no que você busca. O Coach é, portanto, um profissional treinado para desenvolver pessoas, através de habilidades e técnicas que aprendeu em cursos específicos. Há diversas escolas de Coaching e diferentes tipos de certificações. Coaches que são credenciados pela International Coach Federation/ICF, por exemplo, têm como diretrizes 11 Competências e um código de ética da profissão e passaram por um processo de avaliação para comprovação prática e teórica.

Uma vez, um Coachee  me disse ao final de um processo de Coaching  “o coaching não dá o peixe, mas ensina a pescar. Sou uma pessoa diferente. Abriu minha mente. Fora da caixa que eu pensava existia muita coisa”.

Tanto Coaching, quanto a Mentoria podem trazer crescimento, mas com abordagens e focos diferentes. Eu sempre busco os dois recursos para meu desenvolvimento e recomendo isso, pois são complementares. Sim, esses papéis podem estar concentrados em uma mesma pessoa. Tendo claras as diferenças, são preciosas oportunidades de desenvolvimento.

Patrícia SchuindtDiferenças entre Coaching e Mentoria
Ler mais